MAIS MUERTEEN

Novembro 6, 2009

Taí a primeira página que fiz do “Muerteen” e outra que desenhei no dia das bruxas. Aproveitem a vida!

muerteen first

muerteen raloin

CIGANO IGOR VOLTOU!

Novembro 5, 2009

Macakongs 2099 em formação de play-back. Eu, Baleia, Natinho, Cabelinho, Phú e Fabrício.

Você conhece o Cigano Igor? Não estou falando de um pífio ator de uma novela cujo personagem se chamava Cigano Igor! Pra quem não sabe, eu fui vocalista da banda Macakongs 2099 da primeira formação em 1998 até 2002 e adotei esse simpático codinome. Depois da minha saída, fiz participações esporádicas em shows enquanto a banda amargava mais uma das inúmeras mudanças de integrantes. No período que estive na banda, gravei os três primeiros CDs e fiz quase duas centenas de shows.

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Durante as gravações do disco Tropicanália (2007), banda estava sem vocalista e chamou um monte de gente pra cantar as músicas. Pra esse disco, eu e o Natinho gravamos a música “Brazza City” em parceria. Há alguns meses, o Macaca sofreu baixas significativas em sua formação, sobrando apenas o incansável Phú e o guitarrista Fabrício. Mesmo capenga, a banda continua na pista e está gravando um split em vinil para ser lançado em Portugal. Semana passada, Djalma me ligou dizendo que ia fazer um clipe de “Brazza City” e era pra eu o Natinho participarmos. Lógico que aceitamos, uma boiada dessas não acontece todo dia.

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 Pra completar o time de dubles estavam o baterista Cabelinho e o guitarrista Baleia. O sabadão passado foi punk com as filmagens de Luis Derek e mais uma equipe bacana. Foram quase 6 horas de filmagem e vou te dar o papo, ficar fazendo play-back é cansativo pra caralho. Fica o meu agradecimento de todo mundo que participou e colaborou com o projeto e com as risadas. Como esse videoclipe vai demorar um pouco pra ser visto, assista ao clássico clipe de “Evil Elvis”, que foi filmado nos EUA e que tem cenas do filme trash “Cannibal Maniac” do mesmo diretor!

Nesse mês de outubro eu tive um “clic” e comecei a desenvolver dois personagens pra fazer as tirinhas que batizei de “Mueteen”. Os dois adolescentes ossudos são a Vêrica e o Mortom. A idéia é fazer piadas e trocadilhos com a morte de um jeito sutil. O tema é meio pesado e talvez limitado, então não sei quanto tempo vai durar o estoque. Como hoje é dia de Finados, aproveitei para introduzir os personagens. Fiquem vivos!

Muerteen 02

Muerteen 01

 

MEU CONTO VIROU CURTA

Outubro 30, 2009

Só quem já publicou um livro de forma independente, sem editora e sem esquemas de marketing sabe o quanto dá trabalho e pouca recompensa. Se eu fosse pensar assim, nem teria começado a escrever meus livros e muito menos fazer um blog. A jogada é continuar fazendo, uma hora a recompensa vem, nem que seja recebendo um elogio por e-mail ou telefonema de alguém que acabou de ler um dos livros. O melhor é quando alguém te liga querendo utilizar um dos contos pra ser filmado. Em setembro eu recebi um desses telefonemas, era o Luis Derek me pedindo autorização pra filmar o conto “Último Autógrafo” presente no livro “Grosseria Refinada”. Lógico que autorizei, quero que meus contos virem filmes, desenhos animados, HQs, games e parques temáticos. Nem me importei quando o Luis me disse que o curta teria só 1 minuto e que o roteiro seria apenas uma adaptação rápida do conto. Eu disse pra ele meter bronca e que se ficasse uma merda, foda-se, pelo menos ele tava fazendo alguma coisa. Ontem ele me mandou o link do curta, assisti como seu eu não tivesse nada haver com aquilo. Se você quer saber, eu achei que ficou bem bacana, destaque pra trilha sonora. Assiste aí!

