MOTORHEAD SALVA APR 2009

abril 26, 2009

Motorhead foi apreciado por memos de 3500 roqueiros em Recife

Motorhead foi apreciado por memos de 3500 roqueiros em Recife

Eu estava crente que assistiria ao show do Motorhead em Goiânia, mas como a produção furou, resolvi ir até o Abril Pro Rock. Fui de avião até Maceió, onde tenho onde ficar e aproveitei uns dias de praia. No dia 17 de abril, encarei uma pequena viajem de 6 horas dentro de um ônibus “pinga-pinga” de Maceió até Recife. Fui conversando a maior parte do trajeto com um sujeito gente fina que acabou comprando um “Esfolando Ouvidos”. Na rodoviária, peguei um metrô e depois um ônibus de integração, colei com uns metaleiros que também estavam indo pro festival. Quando eu disse que era de Brasília, eles disseram que se amarram no Violator.

 Do lado de fora do Chevrolet Hall, um pequeno exército de camisas pretas enchiam a cara antes de adentrarem o local. Eram nove e pouco da noite e o rock já estava rolando. Lá dentro ainda estava meio vazio. Fui até o estande da Monstro comandado pela Eline. Coloquei meus livros em exposição e sério, em menos de 10 minutos vendi dois “Esfolando”. Isso me deixou feliz e ao mesmo tempo puto por ter trazido só cinco exemplares. Uma hora depois, os dois últimos “Esfolando” já tinham donos e assim como dois “Grosseria Refinada”.

A casa foi enchendo, mas o som estava ruim. Não sei se era culpa da acústica ou da falta de técnica dos técnicos. Na real, eu nem tava prestando atenção nas bandas. Fui trombando com vários amigos de  Recife, João Pessoa, Aracaju e Goiânia. Muito do público presente veio de excursões de outras cidades. De Brasília, só o Gustavo Ceará representando o Porão do Rock.

Não eram nem onze e meia quando o Motorhead subiu no palco. Os menos de 3.500 expectadores se atiçaram. O som deu uma melhorada, mas o único telão dava pau o tempo todo. Era nítido o encolhimento do APR que já foi considerado o maior festival independente do país. Será a crise?

O show do Motorhead é muito melhor do que imaginei. Foda mesmo! Por incrível que pareça, Lemmy é o cara que menos agita. O destaque fica pro batera Mikkey Dee que é uma figuraça. É ele quem põe fogo na fogueira, faça malabarismo com baquetas, faz aeróbica e acrescenta humor num show de poucos efeitos pirotécnicos. Uma hora e pouco de show eles param. O público espera pelo bis gritando em sotaque carregado: MOTOREDI! MOTOREDI! No palco escuro, luzes de lanternas fazem movimentação estranha. Quando as luzes acendem, surpresa: Motorhead acústico! O guitarrista Phil toca violão sentado, Lemmy em pé sem o baixo e o batera também tocando violão sentado, mas ainda tocando bumbo e chimbal, igual aos “one man band”. Eles tocam um blues carregadão que deixa todo mundo embasbacado e a música acaba com Lenny fazendo um solo de gaita. Os roadies tiram rapidamente os apetrechos e os três voltam para suas posições originais para encerarem com as clássicas “Ace of Spades” (e esses peitos) e Overkill. Daí é só despedida calorosa para os fãs.

Olho as horas: quinze pra uma. Pensei: não é possível, deve ter mais alguma banda pra tocar! Nada! Acabou mesmo. Fiquei enrolando enquanto pude. Distribui os últimos cartões e adesivos do Quebraqueixo e me despedi dos amigos. Voltei pra rodoviária e esperei até ás quatro da manhã para pegar o 1° baú pra Maceió.

Quem deu uma força em Maceió foi o Carlos, baixista da banda Varial. Saímos para um role pelas lojas de discos, estúdios e locais de shows. Fiquei sabendo como é a cena rock em Maceió e começamos as negociações para um show do Quebraqueixo por lá. Carlos também me levou para fazer uma matéria dos meus livros no jornal “O Jornal” que sairá em breve. Pra encerrar, visitamos a simpática Livraria “Livro Lido” onde comecei a articular um lançamento e aproveitei para comprar uma rara revista GIBI n°4 de 1974, é por causa do nome dessa revista que as histórias em quadrinhos no Brasil também são chamadas de gibi. Maceió é massa!

 

Livraria Livro Lido em Maceió

Livraria Livro Lido em Maceió

 

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Aproveitei que estou passando uns dias em Maceió e fui ontem até a vizinha Recife assistir ao Motorhead no Abril Pro Rock. Não fiquei para a segunda noite do festival por causa das atrações, nesta noite não há rock para um cara insensível feito eu. Em breve contarei todas as peripércias. Aproveito para lembra-los que hoje, 18 de abril  comemora-se  o Dia do Livro Infantil em homenagem ao dia de nascimento de Monteiro Lobato. Aproveite o sábado para ouvir rock bem alto e presenteie uma criança com um livro infantil.

EL SPIRIT DEL PARAGUAY

abril 12, 2009

spirit

Ao escrever e dirigir o filme “The Spirit”, Frank Miller pareceu encarnar a velha máxima: falem mal, mas falem de mim”. E não teve quem falasse bem e não será eu quem irá fazê-lo. Eram tantas as críticas ruins que me instigaram a assistir a adaptação do personagem de Will Eisner. Quando finalmente resolvi ir ao cinema, o filme saiu de cartaz. Acho que a falta de espectadores fez com que o filme tivesse vida curta nos cinemas de Brasília. Tive que recorrer ao shopping contraventor local e adquirir um exemplar não autorizado da película. Não costumo fazer isso, pois a qualidade sempre deixa a desejar. Logo após apertar o play, ví que o negócio ia ser cruel. Pra não dizer que não tem nada de bom, nos créditos finais aparecem desenhos de storyboard feitos por Frank Miller, o que me faz torcer para que ele volte logo para os quadrinhos.

PUNK VELHO DÁ NO COURO

abril 6, 2009

rdp2

Com quase 30 de existência, três das mais importantes e antigas bandas de punk rock e hardcore nacional mostram sinais de vitalidade. O Inocentes acaba de lançar o DVD “Som e Fúria” pela Monstro Discos. Ratos de Porão ataca com o documentário “Guidable  – A verdadeira história do Ratos de Porão” pela Black Vomit Filmes. O Cólera começa a gravar o 11° disco pela Deckdisc. O punk rock ainda é o melhor remédio pra velhice.