ROCK vs COMICS DO PORÃO DO ROCK 2010
janeiro 31, 2012
HQ PORÃO DO ROCK 2011
agosto 10, 2011
Essas duas últimas semanas foram uma correria punk sinistra. Teve todo o lance de tocar com o Quebraqueixo no Porão do Rock, o que acabou gerando um monte de ensaios e uma boa dose de ansiedade. Aproveito pra agradecer pelo convite dos irmãos Sá! Na sequência veio o Overmeeting, que pelo 3° ano seguido, eu trabalho na curadoria das bandas que tocam durante o campeonato e faço a direção de palco nos dois dias do evento. Eu me amarro em fazer parte dessa grande festa que é o Overmeeting e agradeço aos meus “patrões” Rodrigo, Juninho e Renato e toda a família Over Street por confiarem em mim. No final deu tudo certo e eu me diverti horrores, tanto no Porão como no Overmeeting. Entre um corre e outro, consegui fazer essa página de resenha ilustrada com a primeira noite do Porão do Rock 2011.
ESFOLANDO O PORÃO DO ROCK 2011
agosto 2, 2011
Dizem que o Porão do Rock é o maior festival de música independente do país, talvez seja mesmo. A estrutura é grandiosa, o número de atrações é enorme e a quantidade de público é bastante respeitável.
Nos dias 29 e 30 de julho, o PDR apresentou 43 atrações (cinco internacionais) para um público de 35 mil na sexta-feira e 15 mil no sábado. A discrepância de público podem ser justivicadas por dois fatores: as atrações de maior apelo na sexta e a canseira provocada pela distância entre os três palcos talvez tenha afastado o público no sábado. Vou te dar o papo: é preciso preparo físico para aguentar a maratona dos dois dias!
Foto: Amaranta Reis
O Quebraqueixo foi a segunda banda a tocar no Palco Extremo no primeiro dia. Os portões do festival foram abertos havia pouco tempo. Mesmo assim, devia ter uns 300 muleques cheios de energia que agitaram muito dentro do Ginásio Nilson Nelson. E no fim das contas, o que vale não é quantidade e sim, a qualidade do público. E se eu achava que tinha tocado pra pouca gente, fiquei supresso ao ver que tínhamos tocado pra muito mais gente que a grande maioria das bandas do sábado.
A banda à seguir foi o Bruto, que não ví pois estava usufrindo da meia hora de camarim a que tínhamos direito. Depois foi a vez do Ratos de Porão lotar o Ginásio. Já ví um monte de shows do RDP e sempre foram exelentes e esse não podia ser diferente. João Gordo contou sobre o primeiro show do Ratos em Brasília em 1986 onde levaram uma chuva de catarradas. Lembrei do show deles no Porão de 2001, onde João Gordo estava enorme e usando uma bengala. Ele fez o show sentado em uma cadeira e poucos meses depois, teve o piripaqui que quase o matou.
O grande duelo da noite foi Raimundos contra Helmet, que tocaram em palcos diferentes no mesmo horário. Pela quantidade e animação do público, o Raimundos fez a banda americana comer poeira. Ví os primeiros 15 minutos dos brasilienses sentindo uma forte tentação em ficar até o final, mas como já tinha visto uns 200 shows deles (e espero ainda ver outros 200), fui ver o Helmet. Tive a mesma impressão, quando os ví tocar no Goiânia Noise de 2008, um som arrastadão e com guitarras bem zoadas do comunicativo Page Hamilton. As últimas músicas do set eram as mais conhecidas e fez a platéia se agitar mais. Com o fim da apresentação, voltei pro palco do Raimundos e ainda peguei duas músicas finais. Com certeza, eles tiveram o maior público de todo o festival.
Quase 04h quando o Dead Fish subiu ao palco pro encerramento da primeira noite do Porão e ainda tinha bastante gente para ve-los tocar. João Gordo até tentou ver o show dos caras, mas a todo momento era importunado por marmanjos querendo tirar fotos com ele e acabou saindo fora com aquele jeitão de irritado. Eu mesmo gostaria de ter ficado até o final, mas só assisti uns 20 minutos antes de cair fora.