Sobre o curta, o Luis me disse por e-mail que foi um trabalho universitário de um grupo de alunos do 6º semestre do curso de Publicidade e Propaganda do IESB. O desafio era fazer uma adaptação literária em vídeo e que obrigatoriamente durassem exatos 60 segundos. O vídeo custou R$ 36,00. O filme todo foi feito em 2 semanas e foi gravado no Ilha Bela Park Hotel, no Núcleo Bandeirante. O “Último Autógrafo” foi mandado em uma versão diferente da do Youtube, de enxutos 60 segundos para o Festival do Minuto. Vai concorrer na categoria “Tema Livre”. Fico na torcida!

CDs E HQs

Outubro 28, 2009

O quê o Super Stereo Surf e a Orgânica têm em comum?

Uma coisa que eu não tenho a mínima vontade de fazer no Esfolando Weblog é resenhar discos. Vou abrir exceção para dois casos especiais. A motivação para falar desses dois discos não é a música e sim a arte e projeto gráfico. Esses dois CDs me foram dados no Festival Porão do Rock desse ano e valem o registro por serem boas bandas e as capas e encartes feitas por quadrinistas.

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A primeira é o CD “Antes do Baile” do Super Stereo Surf. O quarteto instrumental brasiliense pratica o estilo surf music e as músicas foram batizadas com títulos de filmes e seriados de TV. A arte ficou a cargo de Gabriel Góes, um dos editores da revista Samba e Kowalski. O formato é digipack e as infos do CD foram escritas à mão.

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Já o “Fé ou Revolta” do quarteto paulista Orgânica, aposta no rock vigoroso com a bela voz da cantora Candyda e das baquetas nervosas de Bacalhau (Little Quail e Ultraje a rigor). O encarte imita o formato de um compacto de vinil e é ilustrado por João Montanaro, um jovem de 13 anos. O livreto tem 16 páginas e cada letra de música vem acompanhada de uma tirinha do artista.

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Vale um confere no myspace e blogs dos artistas!  

http://www.myspace.com/superstereosurf

http://revistasamba.blogspot.com/

http://www.myspace.com/organicarock

http://porjoao.blogspot.com/

 

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Se você não viu a exposição do gênio Leonardo da Vinci no Parkshopping, agora já era! Mais conhecido por sua produção artística, como pinturas, afrescos e esculturas, essa exposição sobre da Vinci focou em sua vertente de engenheiro militar, uma das múltiplas funções do artista. Pois é, até a mente brilhante de Leonardo trabalhou para o lado negro da força, inventando engenhocas para destruir seu semelhante. Não é a toa que as guerras sempre foram atividades lucrativas. O interessante da mostra eram as maquetes feitas a partir dos desenhos do artista, desvendando suas reais funções. Estavam lá protótipos do que mais tarde (400 anos) a humanidade conheceria como o pára-quedas, bicicleta, helicóptero e asa-delta.

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Rolê de camelinho?

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Nota de repúdio: Nunca fui muito fã do Parkshopping, mas uma coisa que se podia elogiar eram os estacionamentos gratuitos, sem os malditos flanelinhas. Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com guaritas e cancelas estrategicamente localizadas nas entradas e saídas do shopping. A partir de novembro, quem quiser estacionar seu veículo no centro compras, terá de desembolsar R$5,00 pela permanência de 4 horas. Evitarei ao máximo este antro de consumo, mas se por ventura eu precisar recorrer a esse estabelecimento, utilizarei o metrô. E fica a campanha: “Vá ao Conic, aquilo é que é xópim!”.

PS: para quem não entendeu o título do post, eu estava parafraseando um sucesso de Bezerra da Silva.

