FIQ 2009 (PARTE TRÊS E QUATRO)

outubro 16, 2009

Nota importante: amanhã (17/10/09) é o lançamento do gibi do Quebraqueixo na Kingdom Comics (Conic). Shows com Quebraqueixo, Gonorants, Nonato Dente de Ouro, Lívia Cruz e OS~ (banda nova do Canisso). A parada começa às 16h e é gratuito, mas levem 5 contos pro gibi! Estou realmente sem tempo pra ficar de molecagem com esse blog, então vou correr com os fatos e despejar dois dias de uma vez.

 

A mistura arquitetônica de BH.

A mistura arquitetônica de BH.

Quinta-feira (08/10): Choveu forte a madrugada inteira. Dispensei o moquifo e fui pro formule 1. Os caras do Quebraqueixo chegaram (irritados) e me hospedarei com eles pra ficar mais perto do lugar do show. É, hoje tem show! Vou pro FIQ depois do rango. A situação está caótica, a chuva molhou alguns estandes, causado muitos prejus. Nossos vizinhos do “Quarto Mundo” tiveram muitos gibis estragados e se mudaram para longe dos inconvenientes farofeiros. Já os dependentes não sofreram avarias e com a mudança do estande ao lado, ganhamos um jardim de inverno e área de recreação. Já falei que, desde o primeiro dia até o último, Tiago El Cerdo ficava gritando “Beleléu” a cada 30 segundos e que isso me causa pesadelos até hoje?

Assisti uma mesa sobre “Mercado Editorial” com a francesa Gisele de Haan, Sílvio Alexandre e a americana Sierra Hahn (mulher de Craig Thompson e editora da Dark Horse). Outro bom bate-papo foi com o australiano Ben Templesmith. O bem humorado autor de “30 dias de noite” disse que achou uma merda a adaptação de sua HQ para o cinema.

convidei o vampiro Ben Templesmith pra festa, mas ele preferiu beber sangue em outro lugar.

convidei o vampiro Ben Templesmith pra festa, mas ele preferiu beber sangue em outro lugar.

Saímos do FIQ às 22h rumo ao bar “A Obra”, para a festa das revistas do estande dependentes. Os caras do QQ já tinham passado o som e o humor das criaturas estava ligeiramente melhor. O lugar é um subsolo de tamanho médio, com um palco pequeno e baixo. Olhei pro equipamento e não botei muita fé, mas é aquele velho ditado “tá na bosta, nade de costa!”. O movimento também estava fraco, então se for uma merda, ninguém vai ver mesmo. Nunca estive tão enganado em minha vida. O bagulho começou a encher e quando o Grupo Porco começou a agredir os ouvidos dos desavisados, a parada já estava cheia e o som estava legal. O Grupo Porco de Grindcore Interpretativo é formado por bateria programada, Porquinho (conhecido pelo trabalho no maldito UDR) tocando guitarra, Batista (que está em todas) no baixo e Leo Pyrata nos gritos. O som é barulhento, mal-educado e divertido. Na seqüência vem o excêntrico Stêvz (que chegou de manhã do Rio) com sua monoband Jerônimo Johnson. Ele toca viola, bumbo, pandeiro, canta e inferniza com o seu kazoo. Agradou geral.

Depois do jotacuestí e do iskânqui, o Grupo porco é a minha banda prefereida de BH.

Depois do jotacuestí e do iskânqui, o Grupo porco é a minha banda prefereida de BH.


Stêvz encarnando a entidade Jerônimo Johnson.

Stêvz encarnando a entidade Jerônimo Johnson.

Chegou a hora do Quebraqueixo mostrar a que veio. Nem sei o que dizer, pra mim foi o nosso melhor show de todos os tempos. As gatas dançavam, os rapazes pogavam e os bêbados bebiam. Além dos “dependentes”, boa parte da platéia era formada por uma galera que faz quadrinhos de vários cantos do país e do mundo. Posso afirmar que a boa impressão deixada pelo Quebraqueixo teve efeito global. Só pra tirar onda, estavam presentes o Adão, o argentino Liniers, os franceses (sempre eles) Felder e Cizo. Chique né?

Toda a elegância e sofisticação do Quebraqueixo. Foto da Amanda.