Depois de ficar bodado o dia inteiro e de passar gelol no pescoço e panturrilhas, cheguei quase às 22h no segundo dia do PRD. A visão era desoladora, poucas pessoas circulavam no espaço enorme e só um muvuquinha em frente aos palcos externos. O que tinha mais gente era o Extremo, mesmo assim, cerca de metade (pista e arquibancada) do Ginásio estava ocupado. Ele só ficou com uns 80% cheio no show do Krisiun.
Eu realmente não sei se gosto desse esquema do Porão ter três palcos tão distantes um do outro. E é aquele lance de você estar vendo um show e estar perdendo outros dois. Como nesse dia eu não tinha grandes favoritos, fui pingando de palco em palco.
Ví o final da apresentação da sempre charmosa Érica Martins; as três primeiras músicas do ébrio Wander Wildner; um pedaço do show desgracento (isso é um elogio) do Moretools; um pouco do “surf billy” do Dead Rocks; um pedação do som malíguino do Krisium (dava pra sentir a maldade no ar); duas músicas da “dupla trio” Lucy and the Popsonics (a Fernanda jogando um CD pro público foi hilário). Nesse rolê, devo ter andado uns 5KM.
Um show que eu nem tava botando muita fé, mas que me surpreendeu foi a da formação original do Defalla. Edu K é certamente um melhores frontmen do rock brasileiro, utilizando todos os espaços possíveis e impossíveis do palco. O seu jeito punkpopglam acaba ofuscando o restante da banda, mas acho que eles nem ligam.
Quem fechou a conta do festival foram os americanos do The Jon Spencer Blues Explosion com um gran finale apoteótico. Agora é esperar pelas surpresas que o PDR 2012 nos reserva.
QUEBRAQUEIXO NO PORÃO DO ROCK
julho 29, 2011
Nessa sexta e sábado (29 e 30 de julho) rola em Brasília o 14° Festival Porão do Rock. Serão 43 bandas (38 nacionais e 5 gringas) divididas em três palcos simultâneos. O Quebraqueixo toca hoje! Abaixo vai a programação completa. Os shows começam a partir das 19h, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. A entrada é franca.
Dia 29/7 – Palco Extremo - Gnomos da Jamaika, Quebraqueixo, Bruto, Ratos de Porão (SP), Angra (SP), Silent Raze e Hibria (ES). Palco Chilli Beans- Cultura & Mano, Garotas Suecas (RS), Copacabana Club (PR), Hamilton de Holanda, Cidadão Instigado (CE), Valdez e Helmet (EUA). Palco Uniceub - Marmitex S.A., The Tormentos (Argentina), Vespas Mandarinas (SP), Brown-Há, The DT´s (EUA), Raimundos e Dead Fish (ES).
Dia 30/7 – Palco Extremo - Pleiades (MG), Selenita, Red Old Snake, Eminence (MG), MoreTools, Krisiun (RS), Totem e Symfonia (Alemanha/Brasil). Palco Chilli Beans - Mary Stuart, Brollies & Apples (SP), Érika Martins (RJ), The Neves, The Dead Rocks (SP), Lucy & the Popsonics e DeFalla (RS). Palco Uniceub- Distintos Filhos, Bang Bang Babies (GO), Etno, Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Wander Wildner (RS), Bílis Negra e Jon Spencer Blues Explosion (EUA).
SAMBA NO PORÃO
setembro 21, 2010
Essa cobertura especial do Porão do Rock 2010 foi uma parceria entre o “Esfolando Empreendimentos”, a Revista Samba e a fotógráfa Carol de Góes.
No trajeto entre a Rodoviária e o Ginásio Nilson Nelson, milhares de peregrinos faziam a procissão de subida até a Meca do rock em Brasília. De todos os cantos do DF e até de fora do “quadradinho branco”, mais de 30 mil roqueiros foram celebrar a diversidade musical oferecida pelo Festival Porão do Rock no dia 11 de setembro. Um dia que valeu por dois, ou três…
Camisa preta e jeans era o uniforme universal, mas houve quem caprichasse mais e houve que caprichasse “demais”. Tinha de tudo: punks, playboys, gostosas, topetudos, patricinhas, skinheads, emos, rappers, metaleiros, popozudas e até uma dupla de vampiros anêmicos. Com 33 atrações em três palcos simultâneos, era difícil não ter pelo menos uma banda que agradasse a esse público tão heterogêneo e tão igual ao mesmo tempo. O que o Porão do Rock 2010 fez de melhor, foi misturar todo mundo numa maçaroca só.