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Quebraqueixo é doce, mas não é mole não! Após causar estragos no FIC e no bar “A Obra” em Belo Horizonte (MG), a banda Quebraqueixo lançou sua revista de histórias em quadrinhos em Brasília. O barraco aconteceu nesse sábado (17/10) na Kingdom Comics, única loja especializada em HQs da cidade.

Produtos finos nas pratileiras da Kingdom Comics. Foto: Karla

Produtos finos nas pratileiras da Kingdom Comics. Foto: Karla

Eu sabia que o evento seria um sucesso. Matérias de bom tamanho saíram no Correio Braziliense e no Jornal de Brasília. Os cinco exemplares do gibi que eu tinha deixado na Kingdom antes de viajar já tinham dono. As poucas camisetas que sobraram do FIC foram disputadas no tapa.

Até eu dei autógrafos. Foto Karla

Até eu dei autógrafos. Foto Karla

Mas nem tudo foi glamour, eu e o Gabriel (sócio da Kingdom) fomos pegar parte do som, gentilmente emprestado pelos “Radicais Livres” em São Sebastião. Teve também o problema com os transformadores dos amplificadores, que gerou atraso, mas não tiraram o brilho do espetáculo.

Doce grátis e desenho do Sobreiro.

Doce grátis e desenho do Sobreiro.

O departamento de marketing do gibi (eu) pensou na excelente estratégia de distribuir quebra-queixo (o doce) como forma de atrair clientes. A execução desse projeto ficou a cargo de meu sócio Herman e sua esposa Carol. Então, quando você ouvir falar que muitos comeram quebra-queixo, não pensem mal de nós, ok?

Teve gente apostando que Felipe Sobreiro não apareceria. Quando o vi, coloquei o rapaz logo pra trabalhar. Ele desenhou o aviso junto do doce. Só o CDC e Delegado conseguiram autógrafos dele. Depois Sobreiro soltou o velho chiste: “vou ali e já volto” e não mais apareceu. Os desenhistas Gabriel Góes, LTG, Nestablo Ramos também prestigiaram o evento, mas desapareceram mistériosamente.

Banda OS~ sofreram com o atraso.

Banda OS~ sofreram com o atraso.

Gente jovem reunida. Foto: Karla

Gente jovem reunida. Foto: Karla

Uma nuvem negra ameaçava o sucesso de nosso empreendimento, mas São Pedro soprou a nuvem pro lado e foi chover lá no Conjunto nacional. A primeira atração da tarde começou a tocar de noite. A banda OS~ estava pronta aguardando apenas o vocalista chegar com atraso de mais de uma hora. Pra não prejudicar a programação do evento, precisei encurtar drasticamente o show do tiozinhos.

Cuidado! Vocalista do Quebraqueixo está irritado! Foto: Karla

Cuidado! Vocalista do Quebraqueixo está irritado! Foto: Karla

O lançamento do gibi foi a melhor opção desse sábado. Foto: Karla

O lançamento do gibi foi a melhor opção desse sábado. Foto: Karla

O nepotismo já virou marca registrada no Quebraqueixo. Ou você acha que a gente não ia tocar no lançamento de nosso próprio gibi? Apesar da minha irritação com os problemas da produção, fizemos um bom show. Ganhamos muitos elogios, principalmente os covers do DK e ST. Os covers são sempre os melhores.

Nonato Dente de Ouro e o Esquadrão de Ébano. Foto: Karla

Nonato Dente de Ouro e o Esquadrão de Ébano. Foto: Karla

Ninguém ficou parado com o "Melô do Neutrox". Foto: Karla

Ninguém ficou parado com o "Melô do Neutrox". Foto: Karla

Na seqüência, Nonato Dente de Ouro e o Esquadrão de Ébano botaram todo mundo pra dançar. Destaque para as belas vocalistas e pro “Melô do Neutrox”, esse fica literalmente na cabeça.

O povo ficou até às 22h pra ver o Gonorants.

O povo ficou até às 22h pra ver o Gonorants.

