ROCK vs COMICS COM JELLO BIAFRA E ANGELI EM SÃO PAULO
abril 3, 2012
ESFOLANDO O KOWALSKI # 2
dezembro 11, 2011
ESFOLANDO O 7° FIQ
novembro 16, 2011
(Adivinhem quem é o homenageado dessa edição?)
Nesses dois últimos anos, tive a oportunidade de conferir de perto os eventos mais importantes de quadrinhos no Brasil e sem dúvida, a 7ª edição do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) realizado em Belo Horizonte é o maior de todos eles. Maior em estrutura, maior em público e maior em diversão.
(Foto da janela do meu quarto de hotel com vista para o parque Municipal)
Cheguei em BH no dia 09 de novembro, dia da abertura do evento. Depois de me instalar no hotel (o mesmo que hospedaria os convidados do festival), arrumei minha mochila com os produtos do camelô e fui pro sagão. Eu sabia que o o local do FIQ ficava perto do hotel e quando pedi informações para o pessoal credenciado, eles me disseram pra eu ir com as três pessoas que estavam indo para lá. Primeiro fui apresentado ao Érico Assis, jornalista do Omelete que na sequência me aparesentou a americana Jill Thompson (desenhista do Sandman) e o Francês Olivier Martin. E fomos descendo até a Serraria Souza Pinto conversando. Um bom começo, hein?
(Jill Thompson dando um autógrafo em frente ao nosso estande)
Se por fora o prédio antigo da Serraria nos remete a quase um século no passado (1913), por dentro, as modernas instalações indicam que estrutura do evento foi bem planejada. Fui na captura do estande dos Dependentes e logo encontrei os “Sambas” Lucas e Gabriel Mesquita (de Góes não veio e fez falta); os “Pinduras” Daniel Ilustrôide e Sarah; os “Beleleus” Elcerdo, Arruda e Stêvz (Lafa chegou no outro dia); os “Pregos” Alex Vieira e Guido Imbrosi; Chyntia “Golden Shower”, além do Pablo “Tutti” Carranza, Yuri “Garoto Mickey” Moraes e mais uns doidos que sempre caiam por lá.
Por ser gratuito e bem localizando, o evento atraiu muita gente (que não necessáriamente curte HQ), fora as inúmeras excursões de escolas que traziam centenas de crianças enlouquecidas com a quantidade de informações. O movimento de vendas no nosso estande foi bacana. Direto encontrávamos figurinhas carimbadas nesse tipo de evento, além de um monte de quadrinistas novos que começam a publicar e aparecer. No começo da noite, eu e o Stêvz fomos tomar café no Café Nice, tradicional cafeteria de BH que está em atividade desde 1939.
O camarada Batista foi um dos responsáveis (assim como no FIQ de 2009) pela organização do já tradicional “Baile da Revistas Dependentes”. Foram três noites de programação musical no Bar Nelson Bordello, convenientemente localizado a poucos metros da Serraria e que já foi uma igreja evangélica. Nessa primeira noite, tivemos a apresentação do Chapamamba (Stêvz e Bruno); depois clássicos do punk nacional e mundial com Prego Orchestra (Alex e Guido) e fechando com Cyntêvz, que é o Chapamamba acompanhando a Cynthia cantando músicas fofas, inclusive uma sobre um vibrador com cabeça de Darth Vader. Após os shows, ainda fiquei um bom tempo trocando idéia com o Olivier e ainda apresentei um béqui pro Cyril Pedrosa.
(Chapamamba e Prego Orchestra tocando no escuro.)
Na quinta, acordo um pouco antes das 10h pra pegar o sultuoso café da manhã do hotel. No refeitório, várias estrelas dos quadrinhos, editores e jornalistas. Esse dia é bem atarefado, dou uma força no estande até a hora que os caras do Quebraqueixo chegam de Brasília. Nós fizemos uma rápida sessão de autógrafos na mesa ao lado do cultuado desenhista Bill Sienkiewicz (acabei de lembrar que ví ele autografando na segunda Bienal de Quadrinhos em 1993, no Rio de Janeiro). Se decepcionou quem esperava ganhar um pequeno sketch junto com seu próprio nome ao lado do autógrafo do ídolo. Apesar da extrema simpatia, Bill fica em pé e apenas risca sua assinatura em cima da capa dos gibis, mas tira foto com todos e estava bem animado. Esperei acabar a fila e pedi pra ele autografar a Elektra e o Demolidor que trouxe de casa. O Quebraqueixo aproveitou pra entregar o livro e o CD da banda e tiramos fotos com ele. Ele até pediu pra que tirassem uma foto nossa com sua câmera.
