ESFOLANDO O MACAKONGS 2099 EM GOIÂNIA (PARTE UM)

março 23, 2010

Um pouco da nossa bagagem

Sábado passado fiz o primeiro show com o Macakongs 2099 depois de cinco anos afastado da banda. E o esquema foi razoavelmente chique, já que o show era Goiânia e as principais atrações eram o Dead Fish e a banda americana POD. Antes que você se pergunte se eu voltei pra banda, já respondo que “não”! Só estou de “sub” (substituto) enquanto eles não arrumam um novo vocalista. Outro que está na mesma situação é o baterista Cabelinho, que ainda não sabe se vai continuar na banda.

(O paraíso do consumo goianiense, um dia eu chego lá!)

Como cada showzinho do Macaca, mesmo sendo no vizinho do Goiás acaba virando uma saga, resolvi dividir esse post em dois. Primeiro que tem muita historinha pra contar (umas impublicáveis), segundo que tem muitas fotos e vídeos, terceiro que outros shows desse festival merecem resenhas e o quarto motivo é que eu fiquei mais de 48 de abstinência digital e resolvi escrever pra caralho e se você não quiser ler essa merda grande, foda-se!

( A amiga Nara mostrando seu suvaco lisinho, ela filmou e tirou várias fotos do evento)

Pra começar, acho que fizemos só uma meia dúzia de ensaios antes desse show. Pra não passar tanta vergonha, eu tive que ouvir os CDs e digitar minhas próprias letras e imprimir uma cola, já que tinha altas coisas que eu não lembrava. O Cabelinho também estava meio enferrujado, mas se garantiu legal. Já o Baleia, Fabrícios e Djalma Phú estavam sem ensaiar desde que a banda sofreu uma ruptura no Festival Rola Pedra do ano passado.

(Cabelinho e sua gata curtindo a noite goiana)

O grande dia chega. Sábado de manhã, o Baleia passa em minha casa já dizendo que o Phú iria atrasar. Nossa, que estranho! O Djalma não é do tipo que costuma deixar as pessoas esperando! Só iria nós três na caranga, pois o Cabelinho tinha ido pra Goiânia na noite anterior e o Fabrícius estava em São Paulo tentando chegar em Brasília, mas perdeu o avião e se lascou. Pra fazer hora, eu o Baleia passamos na oficina do Achiles para ver os instrumentos que ele anda produzindo. O cara é um luthier muito talentoso e o Baleia parecia uma criança em uma loja de brinquedos.

(Achiles e Baleia falando de guitarras e baixos)

Depois passamos na casa do Phú para pegar os instrumentos e sua madita bicicleta. Sim! Djalma queria porque queria pedalar numa corrida fuleira que estava rolando em Goiânia. Eu nunca gostei ou desgostei de corrida de bicicleta e não tinha nada contra esse esporte, mas a partir desse sábado comecei a nutrir ódio profundo por ciclismo. Explico! Primeiro eu teria dormido pelo menos 2 horas a mais e teria almoçado em minha casa se não fosse essa bosta de competição. Depois o Phú e o Baleia (que também é adepto do esporte) vieram a viagem da ida inteira falando sobre o assunto. Até aí tudo bem, fui agüentando e deve vez em quando nego falava de bucetas e ouvia umas músicas do No Mercy.

(Djalma recebendo o incrível prêmio, nunca esquecerei esse momento)