Boa parte do público aguardou pacientemente a banda Gonorants, que fechou o evento em grande estilo.

Moab, Simone e Gabriel. Foto: Karla

Moab, Simone e Gabriel. Foto: Karla

Eu me enxugando na Karla. Foto: Biu

Eu me enxugando na Karla. Foto: Biu

Fica o agradecimento a todo mundo que compareceu. Valeu Natinho, Gabriel, Lima, Vanessa e toda crew da Kingdom Comics. O pessoal das bandas que tocaram. Ao Paulo Delegado e Radicais Livres pelo equipamento de som. Aos artistas envolvidos no projeto e a Karla pelas fotos.

PS1: O gibi do Quebraqueixo continua à venda na Kingdom Comics.

PS2: Estou providenciando nova remessa de camisetas do QQ, inclusive um novo modelo.

FIQ 2009 (FINAL, AFINAL!)

Outubro 19, 2009

Prédios de Beagá.

Prédios de Beagá.


Não é cosplay! Índios paraguayos fantasiados de índios americanos, fazendo playback no centro da capital mineira.

Não é cosplay! Índios paraguayos fantasiados de índios americanos, fazendo playback no centro da capital mineira.

A memória já está falhando e eu já não agüento mais forçar meus neurônios cansados. Nessa reta final, vamos no ritmo de aventura. Lógico que rolou a ladainha de autógrafos e divulgar o gibi do QQ. E já que é o último post do FIC 2009, vou caprichar nas fotos das exposições e outras coisas que ficaram de fora.

Salão que abrigou mostras de artistas internacionais.

Salão que abrigou mostras de artistas internacionais.


Artista chinês.

Artista chinês.


Na esquerda, desenho original de Ben Templesmith e na direita, o desnho depois de receber cor e tratamento digital

Na esquerda, desenho original de Ben Templesmith e na direita, o desnho depois de receber cor e tratamento digital

Sábado: O fim-de-semana bombou forte no FIC, tava difícil transitar no meio de tanta gente. Impossível entrar no teatro e assistir algum bate-papo. A maior e mais demorada fila de todo o FIC foi a do Craig Thompson, mais de uma hora em pé. Valeu a pena. A demora se justifica pelo fato dele cumprimentar a pessoa, fazer um desenho caprichado no livro e depois se levanta para tirar fotos. Eu era um dos últimos da fila e na minha vez perguntei se ele estava cansado. Me respondeu que os olhos doíam, mas manteve o sorriso sincero até o último contemplado.

Craig Thompson se emociona com o gibi do QQ.

Craig Thompson se emociona com o gibi do QQ.


Um dos originais de "Retalhos". E fica a pergunta: Porque ele não fodeu a mina?

Um dos originais de "Retalhos". E fica a pergunta: Porque ele não fodeu a mina?

Finalmente começaram a aparecer alguns cosplays (marmanjos fantasiados de personagens de filmes, games e HQs), pois antes, só o Elfo marcava presença. E não é que apareceu o Homem Galinha, exímio campeão de luta livre de Vitória e agenciado por Dom King e pela revista Quase. Sua performance foi tão estarrecedora que eu não tive forças para registrar em foto esse lindo momento. El Cerdo está com dor de garganta de tanto gritar “Beleléu”. Pra não deixar barato, o estande dependentes (des)organizou uma intervenção político-musical e passeou pelas tendas causando tumulto. Assista ao vídeo. À noite comemos pizza e terminamos a noite na casa noturna Matriz.

Qual dos dois é o Elfo?

Qual dos dois é o Elfo?


Banana de um metro e meio, coisa dos franceses.

Banana de um metro e meio, coisa dos franceses.


Estatua do coringa em tamanho natural.

Estatua do coringa em tamanho natural.


Pebolim (ou totó) gigante com cartuns sobre futebol.

Pebolim (ou totó) gigante com cartuns sobre futebol.