(Quebraqueixo e Bill)
Eu voltei pra função de vendedor até às 20h, quando fui pro hotel. Pouco tempo depois, o caras do QQ foram passar o som no bar e eu fiquei descansando até às 23h. A maioria dos dependentes já saía direto pro bar, que estava bem mais cheio que a noite anterior. Primeiro tocou o Fadarobocoptubarão, banda instrumental formada pelo Batista, Porquinho e Chico. Como já passava da 01h, podemos afirmar que o Quebraqueixo tocou no mítico dia 11/11/11. Essa foi a segunda vez que o Quebraqueixo faz show em BH, a primeira foi justamente no FIQ 2009, já que o evento é bienal. Apesar da aparelhagem não ser das melhores, o show foi bacana e divertido. Além de rodinhas de pogo, ainda teve dança das cadeiras e hematomas nas canelas. Depois das 04h, voltamos pro hotel. O vôo do Herman, Berma, Paulinho e Júlio era no começo da tarde e eu tava dormindo quando eles partiram.
(Quebraqueixo no Bordello – Foto Carolina de Góes)
Depois de almoçar, fui pro batente e o trabalho é pesado. Está quadradamente enganado quem pensa que esse trampo é moleza. Lógico que a gente se diverte o tempo todo (como todo trabalho deveria ser), mas é mó canseira e tem vezes que você já tá de saco cheio de repetir o mesmo caô pra vender os gibis. E essa sexta, o FIQ estava lotado, multidão de verdade, e o calor de rachar. Aproveitei um tempinho de folga e peguei um autógrafo do Cyril no livro “Três Sombras” e um sketch do Oliver. Às 22h, fechamos o estande com intenção de ficar direto. Do lado de fora estava rolando batalha de MCs debaixo do Viaduto de Santa Tereza e uma cabeçada da comunidade RAP estava presente. Eu e um grupo de uma dúzia de pessoas fomos parar num botecão ali perto e depois fomos pro Bordello. Essa era a última noite da programação do “OFF” FIQ e teve o lançamento da revista “A Zica 1″. Fora do bar estava bem cheio, mas dentro estava meio vazio, mesmo assim o show do Grupo Porco de Grindore Interpretativo foi bom.
(Autógrafos com os franceses Cyril Pedrosa e Olivier Martin)
Como não consegui dormir até às 07h, tomei café da manhã e voltei pra cama até as 14H. Se sexta estava abarrotado, sábado foi ainda pior (ou melhor?). Segundo a organização do evento, o FIQ recebeu 148 mil pessoas nesses cinco dias e não duvido desses números. Além do povo local e da molecada das escolas, tinha muita gente que veio de outras cidades. Os quadrinhos dependentes venderam super bem, mas nada comparado aos das duas livrarias oficiais, que tinham filas enormes pra entrar e eram especializadas em quadrinhos de super-heróis e mangá.
(Fernando Gonsales visita os Dependentes)
(FIQ visto de cima, e nem está aparecendo tudo.)
Fiquei sabendo que iria rolar show do Autoramas e do Dead Fish, daí me agilizei de ligar pro Gabriel e garantir meu nome na porta. Cheguei um pouco antes do Autoramas começar a tocar. A casa estava cheia e o show do trio foi muito interessante, pois eles tocarm várias músicas novas que estão presentes no “Música Crocante”, CD recentemente lançado. Eu estava perto da entrada do Backstage quando o Dead Fish começou o show. Primeiro veio o Bacalhau me cumprimentar e depois, pra inveja dos marmanjos, Flavinha (a baixista mais fotogênica do rock nacional) veio me passar pra dentro dos camarins. Lá cumprimentei o Gabriel e fumei um com o Bacalhau. Ví quase todo o show do lado do palco e no final, subi o mezanino pra filmar a última música do show. Esperei um pouca a banda baixar a bola e fui cumprimenta-los antes de ir embora. O melhor da noite foi ter fugido do triângulo: hotel, Fiq e Bordello.