Toda a elegância e sofisticação do Quebraqueixo. Foto da Amanda.


Os caras da dependentes, Raphael Mad, Banca de Quadrinos e gente jovem dançando descontraídamente ao som contagiante do QQ. Foto da Amanda

Os caras da dependentes, Raphael Mad, Banca de Quadrinos e gente jovem dançando descontraídamente ao som contagiante do QQ. Foto da Amanda

A noite fechou com o ska istáile do Pequena Morte. Durante a festa, várias revistas dependentes foram distribuídas para o público. Passava das 4h, quando todo mundo já estava do lado de fora do bar, eis que surge Matias Maxx. Sim! Ele mesmo! O Capitão Presença chegando três dias atrasado.

Sexta-feira (09/10): Dormi feliz até às 11h. A crew do Quebraqueixo se dissolve. Herman pega um avião logo cedo. Berma e Paulinho voltarão de baú mais tarde. Nós três pegamos um táxi até o Guanabara Hotel, onde deixamos nossas tralhas em minha suntuosa suíte. Comemos um prato de peão no restaurante comunitário do SESC (R$6,00 à vontade) e fomos pro FIQ. Dou as dicas das exposições e mostras para os dois se entreterem até a hora de irem para a rodoviária. Com a chegada de Matias Maxx, o estande recebe vários produtos interessantes, como livros gringos, Toys Art, a Tarja Preta nova e o incrível oxido nitroso. Por ser conhecido como “O Presença”, ele me apresenta essa nova tecnologia em drogas lícitas. Assista ao vídeo torto da minha segunda experiência com o produto!

O ponto alto da Programação do FIQ foi o bate-papo com o Adão no cinema do Palácio das Artes, após a exibição da série de TV “Aline”. Ele diz que assistiu o piloto da série algumas vezes e tem hora que ele gosta e outras que ele odeia. Diz que foi uma chatice até assinar o contrato e que depois se arrependeu, mas que no geral ficou satisfeito. Trombei com ele antes disso e o agradeci por ter ido à festa. Ele assinou um pocket da Aline pra mim e ganhou um gibi do QQ.

Adão e seu sobrenome difícies de falar e escrever.

Adão e seu sobrenome difícies de falar e escrever.

A dica para depois do FIQ é da Luciana. A garota esperta nos leva a pé para uma batalha de MCs embaixo de um viaduto, perto da estação de trem. Ele disse que a cena Hip Hop de BH é super organizada e que esse evento ocorre toda sexta-feira. Um bom público prestigia a guerra de esculacho promovido pelos MCs.

MCs trocam insultos em troca de aplausos.

MCs trocam insultos em troca de aplausos.

Fui com uma outra galera até o Lapa Multishow onde rolaria a festa de uma revista. Andamos pra caralho até o local, que estava vazio. Descobrimos um boteco lá perto e ficamos um tempo lá. Na mesa estavam os Beleléus El Cerdo, Stêvz, Arruda e Lafa, Guilherme (irmão do Góes), Lobo (editor e roteirista de HQ), Salvador, Eduardo Felipe (quadrinista), dois caras gente fina que não lembro o nome e a Alzira, única mina da mesa. Fomos atendidos pelo simpático Sardinha. Quando voltamos pra festa, metade da galera ficou na dúvida se ia entrar ou não. Eu ia sair fora quando o Bart apareceu na portaria e me deixou entrar de graça. Alguns entraram, outros vazaram. Ponto pra quem foi embora, pois achei a festa bem palha. O lugar é gigante e aparentava ser sofisticado. Bart me pergunta se eu lembrava do lugar. Respondi que nunca estivera ali. Fiquei chocado quando ele me disse que eu já tinha tocado lá com o Macakongs 2099 alguns anos atrás. Mundo pequeno. Agüentei um tempo, mas quando o DJ tocou Chico Buarque (???), percebi que era deixa pra eu cascar fora. 

 

Prédio antigo em frente ao evento de hip hop.

Prédio antigo em frente ao evento de hip hop.

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Uma resposta to “FIQ 2009 (PARTE TRÊS E QUATRO)”

  1. Gomez said

    Porra, demais essa cobertura do Fiq.

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