Domingo: ao meio dia, vazo do Guanabara Hotel sentindo saudade do conforto e bons serviços de minha hospedagem. Levo as tralhas pro estande e faço minhas últimas compras de HQs e produtos do Supermercado Ferraille (me arrependi de não ter comprado mais). Os franceses também estão indo embora e passam no estande para se despedirem. Assinam latas, fazem sketches e tiram fotos. Em entrevista para o site da Revista Zé Pereira, Felder disse estar interessado em publicar a Beleléu, Samba e Quebraqueixo na Françader disse estar interessado em publicar pela sua editoraorto e bons serviços de minha hospedagem.. Será verdade?

Felder, o french guy se despede dos dependentes.

Felder, o french guy se despede dos dependentes.


Exposição Batman 70 anos.

Exposição Batman 70 anos.


Selo de ouro do Homem Morcego.

Selo de ouro do Homem Morcego.


A italiana Becky Cloonan e o grego Vasilis Lolos também são agraciados com exemplares dessa magnífica obra.

A italiana Becky Cloonan e o grego Vasilis Lolos também são agraciados com exemplares dessa magnífica obra.

E vai chegando o fim de mais uma saga de Esfolando. Faço troca de revistas com os dependentes e volto sem nenhum gibi do Quebraqueixo pra casa. Matias Maxx, que não me apresentou nenhum béqui, me presenteou com mais uma dose de oxido nitroso nos instantes finais. Me despeço de todos e já começo a contagem regressiva para o FIC 2011.

Meu último dia no estande dependentes.

Meu último dia no estande dependentes.

Nota importante: amanhã (17/10/09) é o lançamento do gibi do Quebraqueixo na Kingdom Comics (Conic). Shows com Quebraqueixo, Gonorants, Nonato Dente de Ouro, Lívia Cruz e OS~ (banda nova do Canisso). A parada começa às 16h e é gratuito, mas levem 5 contos pro gibi! Estou realmente sem tempo pra ficar de molecagem com esse blog, então vou correr com os fatos e despejar dois dias de uma vez.

 

A mistura arquitetônica de BH.

A mistura arquitetônica de BH.

Quinta-feira (08/10): Choveu forte a madrugada inteira. Dispensei o moquifo e fui pro formule 1. Os caras do Quebraqueixo chegaram (irritados) e me hospedarei com eles pra ficar mais perto do lugar do show. É, hoje tem show! Vou pro FIQ depois do rango. A situação está caótica, a chuva molhou alguns estandes, causado muitos prejus. Nossos vizinhos do “Quarto Mundo” tiveram muitos gibis estragados e se mudaram para longe dos inconvenientes farofeiros. Já os dependentes não sofreram avarias e com a mudança do estande ao lado, ganhamos um jardim de inverno e área de recreação. Já falei que, desde o primeiro dia até o último, Tiago El Cerdo ficava gritando “Beleléu” a cada 30 segundos e que isso me causa pesadelos até hoje?

Assisti uma mesa sobre “Mercado Editorial” com a francesa Gisele de Haan, Sílvio Alexandre e a americana Sierra Hahn (mulher de Craig Thompson e editora da Dark Horse). Outro bom bate-papo foi com o australiano Ben Templesmith. O bem humorado autor de “30 dias de noite” disse que achou uma merda a adaptação de sua HQ para o cinema.

convidei o vampiro Ben Templesmith pra festa, mas ele preferiu beber sangue em outro lugar.

convidei o vampiro Ben Templesmith pra festa, mas ele preferiu beber sangue em outro lugar.