Domingo, o último dia do FIQ é sempre mais deprê, porque a gente sabe que está acabando e muitos vão embora antes do evento terminar. Daí é aquelas despedidas, troca de gibis, reforçar parcerias e ajudas mútuas. Fiquei tipo uma hora e meia na fila da Jill Thompson pra pegar assinatuta nos livros do Sandman.
Quando eram 21h o evento esvaziou e começamos a guardar todo o material que sobrou. Muita conversa depois, fizemos um grupo que partiu pra uma cantina, chegando lá, mudamos de idéia e nos juntamos a outro grupo para comer num rodízio de massas (feijão tropeiro incluso). Na mesa, eu, Tiago, Juca, Azeitona, Santolouco, sua namorada,Wesley, Rubem, Carol de Góes e Rafael Corrêa. Dizem que o evento só é um sucesso quando alguém acaba indo pro hospital e foi lá que o Lucas LTG foi parar com uma infecção que deixou os dois pés inchados. Ele, Cynthia e Mesquita apareceram mais tarde.
(Foto institucional tirada pela Carolina de Góes)
Daí, nos despedimos, fui pro hotel, acordei às 11h, arrumei meus bagulhos. Fui de taxi pra rodoviária e de lá pro aeroporto. Ás 17h eu estava em casa, cansado, mas feliz de mais uma missão cumprida. Agora, FIQ só em 2013.
(Dominó gigante feito por vários artistas)
(Bottons do Billy Soco coletados pela Carolina de Góes)
QUEBRAQUEIXO NO FIQ E SHOW EM BH
novembro 8, 2011
Amiguinhos, tô indo pra Belo Horizonte pra participar do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos). Nessa quinta-feira (10/11), o Quebraqueixo faz lançamento do Livro HQ/CD ao lado de Bill Sienkiewicz das 15h às 17h e mais a noite, fazemos show no bar Nelson Bordello.
Confiram a programação do FIQ no http://fiqbh.com.br/ e a programação paralela do tradicional “Baile dos Quadrinhos Dependentes” no flyer feito por Gabriel Mesquita. Adios!
ESFOLANDO O RIO COMICON 2011 (FINAL)
novembro 3, 2011
No sábado nublado, o movimento na Estação Leopoldina começava a ficar frenético. Muitos seguranças embaçando e tal, tive que ligar pro Goes chegar com a credence.
Um dos motivos do aumento de público era a presença de Chris Claremont, roteirista de X-Men, com disputadas filas de autógrafo e para conseguir lugar para sua palestra. Ainda bem que eu não curto muito a Marvel e encontrei Luiz Gê desenhando quase escondido num banco. Catei o livro “O Caçador de Crocodilos” que trouxe de Brasília e levei pra ele autografar. Ele até ficou surpreso pois essa é uma edição rara. Enquanto ele desenhava, lhe disse que usei seu livro “Território de Bravos” para servir de parâmetro na hora de mandar fazer minhas estantes de gibis e ele deu uma sonora gargalhada.
(A simpática atriz Vera Holtz comprou gibi de todo mundo)
Denis Kitchen ficou amigo dos dependentes, tanto que disse à imprensa que estava entusiasmado com os projetos editoriais da rapaziada, fazendo uma comparação com os comics undergrounds dos anos 1970. Ele levou um seleto grupo de dependentes para mostrar um original na exposição de Will Eisner. Fui filmando a explicação dele ( se é que entendi direito) ao dizer que Eisner tinha desenhado a piroca de um personagem mijando, daí sua esposa o convenceu a esconder o genital com muito nanquim (veja o vídeo abaixo!). Depois, eu e o Goes aproveitamos pra ver toda a bela exposição dos originais de Will Eisner.