E tinha rock de todos os tamanhos, desde o rock magrinho até o rock ultra-obeso. Só era preciso disposição para encontrar o palco certo pro ouvido exato. Rock gringo também tinha, mas eles só serviram pra mostrar que o produto nacional é ainda melhor. Durante a maratona, muitos foram noucateados pelo cansaço e pelo álcool. Bebuns e uma montanha de alumínio e plástico ficaram esparramadas pelo chão.
Na manhã do dia 12, poucos fanáticos fiéis resistiram até o final, aproveitando até os últimos decibéis gratuitos, a final de contas, Porão do Rock agora só ano que vem. E pra quem iria a pé até a Rodoviária, ficava o consolo de que a volta era só descida e o que o óleo da Pastelaria Viçosa nunca para de ferver.
Fotos: Carol de Góes
Texto: Evandro Esfolando
Ilustrações: LTG, Gabriel Góes e Gabriel Mesquita
ESFOLANDO O PORÃO DO ROCK 2010 – FINAL
setembro 16, 2010
Depois que o Autoramas terminou sua apresentação, boa parte do público do Palco Pílulas foi embora junto. Os espanhóis do The Right Ons ajudou a espantar os poucos que ficaram. No Ginásio, o cheiro de suvaco e enxofre feriam as narinas mais sensíveis. Vi um pedaço do show do Korzus, mas alguma coisa me dizia para ir ao Pílulas.
Meus instintos estavam certos. O show mais bizarro, ganhador do Troféu Esfolando na categoria “Bizonho” estava começando e pouca gente iria testemunhá-lo. Os goianos do Mechanics iniciava seu ruidoso espetáculo freak com o auxílio de dois integrantes do Grupo EmpreZa.
Eu tinha visto uma apresentação muito loca do Mechanics com esses caras no Goiânia Noise do ano passado, tem até um vídeo no post que eu fiz do festival. Dessa vez, enquanto a banda tocava, os dois rapazes vestidos com camisas sociais e gravatas, ficaram dando tapas na cara um do outro durante alguns minutos. O Som sujo da banda combinaria mais com os shows do Ginásio, os metaleiros iriam pirar. Depois de algumas músicas, os dois voltam ao palco e um fica atrás do outro. O de trás começa a enfiar o cabelo comprido do outro dentro da boca. Nogentão! Pra fechar, os caras tacam fogo numa placa de cera, que nem uma vela com vários pavios acesos e um deles a ergueu sobre a cabeça. Uma chuva de cera derretida ficava caindo sobre o rosto do sujeito durante três minutos. Assista aos vídeos se tiver estômago. Como disse Márcio Jr no final da apresentação para os boquiabertos espectadores: “quem viu, viu…”.
Lá pelas 3h, o cansaço se fazia presente, mesmo assim, dei a volta inteira pra ver de qualé da tal banda americana She Wants Revenge, mesmo sabendo que não iria gostar. É mais uma daquelas bandas lentas que eu acho um saco. Volto tudo de novo para ver outros americanos. Mais animadinhos, o The SuperSuckers tem mais pose do que peso e encerraram o Palco Pílulas tocando pra pouquíssimas pessoas.
No ginásio, o barulho ainda iria durar mais tempo. Pra não dizer que não falei das bandas de Brasília, vi um pedaço do hardcore Straight Edge do X Lost in Hate X e do metal moderno do Deceivers.
Coisas medonhas ainda iriam acontecer. “Cuidado com a Cuca, que a Cuca te pega e pega daqui e pega de lá!”. A risada sampleada da Cuca nunca foi tão sinistra! Personagens nada infantis assumem suas posições no palco/terreiro. É pra rir ou pra temer? Os ganhadores do Troféu Esfolando na categoria “Figurinos e Adereços Malignos” vieram do Rio de Janeiro trazendo oferendas de metal e hardcore. As entidades do Gangrena Gasosa fizeram o show mais original de todo o festival. Já conhecia o som deles de longa data, mas nunca tinha visto eles ao vivo. Muitas são as lendas que permeiam a história folclórica da banda. Renzo, velho conhecido do rock brasiliense por ter tocado bateria por anos no DFC, assumiu as baquetas do Gangrena quando mudou-se pra RJ. Usando chifres na testa, ele parecia o Hellboy adolescente. O público pareceu estar “pissuído” e quase arrebenta as grades de proteção da área vip. O efeito cenográfico da apresentação me fez lembrar da banda “The Residentes”. Fecharam o corpo e o show com “Benzer inté morrer/ kurimba ruim”, homenagem ou maldição que fizeram para o RDP.