Saímos do FIQ às 22h rumo ao bar “A Obra”, para a festa das revistas do estande dependentes. Os caras do QQ já tinham passado o som e o humor das criaturas estava ligeiramente melhor. O lugar é um subsolo de tamanho médio, com um palco pequeno e baixo. Olhei pro equipamento e não botei muita fé, mas é aquele velho ditado “tá na bosta, nade de costa!”. O movimento também estava fraco, então se for uma merda, ninguém vai ver mesmo. Nunca estive tão enganado em minha vida. O bagulho começou a encher e quando o Grupo Porco começou a agredir os ouvidos dos desavisados, a parada já estava cheia e o som estava legal. O Grupo Porco de Grindcore Interpretativo é formado por bateria programada, Porquinho (conhecido pelo trabalho no maldito UDR) tocando guitarra, Batista (que está em todas) no baixo e Leo Pyrata nos gritos. O som é barulhento, mal-educado e divertido. Na seqüência vem o excêntrico Stêvz (que chegou de manhã do Rio) com sua monoband Jerônimo Johnson. Ele toca viola, bumbo, pandeiro, canta e inferniza com o seu kazoo. Agradou geral.

Depois do jotacuestí e do iskânqui, o Grupo porco é a minha banda prefereida de BH.

Depois do jotacuestí e do iskânqui, o Grupo porco é a minha banda prefereida de BH.


Stêvz encarnando a entidade Jerônimo Johnson.

Stêvz encarnando a entidade Jerônimo Johnson.

Chegou a hora do Quebraqueixo mostrar a que veio. Nem sei o que dizer, pra mim foi o nosso melhor show de todos os tempos. As gatas dançavam, os rapazes pogavam e os bêbados bebiam. Além dos “dependentes”, boa parte da platéia era formada por uma galera que faz quadrinhos de vários cantos do país e do mundo. Posso afirmar que a boa impressão deixada pelo Quebraqueixo teve efeito global. Só pra tirar onda, estavam presentes o Adão, o argentino Liniers, os franceses (sempre eles) Felder e Cizo. Chique né?

Toda a elegância e sofisticação do Quebraqueixo. Foto da Amanda.

Toda a elegância e sofisticação do Quebraqueixo. Foto da Amanda.


Os caras da dependentes, Raphael Mad, Banca de Quadrinos e gente jovem dançando descontraídamente ao som contagiante do QQ. Foto da Amanda

Os caras da dependentes, Raphael Mad, Banca de Quadrinos e gente jovem dançando descontraídamente ao som contagiante do QQ. Foto da Amanda

A noite fechou com o ska istáile do Pequena Morte. Durante a festa, várias revistas dependentes foram distribuídas para o público. Passava das 4h, quando todo mundo já estava do lado de fora do bar, eis que surge Matias Maxx. Sim! Ele mesmo! O Capitão Presença chegando três dias atrasado.

Sexta-feira (09/10): Dormi feliz até às 11h. A crew do Quebraqueixo se dissolve. Herman pega um avião logo cedo. Berma e Paulinho voltarão de baú mais tarde. Nós três pegamos um táxi até o Guanabara Hotel, onde deixamos nossas tralhas em minha suntuosa suíte. Comemos um prato de peão no restaurante comunitário do SESC (R$6,00 à vontade) e fomos pro FIQ. Dou as dicas das exposições e mostras para os dois se entreterem até a hora de irem para a rodoviária. Com a chegada de Matias Maxx, o estande recebe vários produtos interessantes, como livros gringos, Toys Art, a Tarja Preta nova e o incrível oxido nitroso. Por ser conhecido como “O Presença”, ele me apresenta essa nova tecnologia em drogas lícitas. Assista ao vídeo torto da minha segunda experiência com o produto!

O ponto alto da Programação do FIQ foi o bate-papo com o Adão no cinema do Palácio das Artes, após a exibição da série de TV “Aline”. Ele diz que assistiu o piloto da série algumas vezes e tem hora que ele gosta e outras que ele odeia. Diz que foi uma chatice até assinar o contrato e que depois se arrependeu, mas que no geral ficou satisfeito. Trombei com ele antes disso e o agradeci por ter ido à festa. Ele assinou um pocket da Aline pra mim e ganhou um gibi do QQ.

Adão e seu sobrenome difícies de falar e escrever.