O casal de quadrinistas franceses Fanny Michaëlis e Ludovic Debeurme mostram que são talentosos também na música. Eles forman o duo Fatherkid e fizeram um ensaio público na plataforma de trens. A beleza de Fanny se estende até suas cordas vocais e a moça ainda tem as manhas de sapecar uma batera eletrônica, já Ludovic se garante na guitarra. Fiz essa filmagem (veja o vídeo abaixo!) enquanto o artista Edmond Baudoin (outro francês) desenhava a dupla usando o seu famoso “cachimbo” de nanquim. Eles ainda fizeram um ensaio dentro do nosso vagão e mais tarde, quando já estava escuro e com iluminção desfavoravel, tocaram novamente para um púvlico reduzido, porém amistoso.
(Denis Mello e a sua Comic Cow da Cow Parade)
Fechamos nosso estande às 22h felizes com o movimento do caixa. Fomos pra Botafogo ver o show do Chapa Mamba, outra dupla musical formado pelo Stêvz na guitarra e voz e Bruno na bateria e voz. Eles se apresentaram na Fazenda Tolstoi, que não é uma fazenda e sim uma casa estranha com um corredor estreito. O show foi maneiro, num espremido porãozinho repleto de quadrinistas amigos da banda. Passava das 03h quando Tiago Elcerdo chamou uma cambada pra ir embora. Quem conhece o El Cerdo sabe que ele é um cara tipo stand up 24 horas, faz piada sem parar. Durante o caminho ele ficou brincando de Le Parkour pulando uns obstáculos ridículos, tipo meio fio. Todo mundo rindo e tal, daí ele pula num punhado de bolinhas de isopor que estavam no chão (repetindo: bolinhas de isopor), escorega e toma um estabaco bunitão. Eu sei que contando não tem graça, mas quem presenciou esse fato passou mal de tanto rir.
Domingo, último dia de evento. Minha melhor entrada no evento foi quando o segurança ia me barrar, ouço uma voz chamando meu nome. Era Jô Oliveira que estava perto da entrada, no lado de dentro. Disse que ia falar ali com meu amigo e entrei entrando. Lógico que Jô não sabia que estava facilitando a entrada de um penetra. Me sentei com ele numa muretinha e conversamos alguns minutos. Ele já estava de partida pra Brasília e nos despedimos.
(Jô Oliveira e Caterina Crepax)
Eu e o Márcio JR fomos ver a exposição “As filhas do italiano de Guido Crepax”, com originais, móveis inspirado em Valentina e um vestido, se não me engano, feito por sua filha Caterina Crepax. Mais tarde, o curta de animação “O Ogro” de Marcio Jr foi exibido durante a mostra de filmes do evento.
E no mais foi aquilo de tentar arracar os últimos trocados dos visitantes, fazer trocas de gibis, desenhar em molesquines alheios e no fim, desmontar as mesas de papelão. Na saída, trombei com Luiz Fernando Veríssimo, dei um kit do Quebraqueixo pra ele e ganhei um desenho de uma das Cobras dizendo “oi”.
(O argentino Salvador Sanz também ganhou o Kit do QQ)
Depois fomos comer e beber em um bar mexicano em Ipanema. Além dos dependentes estavam presentes: Livia, Luciana, Guilherme, Pablo, Lyra, Gnattali, Gisé, Coutinho, Franz e provavelmente alguéns que esqueci. Ainda procuramos um bar aberto, mas acabamos em um quiosque no calçadão da praia. Vento frio e forte, ondas do mar iden. Pouco tempo depois, apareceram os argentinos Liniers e Salvador Sanz, Grampá e os gêmeos Bá e Moon (ou era só um deles?). Lá pelas 03h, Gomez quis sair fora e eu o acompanhei, me despedindo de todos. Semana que vem, encontrarei vários deles em Belo Horizonte no FIQ.
Ás 13h, vazo do hotel e fico quase meia hora debaixo do sol, na beira da praia esperando o Frescão pro Galeão. Na bagagem 15KG de papel (balança do aeroporto), mas são novos papeis, uma pilha de gibis maravilhosos que estou devorando aos poucos e consomem boa parte do meu tempo livre.
