MUERTEEN EM CARNE E OSSO

Novembro 20, 2009

Foi Biu que me disse “agora que você inventou o Muerteen, nunca mais vai precisar se preocupar em desenhar bonito!”. Em parte ele tem razão, eu gosto do jeito econômico que a tira se resolve, sem preenchimento de preto e de poucos recursos estilísticos. Mesmo assim eu demoro quase um par de horas pra finalizar uma página, o que não é nada comparado com desenhistas cabulosos que ficam até mais de um dia em cima de um único desenho. E outra coisa, eu quero desenhar bonito sim! Tenho outros projetos que me exigirão maior habilidade no traço. Mas com o Muerteen é desse style largadão mesmo. E nas tiras de hoje, fica claro a minha autocrítica. Continuem respirando!

ESTAMOS NO FESTIVAL DE CINEMA

Novembro 19, 2009

Eu e o pessoal da Revista Samba estamos com um estande chique no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Procure a gente na praça de alimentação e conheça nossos novos títulos de gibis e livros. Vou aproveitar e fazer propaganda dos filmes que estamos participando. O Lucas Gehre (LTG) trabalhou nos filmes Reticências” de Jackson Villela e “Verdadeiro ou Falso” de Jimi Figueiredo fazendo respectivamente a direção de arte e a cenografia. E tem aguardado longa-metragem “O Galinha Preta”, que é baseado no meu conto “Trabalho do Galinha Preta” que está presente no livro “Grosseria Refinada”. A direção é da Cibele Amaral, eu sou um dos roteiristas, fiz uma “ponta” no filme e o Quebraqueixo está na trilha (numa versão rap que ainda não ouvimos). O filme será exibido uma única vez e depois só em 2010 quando entrar em cartaz. Então tá todo mundo convidado pra assistir o filme no domingo (22/11) às 16:30 e é de graça. Para saber mais sobre a programação do festival visite o http://www.festbrasilia.com.br/

 

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Fazer escambo é uma das praticas comerciais mais antigas da humanidade. Como bom camelô que sou, estou sempre trocando meus livros, CDs e gibis por outras mercadorias culturais. Os meus “produtos” servem de moeda e fazem com que os bagulhos circulem por outros territórios e achem o público consumidor certo. Nesses dois últimos meses, fiz ótimas aquisições e estou disponibilizando esses materiais no Esfolando Weblog para quem interessar (e) possa. Primeiro vou postar só os livros de rock, mais pra frente será a vez do gibis “dependentes”.Os pedidos e infos devem ser feitos pelo e-mail evandro.esfolando@hotmail.com, lembrando que possuo poucas unidades de cada, então é melhor se garantir logo. Pra quem mora no DF, posso entregar as encomendas no Conic. Para quem quiser receber pelo correio (inclusive DF) acrescente R$3,00 pelo primeiro produto e mais R$1,00 por cada produto adicional.

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Guitarra e ossos quebrados (SP). Diário de tour pela Europa, dessa vez com as bandas Leptospirose e Merda. Escrito por Quique Brown, como o título sugere, o fim do relato quase termina em tragédia intercontinental. 144 pgs R$15,00

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Una Gira En Sudamerica: Com o Conjunto de Música Rock MERDA) (ES). O grupo Merda fazendo uma tour pelo Brasil e países sul-americanos dentro de um carro Gol. Hilárias aventuras descritas por Fabio Mozine, também guitarrista da banda Mukeka di Rato. 159 pgs R$15,00

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Jason 2001: uma odisséia na Europa (RJ). Diário de uma tour da banda Jason pelo continente europeu escrita pelo guitarrista Leonardo Panço. Ótimo pra quem planeja viajar com a bandinha pra gringa ou fazer turismo punk. 132pgs R$15,00

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Breganejo Blues – Novela Trezoitão (MA). Novela com inspiração nos gibis de bang bang e música brega escrito por Bruno Azevedo. 132 pgs R$15,00

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Esfolando Ouvidos – Memórias do Hardcore em Brasília (DF). Escrito por mim sobre a cena HC do DF entre 1984 e 2004. 132 pgs preço especial R$10,00

Grosseria Refinada (DF). Livro de contos malvados escrito por mim. 116 pgs preço especial R$10,00

Quebraqueixo – A Banda Desenhada (DF). Gibi com as letras da músicas da banda Quebraqueixo adaptadas para os quadrinhos na mão de artistas brasilienses. Vem com pôster grátis. 20 pgs R$5,00

SEXTA 13 COM MUERTEEN

Novembro 13, 2009

Essas tirinhas são pra agradecer aos blogs http://facadaleitemoca.wordpress.com e o http://rockbrasiliadesde64.blogspot.com que estão publicando o Muerteen e pra dar os parabéns pelo primeiro aniversário da Revista Samba. Boa sorte!