Com os ouvidos e pés esfolados, ainda tive curiosidade para ver o Show do Musica Diablo. Derrick Green percebeu que o público restante estava cansado, mas conseguiu boa reação com esse seu projeto musical. O som é brutal, veloz e não frustra os fãs de sua outra banda. Tivessem tocado mais cedo, capaz do teto do Nilson Nelson cair (de novo).
Amanhecia quando o Frango cantava de galo e o Galinha Preta ciscava os últimos roqueiros de plantão. Apesar do trocadilho infeliz, a banda, pilhada como sempre, teve a honra/castigo de encerrar o Porão do Rock de 2010. Doidão que sou, esqueci onde tinha estacionado o carro e achei que tivesse sido roubado. Andei pra porra até achar a caranga.
PS: ainda rolou um “churras” classe A na casa de parentes do Gabriel Thomas com presença de vários amigos das antigas. Das quase 200 fotos que tirei nesse fim de semana, a melhor de todas com certeza foi essa do Bacalhau/Mario Bros.
Fotos, vídeos e textos por: Evandro Esfolando
ESFOLANDO O PORÃO DO ROCK 2010 – PARTE 1
setembro 15, 2010
Pra não dizer que eu cheguei atrasado no Porão do Rock, duas da tarde eu já estava lá, batalhando por pulseirinhas. Foi bom chegar cedo e ver como funciona e o tanto de trabalho que dá fazer um evento desse porte. Debaixo de um sol impiedoso, uma centena de operários erguia um templo de aço para a celebração anual do rock em Brasília. De quebra, assisti à passagem de som do Autoramas e ainda ganhei da amiga Vanessa, um protetor de ouvidos e um vidrinho de pimenta da Chilli Beans.
(foto de celular)
Depois que o Raul e o Ceará liberaram as “credences”, logicamente voltei pra casa e só reapareci às 21h. Ao cruzar o portão de acesso, tive a infeliz surpresa em ver que uma banda que eu acho Mó Merda ainda estava tocando. Corri pro ginásio, e pra minha alegria, Death Slan estava arregaçando. 20 anos de zoada não é pra qualquer um, que o diga o semi-senil CDC, mostrando pra todos, que os roqueiros podem chegar à terceira idade com muita dignidade.
Quando saiu a programação oficial do Festival, uma das poucas bandas que eu realmente tinha vontade de assistir era o Sick Sick Sinners, um Psichobilly curitibano bonzão, que eu já tinha visto no Jambolada em 2008. A única coisa que quase tirou o brilho da apresentação foi uma briga besta.
Quem deu continuidade à alegria rockabilly (só que menos hardcore) foram os argentinos do Los Primitivos. Bem bom o som dos portenhos.
Enquanto rolava a troca de palco, fui dar um role! E que role! Ir do Palco Pílulas ao Palco Chilli Beans exigia preparo físico, pois a distância entre eles era considerável. Pelo menos nenhum palco interferia no som do outro. A meu ver, o problema maior do Porão era decidir qual show assistir, já que três bandas tocavam simultaneamente. Foi por isso que assisti só um pouco do show do GOG e optei ver o sempre impecável show do Autoramas. Cheguei no finalzinho da participação de Érika Martins na “Música de amor”. Gabriel e Bacalhau que me desculpem, mas o Troféu Esfolando na categoria “Destaque da Avenida” fica com a baixista Flavinha, que agita pra caramba e é super fotogênica.
Depois eu tive que ir embora porque tava com sono e tinha que acordar cedo. MENTIRA! Fiquei quase até fechar o “portão do rock”. As bandas mais pesadas e bizarras ficam pro próximo post. Tem um texto meu sobre o Porão, ilustrado pelos caras da Revista Samba e com fotos da Carol de Góes no http://revistasamba.blogspot.com/ .