PS 1: Domingo passado (30/11) rolou quase um revival do Rio Comicon no lançamento do Calendário Pindura em Brasília. Tinham representantes da Samba, Beleléu, A Bolha, o paulista Yuri e o carioca Diego que vieram lançar seus produtos conosco no evento bombado no Mercado Cobogô.
PS 2: Vale a pena conferir o relato ilustrado do Rio Comicon feito por André Valente no site da Revista Samba http://revistasamba.blogspot.com/2011/10/relatorio-rio-comicon-2011.html
ESFOLANDO O CALENDÁRIO PINDURA 2012
outubro 29, 2011
ESFOLANDO O RIO COMICON 2011 (1° PARTE)
outubro 27, 2011
Pela segunda vez, o Esfolando Empreendimentos marca presença na Rio Comicon. Difícil dizer qual das duas foi a mais divertida, pra quem gosta de HQ, esses eventos são tipo (dependendo do grau de nerdice) a Dineilândia ou Las Vegas. Foram quatro dias de trabalho, risadas, reencontro de amigos, novas amizades e principalmente muitos quadrinhos.
No quinta-feira (20/11), fui dormir às 02h, acordei às 06h, cheguei no Rio às 10h e fiquei duas horas no Frescão (antes que pensem maldades, esse é o ônibus que faz o rolê entre os aeroportos e tem o ar condicionado que parece um freezer) vendo feias e belas paisagens de RJ. Desci de frente pra praia carregando 18 kg (balança do aeroporto) de papel na bagagem de mão e mais uma mochila de uns 5kg nas costas. Andei pouco mais de um km num solzão bala até o hotel. Depois do almoço e de um rápido descanço, cato um baú (sem frescura) e chego na belíssima Estação Leopoldina às 15h. O local é uma antiga e inativa estação de trem que abriga eventos de grande porte. Eu não tinha credencial e muito menos queria pagar ingresso (R$10 a meia), então todo dia eu consegui entrar sem pagar de um modo diferente. Nesse primeiro dia, eu liguei pro LTG e ele ia mandar o Goes levar uma credencial de outra pessoa pra eu entrar, mas quando eu estava esperando, ví que o segurança tava dando bobeira e passei por ele fingindo que estava falando no celular em inglês.
Logo encontro os amigos Dependentes da Samba (Goes e LTG), Beleléu (Stêvz, El Cerdo, Lafa e Arruda), Golden Shower (Cynthia B) e Prego (Alex), todos juntos em mesas de papelão. Ao contrário do ano passado, ficamos no lado de fora, na plataforma de embarque do cemitério de trens. Teve o lado bom e o lado ruim. O ruim era que, quem entrava, passava por vários estandes e pela Livraria Travessa e já deixava um bocado de grana por lá e quando chegavam no nosso pico, já estavam descapitalizados. O lado bom é que estavamos ao ar livre (dentro era uma estufa) e tínhamos um vagão inteiro pra usar de depósito, lounge e fumôdromo. Nesse primeiro dia, o movimento foi meio fraco, mas promissor.
Nosso estande estava cheio de novidades, lançamentos da Kowalsky 2, Aparecida Blues, Golden Shower 2, Prego 5, DVD “O Ogro” do Márcio JR, a “1000″ do Gerlach, “Não Fui Eu” do André Valente e de mais uma cabeçada que deixava seus gibis por lá. Só eu que estava sem nada de novo, só com o Quebraqueixo que tá fazendo quase um ano de vida.
Encontrei o mestre Jô Oliveira, que me apresentou o genial Edgar Vasques que estava lançando o Cidade Ilustrada sobre Brasília, livro lindo que todo brasiliense deveria ter. Além de autografar, ele fez uma caricatura minha. Em uma outra mesa, Peter Kuper estava sozinho, com seus livros gringos pra vender. Peguei autógrafos nas duas adaptações do Kafka que ele desenhou e ainda comprei um pequeno de capa dura maneiríssimo. Depois fui avisar os camaradas, que correram e compraram quase tudo, inclusive as edições grossas do Spy vs Spy.