Passava das 14h quando adentramos a capital goiana e nos perdemos tentando achar o local da corrida. Tava um calor escroto e a fome só crescia. Chegando lá, Phú vestiu sua roupinha ridícula e foi competir. Eu e o Baleia ficamos torrando no sol e acabamos comendo uns sandubas vagabundos, ainda na esperança de conseguir almoçar em algum lugar descente. Eu já estava zonzo com aquelas bicicletinhas passando de um lado pro outro e aqueles marmanjos vestido lycra roxa e laranja me causando náuseas. E não é que o desgraçado ficou em quinto lugar e ia ganhar uma medalha. É um absurdo! Como é que um esporte sério premia o quarto e quinto lugar? E o pior é que ele queria receber a porra da medalinha feita de garrafa pet e mais uma vez tivemos que esperar a criatura. Por conta disso, quando chegamos no hotel, só deu tempo de tomar um banho tcheco e trocar a camiseta. Eu queria muito ter tomado um banho de verdade e ter deitado por uns 30 minutos, mas não, tínhamos que correr pro local do show, pois já eram 17h e iríamos tocar às 18h.

(Cada palco dava pra abrigar 50 famílias do MST)

O Loading Music Festival aconteceu no estacionamento da Faculdade Fasam. Tinha dois palcos gigantes e boa estrutura, mas já começamos a notar as falhas da produção logo que chegamos. Os shows já tinham começado, mas não tinha público. Por ser um evento “meio” evangélico, não era permitida a venda de bebidas alcoólicas, então o povo goiano (que bebe pouco, né?) ficou do lado de fora enchendo a lata. Me disseram que isso era uma exigência do POD e no camarim das bandas “oreia seca” só tinha água e cadeiras. Eu que nem bebo, fico puto com essas coisas.  Eu até disse no microfone depois de tocar “Droga – Cola”, que lá não vendia cerveja, mas vendia coca – cola, que é a verdadeira bebida satânica. Os bebuns aplaudiram.

(Problemas no palco? Nunca vi isso antes!)

Pra variar, a programação de 20 bandas estava atrasada. A logística não era o forte da produção. Como eu falei, tinham dois palcos gigantes e bem equipados, mas um dos palcos era apenas para os shows do POD e da banda metal cristão Skin Culture que tocariam no final. As outras 18 bandas se espremeriam no outro palco. Dava pra ver a agonia e falta de preparo da equipe na troca das bandas. E o povo foi chegando, infelizmente, a maioria do público estava na parte de trás da cerca que dividia a pista (ingressos mais baratos) do front stage (mais caro). Daí quando o Macaca foi tocar, começou mó bagunça, o ampli de guitarra não funcionava, não tinha monitor pra bateria e o tempo correndo. Fizemos uma checagem, vimos que tava tudo embolado e que não ia melhorar nada. Tocamos o foda-se e começamos o show com um corte de 10 minutos. A nossa sorte é que o técnico de som do Dead Fish era amigo do Phú e fez o P.A. pra gente. Então, por mais horrível que o som estivesse no palco, para as 500 cabeças que estavam nos vendo, o som estava lindo. Foram 20 minutos andando na corda bamba com o som complicado, mas foi divertido e valeu a pena. O rock pauleira é isso aí!

(Macaca e Dead Fish confraternizando)

Não perca o emocionante desfecho desse épico! Em breve no “Esfolando Weblog”!

PS: Estou esperando a boa vontade do Cabelinho em me mandar fotos do nosso show. Os vídeos vão demorar ainda mais tempo. Guenta aí! 

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7 Respostas to “ESFOLANDO O MACAKONGS 2099 EM GOIÂNIA (PARTE UM)”

  1. Joao Pedro said

    Salve Macakongs o/
    Queria ver um show da banda com vc cantando aqui no DF

    Abraço

  2. Paulo Augusto said

    Macakongs é banda de cabra ômi,rapái oxxxiiii

  3. Nara Lucoe said

    Adorei o seu jeito despojado que não é cheio de nove – horas relatando o nosso breve tour… adentrando numa city tão exótica e tão pouco inexplorada… Vc está de parabéns ao registrar a saga com mil e uma penitências e “sem vista pro mar”.
    Mas, posso te falar uma coisa: Huum… Mas com a tal performance musical, que deixaria até o Bispo Edir Macedo bem BESTA… orando e pedindo perdão.
    Valeu por estampar o meu suvaquinho querido!!!

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