A maior parte do pessoal que visita esse blog curte rock e quadrinhos, então aí vai uma dica imperdível que une essas duas maravilhas. Quando eu vi “O Pequeno Livro do Rock” em uma livraria, pensei tratar-se de mais desses insossos almanaques que se multiplicam como filão editorial. Senti na pele o ditado “não julgue o livro pela capa”, pois o livro imita uma capa de disco de vinil e não faz menção à história em quadrinhos. Comecei a folhear já imaginando ver fotos dos velhos e novos ícones do rock, pra minha surpresa, os ícones estavam lá, só que retratados em forma de desenhos pelo talentoso francês Hervé Bourhis. Os textos são rápidos, agradáveis e sem presunção jornalística. Aproveite que alguns sites e livrarias estão dando descontos de lançamento. A única dúvida é saber onde colocá-lo em minha estante, se é junto dos quadrinhos ou dos livros de rock.

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O conjunto musical Macakongs 2099 também fez parte das comemorações do cinqüentenário da capital. Apesar do show ter rolado um dia após o aniversário, ainda estava valendo. Nesse 22 de abril foram escaladas seis das bandas que melhor representam o HC da cidade. Lógico que faltaram várias merecedoras de figurarem nessa seleção, mas os roqueiros da cidade que compareceram ao 3° dia do Festival “Brasília, Outros 50” puderam pogar ao som de: Terror Revolucionário, Os Cabeloduro, Galinha Preta, DFC, Detrito Federal e o Macaca pra fechar o bloco barulhento. O legal foi a valorização do pessoal das antigas, meio que os pioneiros do punk e HC brasiliense estavam presentes e mostrando que ainda continuam mandando ver. Só posso dizer que a estrutura e o som estavam ótimos e que o Macakongs 2099 ficou muito feliz de ter participado desse grandioso projeto. Aproveito pra lançar o slogan do aniversário do ano que vem: “Brasília 51, uma boa idéia”.

Créditos fotográficos: a do cartaz (1º) é minha do celular, as outras duas são da Dani (mulher do Baleia), o vídeo eu não sei que filmou.

ESFOLANDO O VARUKERS

abril 24, 2010

Sábado passado (17/04), a banda inglesa The Varukers esteve em Brasília para um memorável show no ano em que celebram 30 anos de atividade. Esse não foi o meu primeiro show que vi deles, uns 8 ou 9 anos atrás, assisti a banda tocar em Santos. Malandro que sou, fui na passagem de som filmar e fotografar. O subsolo do Conic ainda estava sendo preparado para receber os gringos quando eles chegaram com o Boca (batera do RDP) e o Fralda (baixista do Lobotomia). Boca estava acompanhando os caras tipo tour mananger por esse rolê pelo Brasil e o Fralda estava substituindo o baixista que não veio. A passagem de som foi quase que um ensaio, inclusive para o Boca, que fez uma participação especial tocando bateria em “Massacred Millions”.

O rato e o Rat.

Boca passando o som e ensaiando “Massacred Millions”.

Varukers tocando Queen?

Na hora do show, aconteceu o que eu temia, o palco estava com a estrutura baixa, o que dificultou as pessoas de verem a banda. Só viu alguma coisa quem estava na frente do palco, que eu chamo de “a verdadeira área da imprensa”, onde os mais ousados ficavam literalmente “imprensados” (trocadilho infame) e recebendo aquela massagem gostosa no meio do pogo. Eu só consegui ver alguma coisa que estava acontecendo no palco, quando o Berma me emprestou sua escada de três degraus que ele usa quando vai fotografar algum show. Aproveitei para tirar umas fotos e filmar uma música. Fora isso, o som estava bom e as 200 pessoas que assistiram se divertiram com os clássicos desse ícone do punk rock e hardcore mundial. Que venham mais gringos!

Essa foto e video eu fiz numa escada de 3 degraus e dá pra ver como estava a visão (ou falta dela) do público.

Brasília está fazendo 50 anos, mas está com um corpinho 100. Os amigos Vêrica e Mortom fizeram um city tour pelos pontos turístico da cidade e ainda se hospedaram no “Campo da Esperança”. Eles descobriram que Brasília está muito “viva”, o problema é a política que nos “mata” de vergonha.

Na edição do Correio Braziliense desse domingo, rolou uma matéria de página dupla intitulada “Brasília em 50 músicas”. Mais uma lista de 50 itens nessa época de cinqüentenário da capital. Numa rápida passada de olho, detectei fotos das figuras que não poderiam faltar e me surpreendi com algumas que eu nunca poderia imaginar. O que eu fiquei mais de cara foi que a música que escolheram para representar a banda Raimundos fosse justamente “Palhas do Coqueiro”. Pra quem não sabe (lá vai o Esfolando tirar uma marola), eu e o Telo escrevemos a letra dessa música. Eu fiquei lisonjeado e tal por ter meu nome incluído nesse bolo, mais ainda por estar ao lado do Telo, que pra mim é disparado, o melhor letrista que Brasília já produziu. O interessante é que a maioria das músicas listadas falavam alguma coisa sobre a cidade e “Palhas” não tem nada disso. Daí eu fiquei com vontatade de fazer um “top five” das músicas de bandas locais que falasse alguma coisa de Brasília.