Lá pelas 21h, nego encerrou as atividades e enchemos três taxis. Fomos pra festa Jazz na Taverna em Copacabana, onde rolou até um showzinho com um trio de jazz bacana. A casa encheu rápido, ficou difícil de andar e respirar com tantos cigarros acesos. Passava das 02h quando caí fora a pé com o lider El Cerdo, Livia, Goes e André Valente.
Na sexta-feira, o dia estava lindo, fui pra praia perto do hotel (acho que é Arpoador). Entro no mar gelado, com corrente forte, levo uma rasteira na primeira onda, na segunda ralo meus joelhos na areia e tomo um golão de água cheia de coliformes. 20 segundos de mar e já estou satisfeito. Cato o baú pra Leopoldina e chego ás 14h. Antes de ligar pra algúem, verifico a entrada lateral, mó movimento, daí entro pela saída da exposição de Will Eisner. Todos os dependentes estão com aquela cara amassada de ressaca. As vendas vão melhorando.
(foto Livia Jacome)
O argentino Liniers nos faz uma visita, mostro pra ele minhas HQs do Rock vs Comics, especialmente a primeira que eu fiz quando ele esteve em Brasília e eu não fui no show do Iron Maiden pra ver sua palestra. Outras celebridades dos quadrinhos passaram por nosso estabelecimento comercial, como Marcelo Campos (criador do personagem Quebra-Queixo) e Denis Kitchen (quadrinista e editor americano gente finíssima) que ganharam o Livro HQ/CD do Quebraqueixo.
Mais tarde, Gomez, Ilustróide e Sarah aparecem trazendo o Calendário Pindura e acabando com o suspense dos participantes que se encontravam no local. O Pindura 2012 ficou lindão e será lançado em Brasília na tarde do dia 30 de outubro no Mercado Cobogô (704/705 N).
Pego os autógrafos de Ludovic Debeurme, que também me desenhou na folha de rosto de seu belo livro tijolo “Lucille”. Rafael Coutinho assinou seu incrível álbum “O Beijo Adolescente”, essa HQ originalmente feita pra web ganhou versão foda em papel. já lí e aguardo ancioso a 2° temporada.
Os Dependentes descobrem um gibizinho infantil gratuito no quiosque de uma marca de empadas que eram vendidas no evento. Nego esculhambou a inocente revistinha e a transformou numa profana publicação cheias de sexo e maldade. “A turma do Pembadinho” caiu na graça do povo e foi considerada a melhor HQ de toda o Rio Comicon. Apenas 10 exemplares foram xerocados e um deles chegou a alcançar a exorbitante quantia de R$80,00.
Aproveitei um dos momentos de bobeira pra olhar a exposição “DC Comics 75 Anos”. Grandes painéis com as capas de revistas clássicas e cenas de ação com seus principais personagens cobrindo uma parede de mais de cem metros no lado externo.
Quase 22h quando fechamos nosso estabelecimento comercial, dessa vez um pouco mais animados com o volume de vendas. Partimos pra loja La Cucaracha onde estava rolando o lançamento da fumegante revista Tarja Preta #7, da qual faço parte com um HQ de cinco páginas. Também estavam presentes outros colaboradores: Arnaldo Branco (o pai do Capitão Presença), Fábio Lyra, os Danies (Paiva e Juca) e o anfitrião Matias Max. Depois de muitas pizzas, o cansaço bateu em todo mundo e aos poucos fomos nos despedindo. Meu hotel era ali perto e voltei andando às 02h.
ESFOLANDO EM RJ
outubro 19, 2011
ESFOLANDO A GIBICON – FINAL
julho 27, 2011
Como eu ia dizendo, cheguei às 10h no Memorial para assistir o debate “Publicando na Europa”. Apesar do horário cruel, boa parte do auditório estava ocupado. Antes de chamarem os convidados, um dos apresentadores disse que haveria uma surpresa para quem ficasse até o final. Daí José Aguiar foi chamando os convidados: o francês Hervé Bourhis, o alemão Jens Harder, o brasileiro Ricardo Manhães e os italianos Fábio Civitelli Lucio Filippucci, todos acompanhados de tradutores.