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THE EXPLOITED EM BRASÍLIA

Novembro 8, 2009

The Exploited após a passagem de som no Arena.

Quando os primeiros boatos sobre a vinda do The Exploited pra Brasília começaram, eu fiquei com pé atrás. E não é que os caras vieram mesmo, eu e mais umas 800 pessoas temos como provar essa façanha.

"Um legítimo escocês no cerrado"

Pra me garantir, cheguei cedo no Arena pra ver a passagem de som. O Lobotomia também estava lá, tomando cerva e vendo um monte de tiozinho jogando “futiba” de pedreiro. De repente aparecem uns figuras com cara de gringo, entre eles estava um sujeito com um moicano vermelho choque na cabeça. Ele é mais baixo e barrigudo do que eu pensava, mas era o bom e velho Wattie em pessoa.

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Enquanto o batera, o guitarra e o baixista do The Exploited se ajeitavam no palco, Wattie ficou colado na grade, onde mais tarde os fãs mais fervorosos da banda estariam espremidos. Comecei a tirar umas fotos pra tomar coragem e vocês conhecem o Esfolando, não deixei por menos. Wattie viu minha aproximação, apertamos as mãos e eu lhe entreguei um gibi do Quebraqueixo (mais um pra lista).

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No meu “bad english”, expliquei que era sobre a banda e que foi desenhado por artistas da cidade. Ele foi bem simpático e pareceu ter gostado do presente. Pedi pra tirar uma foto com o gibi, depois o Álvaro tirou uma de nós dois. Se o punk rock tivesse um cheiro, esse cheiro seria igual a que eu senti perto do Wattie, o sujeito fedia, mas era o cheiro de suor de um cara que está há 30 anos percorrendo o globo terrestre mandando os Estados Unidos se fuder. Agradeci e me afastei, quando olhei novamente, ele estava folheando o gibi demoradamente e depois o guardou a mochila. Filmei duas das três músicas que eles tocaram na passagem de som e você pode assistir “Troops Of Tomorrow” com exclusividade aqui.

A programação do evento estava muito melhor do que a de muitos festivais brasileiros. Começou com três times da primeira divisão do HC brasiliense: Os Cabeloduro, Galinha Preta e DFC, só eles já valiam o ingresso. A produtora Mundano mandou bem e ainda escalou o Mukeka di Rato (ES) e o Lobotomia (SP). Todos os shows de abertura foram bons e tiveram uma boa resposta do público. Acho que alguns idiotas não foram no show com medo de treta e por causa dos carecas. Eu não vi e não soube de nenhuma porrada séria, a não ser a pogação comendo quente e os bebuns caindo torto.

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Quando os gringos começaram o show, o Cascão disse pra mim: “a gente conhece esse cara desde moleque!”. Respondi: “o Wattie é um verdadeiro ícone, ele e a caveira moicana são como marcas registradas!”. O público presente mostrou estar com bom preparo físico, agitando do começo ao fim. Era só uma música acabar que começava o coro: “Fuck the USA”. Já no fim, uma cabeçada subiu no palco e cantou, se não me engano “Sex & Violence”. Não rolou bis, aquele bis cu doce que a banda sai e depois volta. Os caras tocaram o que tinham que tocar e saíram do palco escoltados por seguranças até o camarim.

Apesar da proteção, muitos fãs conseguiram fotos e autógrafos antes e depois do show. Wattie e sua crew são boa praça e acredito que ainda os veremos por aqui de novo.

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PS: Não estou conseguindo colocar legenda nas fotos. Paciência!

MAIS MUERTEEN

Novembro 6, 2009

Taí a primeira página que fiz do “Muerteen” e outra que desenhei no dia das bruxas. Aproveitem a vida!

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CIGANO IGOR VOLTOU!

Novembro 5, 2009

Macakongs 2099 em formação de play-back. Eu, Baleia, Natinho, Cabelinho, Phú e Fabrício.

Você conhece o Cigano Igor? Não estou falando de um pífio ator de uma novela cujo personagem se chamava Cigano Igor! Pra quem não sabe, eu fui vocalista da banda Macakongs 2099 da primeira formação em 1998 até 2002 e adotei esse simpático codinome. Depois da minha saída, fiz participações esporádicas em shows enquanto a banda amargava mais uma das inúmeras mudanças de integrantes. No período que estive na banda, gravei os três primeiros CDs e fiz quase duas centenas de shows.

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Durante as gravações do disco Tropicanália (2007), banda estava sem vocalista e chamou um monte de gente pra cantar as músicas. Pra esse disco, eu e o Natinho gravamos a música “Brazza City” em parceria. Há alguns meses, o Macaca sofreu baixas significativas em sua formação, sobrando apenas o incansável Phú e o guitarrista Fabrício. Mesmo capenga, a banda continua na pista e está gravando um split em vinil para ser lançado em Portugal. Semana passada, Djalma me ligou dizendo que ia fazer um clipe de “Brazza City” e era pra eu o Natinho participarmos. Lógico que aceitamos, uma boiada dessas não acontece todo dia.