Adão e seu sobrenome difícies de falar e escrever.

A dica para depois do FIQ é da Luciana. A garota esperta nos leva a pé para uma batalha de MCs embaixo de um viaduto, perto da estação de trem. Ele disse que a cena Hip Hop de BH é super organizada e que esse evento ocorre toda sexta-feira. Um bom público prestigia a guerra de esculacho promovido pelos MCs.

MCs trocam insultos em troca de aplausos.

MCs trocam insultos em troca de aplausos.

Fui com uma outra galera até o Lapa Multishow onde rolaria a festa de uma revista. Andamos pra caralho até o local, que estava vazio. Descobrimos um boteco lá perto e ficamos um tempo lá. Na mesa estavam os Beleléus El Cerdo, Stêvz, Arruda e Lafa, Guilherme (irmão do Góes), Lobo (editor e roteirista de HQ), Salvador, Eduardo Felipe (quadrinista), dois caras gente fina que não lembro o nome e a Alzira, única mina da mesa. Fomos atendidos pelo simpático Sardinha. Quando voltamos pra festa, metade da galera ficou na dúvida se ia entrar ou não. Eu ia sair fora quando o Bart apareceu na portaria e me deixou entrar de graça. Alguns entraram, outros vazaram. Ponto pra quem foi embora, pois achei a festa bem palha. O lugar é gigante e aparentava ser sofisticado. Bart me pergunta se eu lembrava do lugar. Respondi que nunca estivera ali. Fiquei chocado quando ele me disse que eu já tinha tocado lá com o Macakongs 2099 alguns anos atrás. Mundo pequeno. Agüentei um tempo, mas quando o DJ tocou Chico Buarque (???), percebi que era deixa pra eu cascar fora. 

 

Prédio antigo em frente ao evento de hip hop.

Prédio antigo em frente ao evento de hip hop.

FIQ 2009 (PARTE DOIS)

Outubro 15, 2009

Todos os sabores e odores do Mercado Municipal

Todos os sabores e odores do Mercado Municipal

No segundo dia, renovei minha diária no Guanabara Palace Hotel e saí na procura de algo decente para almoçar. As redondezas não facilitaram minha busca, mas não desanimei. E andando a esmo, me deparo com o Mercado Municipal da cidade. Antes de entrar, minhas narinas são agredidas por uma infinidade de odores quase nunca agradáveis. Imaginem a mistura do cheiro de vários passarinhos na gaiola com seus jornais imundos, queijos, carnes cruas, ração para animais e feijão tropeiro. Mais ou menos isso. Depois de um rolê gigante no Mercado, consigo um café expresso e um lugar bacana pra comer.

Posso dizer que conheci um argentino gente fina!

Posso dizer que conheci um argentino gente fina!

Apesar da tarde quente, o céu de BH não está muito amistoso. Caminho até o FIQ recebendo os primeiros pingos de chuva e que logo se tornariam uma tempestade. Na porta do Palácio das artes, vários ônibus escolares estão estacionados e umas 500 crianças estão indo ver Maurício de Sousa no grande teatro. O movimento do segundo dia ainda é fraco, mas a tendência é ir melhorando. Liniers está assinando Macanudo 2, quando entrego meu exemplar, ele diz meu nome antes de mim. Me sinto prestigiado. O Góes me avisa sobre a senha para autógrafos do Maurício de Sousa, corro e consigo uma das últimas. Já passei por isso na Bienal do livro de São Paulo ano passado. Eu e Góes ficamos quase no fim da fila conversando, trocando murros e ofensas e também planejando novas publicações. Ele pipocou em entregar um Kowalski para o MS, já que a revista contém sátiras da Turma da Mônica usando drogas pesadas e praticando mecrozoofilia (não sei se existe essa palavra). A fila é lenta, pois MS conversa com todos e ouve aquelas mesmas histórias de que a pessoa quando era criança adorava os gibis e etc. Alguns mostram portifólios na tentativa de arrumar um emprego, o que deixa puto quem ta lá atrás. Na nossa vez, Gabriel vai na frente e entrega uma Samba, MS olha e parece gostar. Depois sou eu que entrego o Gibi do QQ e recebo elogios da publicação. Saio de lá com um desenho do Penadinho.