Achei que muito do que os italianos falaram foi repetição do debate do dia anterior e o tempo ficou curto para os outros convidados. Ricardo Manhães é um brasileiro que publica há mais de 10 anos no mercado franco-belga e acabou que ele nem teve muito tempo pra falar. Eu já tinha visto o alemão Jens Harder no FIQ de 2009 e acho os trabalhos dele muito bons, apesar de não ter nada dele publicado por aqui. Já o francês Hervé Bourhis é conhecido no Brasil pelos livros “O Pequeno Livro do Rock” e o “O Pequeno Livro dos Beatles”. Sou muito fã desse cara, infelizmente a sua tradutora era sofrível e comprometeu seus depoimentos. Veja o video onde essa mina começa a tradução sempre com: “e na verdade…”.
Já perto do final, o cara que estava sentado a duas cadeira do meu lado saiu fora. E depois dos aplausos de despedida para os convidados, anunciaram no microfone que tinham dois vale-presentes grudados embaixo dos bancos. Corri olhar o meu, depois o do lado e justamente na que o cara que saiu estava sentado, estava o papel. Era um presente do Hervé, que tinha uma sacola exclusiva da FNAC com desenhos dele sobre músicos brasileiros (tem até do Ronnie Von), mais um livro “O Pequeno Livro do Rock” já autografado e com um desenho do David Bowie e mais uns postais e um botton do evento. Maravilha!
Depois dessa cagada, fui almoçar. No caminho, me deparo com uma passeata da “Marcha das Vadia”. Umas 300 mulheres e GLS gritavam slogans tipo:”a buceta é da mulher e ela dá pra quem ela quiser!”. Sapequei um PF e voltei pro Memorial. Fiz um rápido lançamento do Quebraqueixo junto com uns quadrinistas de São Paulo e encarei uma fila grande pra conseguir autógrafos dos italianos.
Já a fila pros autógrafos do Hervé estava tranquila. A meu pedido, ele desenhou um Joey Ramone no livro do rock e um Ringo no dos Beatles. Dei um Kit do Quebraqueixo pra ele e pedi que ele olhasse meu portifólio (eu imprimi as páginas do “Rock vs Comics” e outras HQs pra mostrar pro povo do evento) e expliquei no meu “bad english” que eram resenhas dos shows gringos que eu tinha visto e ele pareceu achar legal.
Uma das filas de autógrafos mais concorridas (só perdendo pros italianos) foi a do lourenço Mutarelli e nessa eu nem entrei porque tenho quase tudo dele autografado. Quem foi esperto e comprou os livros gringos de Jens Harder se deu bem, ele capricha nos desenhos, utilizando vários lápis de cor e demorando cerca de cinco minutos em cada livro.
No fim da tarde, eu, o quadrinista Pedro Franz e o amigo Carlos (que vieram de Florianpólis) fomos ver o debate “Novos Quadrinistas, Novos Quadrinhos” com o Raffa, Galera, DW e Rômulo no Paço da Liberdade.
De lá, vazei pro hotel e descansei até meia noite. Daí fui pra festa do evento no Jokers Pub, lugar maneiro com tema de decoração de circo, principalmente de palhaços. Eram fotos antigas, roupas originas molduradas na parede e cartas de baralhos grudadas no teto.
No domingo, cheguei no Memorias às 14h. Uma tradicional feira de artesanato ocupava o Largo da Ordem de cima a baixo. Fiquei um tempo cuidando do camelô do Rafael e troquei idéia com o argentino Salvador Sans sobre Faith No More. Aproveitei pra pegar autógrafo dele no álbum “Noturno” lançado recentemente pela Zarabatana e é altamente recomendável. Também pedi para Hervé desenhar outro Joey, só que dessa vez em uma folha A4 pra eu moldurar e pendurar na parede.
Às 18h, o evento já estava de final, então trocamos a mesa do cameLô por uma mesa de um bar prôximo, onde eu, Olga, Raffa, Pedro e Carlos vimos o Brasil perder vergonhosamente para o Paraguay nos pênaltis. O frio curitibano finalmente resolveu aparecer e terminamos a noite em um bar de temática teatral perto do Teatro Guaíra. Mais tarde, Pedro e Carlos pegaram um ônibus pra Floripa, Olga foi dormir e eu, o Raffa e Daniel Werneck ficamos até 01h conversando sobre séries televisivas, rock, paternidade e lógico, sobre quadrinhos.
