(RE)ESFOLANDO O MANU CHAO

maio 31, 2010

Nunca entendi direito o termo “world music”, mas se tem alguém que consegue fazer sua música ser entendida por diversos povos, principalmente os latinos, esse alguém é Manu Chao. É espanhol? Francês? Inglês? Português? Seria esperanto ou esperanza? Não sei, mas eu e umas mil pessoas que estavam no Arena na sexta-feira passada entendemos tudo o que ele disse. E deve ser assim por onde ele passa deixando sua mensagem em língua universal.

Pouco antes do início do show, fiz meus preparativos: Fui ao banheiro, peguei uma água e sorrateiramente fui me posicionando perto da grade. Reparo nas melhorias que a estrutura do local recebeu. O palco está mais largo e confortável, mas ainda está baixo. Como Manu Chao não é um cara alto, as pessoas que assistiram o show de longe, provavelmente tiveram dificuldades em ver o artista em ação.

 Uma da manhã quando ele e os dois companheiros da banda Radio Bemba, Madji (guitarra e violão) e Gambacito (bateria), subiram ao palco. Comecei a filmar com minha máquina fotográfica os 10 primeiros minutos depois desliguei, primeiro porque meu braço já estava doendo e depois porque é um saco postar vídeos grandes no YouTube. Quase 10 minutos depois, essa primeira música (ou músicas) acaba. É difícil saber quando uma música termina e outra começa, não importa.

Pra minha surpresa, esse vídeo tinha 65 exibições antes de ser postado no blog.

 Na metade da apresentação, Madji troca a viola por uma guitarra e a sonoridade muda completamente, dando um ar mais roqueiro pro evento. Como a música de Manu Chao é extremamente flexível, ele passa de um Reggae para um hardcore num estalar de dedos, fazendo a playboyzada pular como se estivesse numa micarê. Ninguém mais lembra da madrugada fria, perto do palco a suadeira é soberana como um bom show deve ser. Gambacito nem usa Ton Tons em seu simples set de bateria e toca um HC 4×4 seco e sem firulas. Em outros lugares, aquilo viraria uma imensa roda de pogo, mas o público chique dessa noite nunca faria algo do tipo.

Depois de duas horas quase ininterruptas de show, Manu Chao ameaça sair do palco. O público não deixa, eles tocam mais 20 minutos e tentam escapar. Novamente o público intervém querendo mais. Com sinceros sorrisos nos rostos, o trio repete mais duas músicas do set list e se despedem cumprimentando as pessoas espremidas na grade de proteção e distribuem garrafas de água do palco. Muita gente ainda pediu para eles voltarem, mas aí já era demais. Para conter os ânimos dos afoitos, DJ Barata entra em cena tocando a música do “Show de Calouros” do Silvio Santos (aquela que chamava os jurados) em ritmo de ska, dispersando a turba. Hora de colocar o casaco e partir. 

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2 Respostas to “(RE)ESFOLANDO O MANU CHAO”

  1. wilson cunha junior said

    Estive lá. Saí de Goiânia cedo e peguei a passagem de som. Eu e meus amigos pudemos conversar com ele calmamente entre uma foto e outra. Manu Chao é foda.

  2. esfolando said

    Eu quase fui na passagem de som!

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