Ah, se o MS tivesse visto a Kowalski...

Ah, se o MS tivesse visto a Kowalski...

Essa, o MS vai ler no banheiro.

Essa, o MS vai ler no banheiro.

Lembra da chuva que eu falei no começo? Foi ficando mais intensa e alagou a cidade toda. Em certos pontos de BH ficou sem luz e árvores caíram sobre carros. No FIQ, todo mundo que vendia e comprava papel estava temeroso.

Assisto a mesa “Quadrinhos Alemães” com Reinhard kleist e Jens Harder. Esses alemães são muito escrotos. Os caras mostravam imagens no data show que eu fiquei de cara. Eles falaram que a cena e mercado de quadrinhos na Alemanha é pequeno e que seus trabalhos são publicados primeiro na França. Kleist publicará a biografia em quadrinhos de Johnny Cash no Brasil em breve. Já Harder prepara um livro de 700 páginas sobre a evolução do mundo.

Kleit, um tradutor bonachão e Harder

Kleit, um tradutor bonachão e Harder

Quem dá as caras por lá é Márcio JR e sua esposa. Ele traz os dois primeiros lançamentos da Monstro Comics, um é a Macaco e a outra é a micro graphic novel “A vida é mesmo uma maravilha”. Outro que aparece é Gualberto Costa e a esposa Daniela, que estão felizes em abrir a primeira filial da HQMIX na Rua Augusta.

A segunda mesa foi um bate-papo com Renato Canini, veterano cartunista que é o homenageado desse FIQ. Canini é mais conhecido por ter trabalhado como desenhista do Zé Carioca para a Disney. Duas curiosidades: ele desenhava as histórias ambientadas no Rio de Janeiro sem nunca ter conhecido a cidade e como não podia assinar os desenhos, sempre escrevia seu nome em uma lata, placa ou saco de arroz como se fosse uma marca. Tem também o personagem Kactos Kid que é igualzinho ao Canisso (veja a foto). A exposição de suas obras na parte externa do Palácio é bem bacana.

Canini visitando a exposição em sua homenagem.

Canini visitando a exposição em sua homenagem.

O malandro Zé Carioca está presente.

O malandro Zé Carioca está presente.

Parece com alguém que eu conheço!

Parece com alguém que eu conheço!

Vê se não parece o Canisso!

Vê se não parece o Canisso!

E você acha que eu ia perder essa oportunidade?

E você acha que eu ia perder essa oportunidade?

Na saída, a chuva está fina, mas insistente. Colo com os caras do estande e seguimos o anfitrião Batista, que nos leva para um boteco no Edifício Maletta. Todos já chegaram meio bebuns, pois levaram um isopor grandão pro estande e toda hora iam ao mercado comprar dúzias de cervas. Quem nos acompanha é Felder que, além de cervejas, tomou altas cachaças. Apesar de não beber e ficar só no suco de laranja, eu me senti meio alcoolizado só de estar no ambiente com esses tipinhos. Lá pelas duas da manhã, certo estrangeiro questiona sobre a possibilidade de se comprar certa substância química. Na porta do bar, um punk com um alfinete de fralda atravessado na bochecha, está ali para atender esse tipo de pedido. O punk saiu com R$20,00 enquanto os artistas pediam a última rodada e a conta. Aos poucos, os clientes foram indo embora. Para a nossa surpresa, o punk não fugiu com a grana e chegou com a encomenda. Fui convocado para participar da comitiva que daria fim no flagrante, mas declinei do convite. Peguei um TX direto pro meia estrela.

Só doido na mesa.

Só doido na mesa.