Fotos, vídeos e texto por: Evandro Esfolando
LITTLE QUAIL & THE MAD BIRDS VOAM ALTO NO PORÃO
setembro 24, 2009

LQ&MB no palco principal do Porão do Rock. Clicado por Patrick Grosner
Chegar de van no Porão do Rock foi uma beleza, principalmente porque estacionar na Esplanada em dia de evento é uma verdadeira merda. Descemos na área dos camarins, palco principal e área de imprensa. Prestativos voluntários nos encaminharam ao camarim destinado ao LQ&MB. Ganhamos credenciais especiais que nos davam acesso ao palco principal. Ainda faltavam 2 horas pro show e eu saí pra dar um role. Passei na banca do Natinho e vi uns pedaços de shows do Trampa e Kanela Seca no Placo Pílulas.
Quando voltei, o camarim foi compartilhado também pelo Raimundos e virou festa. Voltei 20 anos no tempo quando aquela mesma galera que ensaiava na casa do Berma. Assisti no palco, as músicas finais do Maskavo Roots. Que banda boa, né? Presenciei a confraternização dos integrantes atrás do palco após o show. Sei que todo mundo é ali tem seus projetos, além das questões do outro Maskavo, mas eles bem que podiam se animar e fazer outras reuniões como aquela.
Enquanto o palco era preparado para receber o Little Quail, a Codorna aquecia suas asinhas dedilhando o baixo. Ele já estava deveras elegante com a camiseta que eu dei pra ele do Quebraqueixo, mas perto do início do show, Zé Ovo arranca as calças e fica com um short que parece (ou era) uma cueca samba canção. Agora sim ele está com o figurino adequado. A banda vai pra frente do palco e Gustavo Ceará anuncia uma das atrações mais aguardadas do festival. Gabriel convoca os amigos que estão de sobreaviso para abrirem o show de forma apoteótica com 1,2,3,4. Eu e uma cabeçada fomos pra frete cantar uma das músicas mais emblemáticas do trio. Daí em diante, foi um passeio sonoro com as músicas que foram trilha para a juventude de muitas pessoas ali presentes e que se mantém viva através de uma nova geração de fãs.
Fiquei revezando nas filmagens com a Larissa em um dos lados do palco. Chegou um bebum vestindo roupa laranja (será que ele queria aparecer?) e ficava perturbando. Frango chamou os seguranças que tiveram trabalho pra tirar o cara de lá sem usar de violência. Deu cinco minutos e o cara invade o palco novamente, dessa vez a equipe de segurança não foi muito delicada. O show parou até a hora que o elemento foi arremessado na platéia. Tinha que ter baixaria! Fora as piadinhas e agradecimentos que deram o tom irreverente de todo o show, a química entre Bacalhau, Gabriel e Zé Ovo ficou evidente. Carisma, autenticidade e amizade verdadeira são a formula certeira do sucesso. Não do sucesso fácil e passageiro, mas do sucesso que deixa marca. São por essas e outras razões que essas três caras estão no pequeno hall da fama do rock brasiliense.

A Codorna batendo asas. Clicado por Patrick Grosner
Epílogo:
Depois do show do Raimundos, o público foi minguando. Voltamos pro camarim para as festividades finais. Eram quase 4h quando eu, Berma, Zé Ovo e Salsicha pegamos uma van de volta pro hotel. Passamos ao lado da estrutura do festival um pouco antes do show do MCA, não tinha quase ninguém e uma chuva fina começava a cair. No quarto, Gabriel já estava deitado, quase dormindo. Zé Ovo apertou o derradeiro béqui. A aventura chegava ao fim. Salsicha foi embora na seqüência. Segui seu exemplo minutos depois. O Berma ficaria até às 6h pra aplicar o golpe do café da manhã chique do hotel. A chuva tinha aumentado, mais de longe ainda se ouvia música vindo do palco do Porão do Rock.
PS: Um dia eu coloco outras fotos e videos desse show.
LITTLE QUAIL ENSAIANDO PARA O PORÃO DO ROCK 2009
setembro 23, 2009

Pássaros loucos voando juntos novamente. Clicado por Esfolando
Na sexta-feira passada eu estava na Biblioteca Nacional pegando credencial e convites pro Porão do Rock 2009 quando o celular tocou. Era o Gabriel me ligando de Goiânia. Ele queria que eu arrumasse um estúdio pro Little Quail ensaiar no sábado e domingo. Na seqüência, liguei pro Jadson do Estúdio Degraus, que remanejou a agenda e descolou os horários que eles queriam.