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 Pra completar o time de dubles estavam o baterista Cabelinho e o guitarrista Baleia. O sabadão passado foi punk com as filmagens de Luis Derek e mais uma equipe bacana. Foram quase 6 horas de filmagem e vou te dar o papo, ficar fazendo play-back é cansativo pra caralho. Fica o meu agradecimento de todo mundo que participou e colaborou com o projeto e com as risadas. Como esse videoclipe vai demorar um pouco pra ser visto, assista ao clássico clipe de “Evil Elvis”, que foi filmado nos EUA e que tem cenas do filme trash “Cannibal Maniac” do mesmo diretor!

Nesse mês de outubro eu tive um “clic” e comecei a desenvolver dois personagens pra fazer as tirinhas que batizei de “Mueteen”. Os dois adolescentes ossudos são a Vêrica e o Mortom. A idéia é fazer piadas e trocadilhos com a morte de um jeito sutil. O tema é meio pesado e talvez limitado, então não sei quanto tempo vai durar o estoque. Como hoje é dia de Finados, aproveitei para introduzir os personagens. Fiquem vivos!

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MEU CONTO VIROU CURTA

Outubro 30, 2009

Só quem já publicou um livro de forma independente, sem editora e sem esquemas de marketing sabe o quanto dá trabalho e pouca recompensa. Se eu fosse pensar assim, nem teria começado a escrever meus livros e muito menos fazer um blog. A jogada é continuar fazendo, uma hora a recompensa vem, nem que seja recebendo um elogio por e-mail ou telefonema de alguém que acabou de ler um dos livros. O melhor é quando alguém te liga querendo utilizar um dos contos pra ser filmado. Em setembro eu recebi um desses telefonemas, era o Luis Derek me pedindo autorização pra filmar o conto “Último Autógrafo” presente no livro “Grosseria Refinada”. Lógico que autorizei, quero que meus contos virem filmes, desenhos animados, HQs, games e parques temáticos. Nem me importei quando o Luis me disse que o curta teria só 1 minuto e que o roteiro seria apenas uma adaptação rápida do conto. Eu disse pra ele meter bronca e que se ficasse uma merda, foda-se, pelo menos ele tava fazendo alguma coisa. Ontem ele me mandou o link do curta, assisti como seu eu não tivesse nada haver com aquilo. Se você quer saber, eu achei que ficou bem bacana, destaque pra trilha sonora. Assiste aí!

Sobre o curta, o Luis me disse por e-mail que foi um trabalho universitário de um grupo de alunos do 6º semestre do curso de Publicidade e Propaganda do IESB. O desafio era fazer uma adaptação literária em vídeo e que obrigatoriamente durassem exatos 60 segundos. O vídeo custou R$ 36,00. O filme todo foi feito em 2 semanas e foi gravado no Ilha Bela Park Hotel, no Núcleo Bandeirante. O “Último Autógrafo” foi mandado em uma versão diferente da do Youtube, de enxutos 60 segundos para o Festival do Minuto. Vai concorrer na categoria “Tema Livre”. Fico na torcida!

CDs E HQs

Outubro 28, 2009

O quê o Super Stereo Surf e a Orgânica têm em comum?

Uma coisa que eu não tenho a mínima vontade de fazer no Esfolando Weblog é resenhar discos. Vou abrir exceção para dois casos especiais. A motivação para falar desses dois discos não é a música e sim a arte e projeto gráfico. Esses dois CDs me foram dados no Festival Porão do Rock desse ano e valem o registro por serem boas bandas e as capas e encartes feitas por quadrinistas.

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A primeira é o CD “Antes do Baile” do Super Stereo Surf. O quarteto instrumental brasiliense pratica o estilo surf music e as músicas foram batizadas com títulos de filmes e seriados de TV. A arte ficou a cargo de Gabriel Góes, um dos editores da revista Samba e Kowalski. O formato é digipack e as infos do CD foram escritas à mão.

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Já o “Fé ou Revolta” do quarteto paulista Orgânica, aposta no rock vigoroso com a bela voz da cantora Candyda e das baquetas nervosas de Bacalhau (Little Quail e Ultraje a rigor). O encarte imita o formato de um compacto de vinil e é ilustrado por João Montanaro, um jovem de 13 anos. O livreto tem 16 páginas e cada letra de música vem acompanhada de uma tirinha do artista.

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Vale um confere no myspace e blogs dos artistas!  

http://www.myspace.com/superstereosurf

http://revistasamba.blogspot.com/

http://www.myspace.com/organicarock

http://porjoao.blogspot.com/