1° lugar – “A Pista vai manchar” (Filhos de Mengele). Essa banda foi a primeira banda da cidade que eu gostei. A música fala “pega todo dia no Giraffa’s…” que é sobre os pegas (irresponsáveis corridas de carros de playboys em via pública) que rolavam nos anos 1980 perto da lanchonete Girrafas da QI 9 do Lago Sul. Essa música não foi gravada em disco, o único registro que eu tenho é de uma demo de 1995 e a formação dessa época era o Censinho (BX), Blas (vc), Baleia (GT) e Juarez (BT). Passaram pela banda gente do naipe de Paulo Marchetti, Telo, Digão e Danilo.

2° lugar – “ F**A-SE” (Os Cabeloduro). Os caras chegam escrotizando com “Sarney, o Lula, o Roriz e o Brizola vão se fuder!” e está no CD “Com todo amor e carinho”. Outra música desse CD que poderia entrar na lista e´ “Mãozinha”, um estuprador real que atuava no Guará e que se passava por deficiente físico.

3° lugar – “Congresso mal-assombrado” (DFC). Uma das bandas mais politizadas de Brasília é o DFC, que está sempre sacaneado os políticos que atuam no DF. Esse petardo fala que segunda-feira, o Congresso Nacional fica abandonado, pois ninguém vem trabalhar, daí aparecem zumbis e outras criaturas e tem o singelo versinho: “câmara de horrores, senado macabro, maldito Congresso mal-assombrado”. Esse petardo esta registrado no CD “O massacre da guitarra elétrica”.

4° lugar –­ “Dezesseis” (Little Quail And The Mad Birds). O trio de Silly Billy aparece na lista do Correio Braziliense com a música “Azarar na W3”. Já “Dezesseis” é clara referência as 16 quadras que cada ASA do Plano Piloto possui e está no disco “A primeira vez que você me beijou”.

5° lugar – “Rapante” (Raimundos). Essa música é sobre uma tal “pedra” de poderes medicinais, sexo anal e de uma garota na parada de ônibus “… menina de Brasília ou de qualquer lugar­…”. Bem a cara desses sujeitos, que na época não frequentavam a igreja.

Eu escolhi propositalmente músicas dessas 5 bandas, por elas representarem o que de melhor se fez e se faz de rock barulhento em Brasília. Tem mais um monte de músicas de bandas legais que falam de Brasília, se você lembrar de alguma, comente aê! Pra não fazer nepotismo, deixei de incluir “Esquenta Banha”, música do Macakongs 2099 cuja letra eu escrevi homenageando os candangos.

PS: vai rolar resenha do Varukers em breve, to enrolado de tempo, mas vou postar conteúdo exclusivo de fotos e vídeos da passagem de som e show. Guenta aê!

Em momento de pura nostalgia, Uno & Duo relembram o primeiro combate oficial. Let’s Fight!

PUNK TOYS

abril 11, 2010

Essas duas semanas que passaram foram bem fracotas para o rock na cidade. Em compensação, as próximas duas semanas serão repletas de atividades. E não estou falando da festa cafona da esplanada. Sem nada melhor pra postar, estou colocando umas fotos de meus brinquedinhos punk.

Sessão Ramones

Só Sex Pistols

Toy Art de Mike Muir e Jerry Only (5cm de altura)

Esses são os mais raros e caros da minha coleção. Os bonecos do Doyle e Jerry only possuem 30cm de altura e vários pontos de articulação, além de roupa de pano e réplica dos instrumentos originais dos músicos, inclusive as cordas. Foi mal aê!

UNO & DUO EM AÇÃO

abril 6, 2010

Chegou o momento que vocês tanto aguardavam! Finalmente Uno & Duo caem na porrada e em se tratando desses “vizinhos siameses”, não há vencedores.

MUERTEEN DE PÁSCOA

abril 2, 2010

Seguindo as tradições judaico-cristãs, Vêrica e Mortom estão se entupindo de doces, afinal eles são jovens, não são diabéticos e já estão mortos.  Nunca entendi (e nem tentem me ensinar) qual é o lance dos coelhos e ovos de Páscoa, só sei que a indústria e comércio faturam alto nessa época. Aproveitem o feriado fazendo mais sexo e comendo menos chocolate!