Meio dia de sábado eu passo no hotel onde as bandas e imprensa de outras cidades estão hospedadas. Encontro a Mariana, irmã do Zé Ovo com o marido PH e o casal de filhos. A Codorna chega cumprimentando os parentes e amigos. Fico feliz em vê-lo, já que não é uma figurinha fácil de se achar. Gabriel aparece minutos depois e vamos pro estúdio na 207 norte, no mesmo subsolo onde o Festival Porão do Rock foi concebido. Bacalhau não pode ensaiar, pois logo mais tocaria com o Orgânica e daria entrevistas.

O piloto de Autoramas. Clicado por larissa kodama
Ao contrário de seus companheiros de banda que fazem shows direto, Zé Ovo estava meio enferrujado. Há muito tempo ele não tem nenhum baixo e a última vez que tocou foi em fevereiro, na tumultuada reunião da banda em São Paulo. Gabriel, que fez dois shows em Goiânia com o Autoramas na noite passada (um acústico e outro plugado em lugares diferentes) e chegou em Brasília ás 10h, nem parecia cansado. Os dois passaram as músicas enquanto eu anotava o set list.
Já passava das 14h quando voltamos pro hotel. Confusão no saguão, muita gente ainda não conseguia fazer o check in. Encontro amigas de Goiânia e o pessoal de várias bandas, inclusive as gringas flanando por lá. Depois de muita conversinha e do almoço no shopping, me despeço dos caras.
Domingo, mais ou menos no horário do dia anterior, passo pra levá-los pro estúdio. Bacalhau chega depois com a Candyda, a vocalista do Orgânica. Berma e Beavis aparecem por lá também. Larissa, que está produzindo comigo o documentário do “Esfolando Ouvidos”, chega munida de filmadora e máquina fotográfica para um registro a altura do acontecimento.

Reality show BBB - Beavis, Bacalhau e Berma, o verdadeiro biguí brodí braziu. clicado por Larissa Kodama
Foi muito bom ver os três juntos novamente, dava pra ver a felicidade que eles estavam sentindo. A “alegria” estava contagiando, até o Berma que foi lá tirar umas fotos, ficava pogando na sala que nem um doido. O set list foi aumentando e o Gabriel lembrou de “A pista”, clássico do Filhos de Mengele. Eu ensaiei a música com eles, mas na hora do show, a produção do festival encurtou o tempo e várias músicas ficaram de fora. Uma pena! Seria uma bela homenagem à velha guarda do punk rock brasiliense.

Conhece o cheiro de Bacalhau suado? Clicado por larissa Kodama
Voltamos pro hotel para deixar os instrumentos. A MTV aguardava a banda para uma entrevista na cobertura. Lá estava Leandro Leospa, que substituiu o Bacalhau no Rumbora e trabalha para a emissora. Depois da gravação, Zé vai pro quarto dormir. Eu, o Berma e Gabriel fomos comer no mesmo shopping. Berma resolve ficar com os caras no hotel até a hora de ir pro show. Eu volto pra casa, mas chego no hotel às 20h. Queimamos mais um dos bons béquis que o Zé trouxe e pegamos a van pro festival. Era a vez deles me darem carona.
PS: Tô tentando colocar uns videozinhos!
Próximo post: camarim, palco, camarim e hotel.
RALADINHAS DO PORÃO
setembro 21, 2009
São raladinhas, pois não chegam a esfolar. Não dá pra falar quase nada do Festival Porão do Rock, porque não vi nem 30% shows e só vou falar do que gostei.
Sábado: O Melda fez um showzão no palco pílulas, agradou tanto que o público pediu bis e ganhou mais um sucesso solitário de Claudão Pilha. A melhor notícia do dia foi o Sepultura tocar antes do Angra, fazendo que e eu e um monte de gente pudéssemos ir embora mais cedo pra casa.
Domingo: Maskavo Roots foi bom demais! Little Quail foi genial! Esse ano eu vi um monte de shows do Raimundos, mas ainda não consegui enjoar. Bem que eles podiam apresentar pelo menos uma musiquinha nova, né?
Eu vou fazer um post grandão sobre o Little Quail. Eu colei com os caras, fui aos ensaios no sábado e no domingo antes do show. Fizemos muitas filmagens e fotos exclusivas. Também ouvi muitas historinhas interessantes, mas a maioria é impublicável. Vai ser mó trabalheira, mas pretendo colocar o post essa semana. Fiquem ligados!




























