ESFOLANDO O RIO COMICON 2010 PARTE 1

novembro 20, 2010

Os últimos dias de outubro e o começo de novembro foram muito estressantes pra mim e pros caras da Revista Samba. Tínhamos entregado nossos novos produtos para serem impressos na mesma gráfica e tínhamos o mesmo deadline para ficarem prontos antes da viagem pro Rio de Janeiro. Nosso prazo era segunda-feira, já que iríamos pegar aviões na terça pela manhã. Segunda à tarde, fui fazer pressão na gráfica e saí de lá 100 cópias dos 1000 exemplares do livro “Quebraqueixo – A Banda Desenhada”, que é de capa dura, tamanho A4 e bem pesado. Nesse corre, aproveitei pra deixar dois livros no Correio Braziliense e adiantar a divulgação. Como falei, o livro é pesadão e só pude levar 30 unidades pra RJ, meio que pra testar o potencial de vendas do produto. Uma pena foi o CD não ter chegado a tempo da fábrica.

 

No dia que cheguei, não fui na abertura do Rio Comicon, pois fiquei de role com um amigo pelo centro da cidade e depois fui pro show do Jello Biafra. Pelo que fiquei sabendo, o 1º dia da convenção foi meio fraco, mas o pessoal do estande “Quadrinhos Dependentes” efetuaram algumas vendas. Na quarta-feira, cheguei na Estação Leopoldina às 14h, o tempo estava abafado e endereço é meio fora de mão, mas dá pra ir de ônibus na boa. O lugar é realmente uma estação de trem desativada e mantém o visual retrô de quase dois séculos de existência. Uma pena é ver as carcaças de trens inteiros literalamente apodrecendo com a ação do tempo. Foi bom chegar lá e rever os amigos de Brasília e o pessoal do Rio (Tarja Preta e Beleléu) que estiveram no FIQ do ano passado. Também conhecer o Gerlach e a Chynthia B que estavam lançando ótimas publicações como o “Ano do Bumerangue” e “Golden Shower”.

 

Levei seis Quebraqueixo e umas camisetas. Vendi tudo nesse dia e ainda peguei autógrafos com desenhos de Kevin O’Neill (Liga Extraordinária) e de Melinda Gebbie. Ela me perguntou qual desenho eu queria, respondi: “your husband!” (seu marido!). Ela riu e disse: “easy!” e desenhou o Alan Moore.

 

Fiquei bastante tempo atendendo no estande e não consegui ver nenhuma palestra do dia e nem assistir a estréia do documentário “Malditos Cartunistas”, que foi muito elogiado. Podia se ver Milo Manara tentando apreciar as exposições e passar despercebido pelos freqüentadores, mas sempre era abordado por um fã afoito.

 

A coisa mais inusitada aconteceu quando eu chego no estande e vejo o mestre Ziraldo comprando um livro do QQ. Falei que não era pra ele comprar, pois eu queria presenteá-lo com um exemplar. Ele disse que estava comprando o livro pra neta dele e aceitou o livro que eu ofereci. Pra finalizar, “ele”, repito: “ele” me pede pra autografar os dois livros. Eu dando autógrafo pro Ziraldo, bizarro né?

 

Na saída do evento, pegamos carona na van dos convidados, com Melinda Gebbie a bordo. Pedro Brandt, jornalista do Correio Braziliense também pegou o bonde. Terminamos a noite em um bar em Botafogo onde André Dahmer estava lançando o livro “Ninguém muda ninguém”. Comprei um dos 600 exemplares da edição que tem a capa desenhada à mão pelo artista e que custa R$78,00.

 

Quinta-feira amanhece meio nublada, dando um tempo no calor abafado e úmido. Levo mais sete livros do Quebraqueixo e mais camisetas. O movimento de clientes no estande melhora consideravelmente. Encarei uma fila grande e lenta pros autógrafos do Manara, que desenhava uma gostosa pelada (pleonasmo em se tratando de Milo) para poucos felizardos. No meio do caminho, uma mulher da produção pede desculpas em voz alta, dizendo que Manara tem um compromisso e tem que ir embora. Todo mundo ficou putaço, mas fazer o quê?

 

Pra provar que nosso estande era o mais chique e sensual, Chynthia B e Gabriel Góes foram entrevistados pelo canal Sexy Hot, por conta da revista Golden Shower, que é deveras picante.

 

Eu e o Góes adquirimos exemplares da publicação “Drink” do gente fina Rafael Coutinho. Essa é uma HQ muda feita em ótimo xérox com tiragem de 100 exemplares, numerada e assinada pelo autor.

 

Vendi tudo o que trousse de novo, isso porque tive que pedir pro Arruda e pro Mau Mau comprarem o livro no outro dia, senão tinha acabado antes. Assisti um pouco da palestra “Quadrinhos Franceses” com François Boucq e Killofer. Novamente pegamos carona na van, dessa vez acompanhados do francês Killoffer. Banho? Pra quê banho? Fomos direto pra uma festa na Rua da Carioca com som bacana até às 4h e show de dança esdrúxula do francês.

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