Na segunda-feira volto pra Brasília com a certeza de que Curitiba estará nas minhas próximas rotas de viagens. Talvez antes mesmo da Gibicon N°1.
ESFOLANDO A GIBICON – PARTE UM
julho 21, 2011
E lá foi o Esfolando em mais uma missão diplomática em nome dos quadrinhos brasilienses, se embrenhando em território paranaense para participar da Gibicon.
Desembarquei em Curitiba na quinta-feira, dia 14 de julho. Era véspera da primeira Gibicon, que na verdade é a edição n°0, pois a n°1 será ano que vem e fará parte das comemorações dos 30 anos da gibiteca cidade.
Depois de encher o bucho num fantástico restaurante natural, comecei a bater perna pela cidade. Por duas vezes, fui tocar com o Macakongs 2099 em Curitiba, mas não conheci nada pois era aquele esquema: chegar, tocar, dormir e vazar da cidade.
Como o hotel era bem no centro, caminhei por vários pontos turísticos, como a Boca Maldita, Rua das Flores, Catedral e o belíssimo Sesc Paço da Liberdade (onde algumas atividades do evento seriam realizadas). Fez sol a tarde toda e à noite não estava tão frio como os meteorologistas previram. As ruas e praças bem cuidadas e uma quantidade absurda de mulheres bonitas me fizeram pensar que Curitiba é um bom lugar pra se viver.
Na sexta-feira, acordei cedo e saí pra roletar, sem querer cheguei ao Largo da Ordem, uma rua de pedras com prédios antigos, bares e restaurantes bacanas. Um prêdio moderno, com paredes e teto de vidro me chamou a atenção. Só quando me aproximei, percebi se tratar do Memorial de Curitibal, o principal espaço da Gibicon. O lugar é simplesmente fabuloso, de cair o queixo.
Já na entrada, trombo com o Paulo Rocha, truta que conheci no FIQ de 2009. Já na sequência ele me apresentou aos organizadores do evento: Fabrizio (sócio dele na Znort!) e o quadrinista curitibano e boa praça José Aguiar (Quadrinhofilia).
Nem me demorei, voltei pro hotel pra pegar os bagulhos do Quebraqueixo. Como não rolou de fazer camelô, coloquei os livros, CDs e camisetas no estande da Itiban, que é uma tradicional loja de quadrinhos da cidade. A simpatica Mitie, dona da loja foi minha melhor compradora. Quem conseguiu uma mesinha pra colocar os produtos da Narval Comix foi o Rafael Coutinho e sua sócia Olga. Daniel Galera, roteirista do Cachalote, também ficava por ali. De vez em quando eu tomava conta do buteco.
Consegui assistir a um bom pedaço do debate TEX – CAUBÓI ITALIANO, com Fábio Civitelli e Lucio Filippucci, dois dos principais desenhistas de Tex, falando sobre o mercado de fumetti na Itália e a paixão dos brasileiros pelo personagem.
E foram aparecendo outros forasteiros. Porto Alegre foi representada pelo trio Rafael, Corrêa, Rogê e Azeitona (faltou o Mau Mau!). Azeitona trouxe o Zine Supreme, que eu não pude comprar, porque vendeu tudo. De BH, conheci o Leandro, um empreendedor de HQ digitais para IPhones e IPads e Daniel Werneck, que trabalha na curadoria do FIQ e faz o zine Pandemônio.
Às 20h, consegui dar aquela penetrada básica no concorrido coquetel de abertura da exposição A LENDA DE TEX, onde artistas de várias nacionalidades fizeram uma releitura do personagem. Todos muito bons, destaco o brasileiro Sama e o italiano Milo Manara.
Cheguei umas 23h no hotel. Tava rolando uma festa, mas o cansaço me impediu de sair. E se Deus ajuda quem cedo madruga, aguarde pra saber o que aconteceu na manhã de sábado!




























































