O ATAQUE DOS HOMENS-BANDA

março 29, 2011

Atrações internacionais passaram quase desapercebidas pelos roqueiros brasilienses nesse fim-de-semana. Três monobandas em tour sulamericana fizeram duas apresentações no DF para um pequeno público de sortudos.

Sábado no Balaio Café, o show (ou melhor os shows) de abertura ficaram a cargo do Uruguaio “The Amazing One Man Band” e do brasileiro “The Fabulous Go-Go Boy From Alabama” que se revesavam no espaço de chão que chamaremos aqui de palco. Enquanto um tocava, o outro esperava a música acabar pra começar a sua. Esse esquema foi bem dinâmico, cada um com o seu set de bateria exclusivo e extremamente reduzido. O mascarado Amazing toca bumbo, que ressoa um pandeiro preso a ele. A caixa fica em pé no chão e o pedal tem uma baqueta adaptada. Já Alabama, não usa caixa, ele simplemente pisa em uma placa de trânsito que tem um pandeiro em baixo. Além do bumbo ele usa a estante de chimbau com um “hat” em cima e um prato de condução todo arregaçado em baixo. As apresentações de ambos surpreenderam e ainda mantiveram um duelo saudavél para ver quem arrancava mais aplausos dos presentes. Amazing levou ligeira vantagem, não musicalmente, mas por sua interatividade e simpatia com os presentes.

A segunda (ou terceira?) atração da noite foi o holandês “Dead Elvis and His One Man Grave”. Sua subida (ou pisada) no palco foi precedida de músicas mecânicas de abertura, primeiro toca o tema do filme “2001” e depois o tema que encerra os shows do legítmo Elvis”. Daí aparece do nada, um sujeito alto e magro vestindo um macacão branco (sujo) com uns bordados dourados e uma máscara de caveira topetuda, encarnando (ou descarnando) o zumbi do Rei. Sim, Dead Elvis está vivo e louco pra tocar. As músicas são bem o estilo rock/country/billy e o show é engraçadão. Destaque pra música final cujo o título deve ser algo parecido com: UH! IH! AH! AH!, fazendo todos os cantarem juntos.

 

Depois do show, eu e Biu trocamos idéias com os caras. Falei com o Dead Elvis sobre a música e o clip de “Evil Elvis” do Macakongs 2099. Dei gibis do Quebraqueixo pros três e ganhei dois CDs. A única merda foi eu não ter levado minha câmera pra filmar, mas não dei esse mole na noite seguinte.

No domingo, a bagaça foi no Blues Pub de Taguatinga. Depois de uns béquis na companhia dos homens-bandas, entramos no local. Esse deve ser o terceiro ou quarto endereço diferente do Blues Pub. Estava meio vazio e desanimador, mas foi melhorando. A banda de abertura foi o “Great Munzini”, trio dos monobandas tocando em pé (inclusive na bateria composta apenas de surdo e caixa) e se revesando nas guitarras, bateria e voz. O figurino é terno, gravata, óculos escuros e turbante vermelho, e eles se consideram a maior banda de garagem da Índia. Bem divertido.

Pra fechar essa noite, Dead Elvis repete o sucesso e as piadas da noite anterior e era exatamente isso que eu queria ver e ouvir. Um pequeno grande show de uma banda-de-um-homem-só. “Dead Elvis has left the building”.

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MACAKONGS 2099 E DFC

março 18, 2011

Nessa sexta-feira rola shows do DFC e Macakongs 2099 no Cult 22 Rock Bar. Vou cantar uma musiquinhas com o Macaca pra relembrar os meus tempos de Cigano Igor.

ESFOLANDO EM SÃO PAULO

março 16, 2011

De acordo com meu cálculos, eu não pisava em São paulo desde novembro de 2008. Acho que faltava um motivo, como se precisasse um motivo para curtir a capital paulista. Quando fiquei sabendo que ia rolar show do Sick Of It All por lá, a desculpa era perfeita e tratei de armar esse bonde. Já que eu estaria ali, por que não fazer um lançamento do CD/Livro HQ do Quebraqueixo? Liguei pro Gualberto e pra Dani da livraria HQMIX e agendamos a parada.

  

Eu e a Karla chegamos na sexta-feira, depois de nos acomodarmos no hotel, fomos pra galeria do Rock, lugar de peregrinação de todos os rockeiros que visitam SP. Sábado de manhã chovia fino e quase estraga o nosso rolê na Rua Augusta. A descida é uma beleza, mas a subida de volta até a Avenida Paulista é cruel.

Sete e pouco da noite chegamos na HQMIX, situada na Praça Roosevelt, um local de boemia, cercado de bares, teatros e puteiros. Na mesma noite, o gibi “Escorpião de Prata” também estava sendo lançado e acabou trazendo mais gente pro evento. De Brasília apareceram o Didiu, Grilo e Paulo Marchetti. Foi bacana, revi uns amigos, conheci gente nova e fiz aquele business.

Lá pra meia-noite, fomos pra despedida do amigo Beavis, que passará três meses na Holanda e reuniu alguns amigos no apartamento que ele divide com o Leandro Leospa, outro truta do DF. De Brasília também estavam Bição e Salsicha. Conheci lá o super gente fina Spaguetti, antigo baterista do Ratos de Porão, que atualmente toca no Homeleess.

Domingo, batemos perna na Paulista, vasculhamos a feira de antiguidades do MASP e almoçamos num interessante restaurante de comida natural. Depois de uma descaçada, fomos pro Carioca Club. Ouvi muita gente dizer que os shows organizados pela Liberation costumam não atrasar e é verdade, às 19h, a banda local (não sei o nome, mas é meio SXE) já estava fazendo o show de abertura. Tratei de comprar logo uma camiseta oficial do SOIA, que se esgotou pouco tempo depois.

Lá trombei com outros camaradas de Brazza City: Barbosa, Gregório, Marcio, Gustavo Rosa, Ricardo, Caneca e sua mina. A segunda banda da noite foi o Cameback Kid do Canadá. A banda já havia tocado na cidade e era conhecida do público paulista. Achei legalzinha e tal. Foi o Barbosa quem cantou a pedra de que o vocalista e o guitarrista eram do Figure Four, banda fodona que tocou em Brasília e o Macakongs 2099 abriu o show em 2002 (acabei de colocar o CD do Figure Four pra rodar e eles são muito, mas muito melhores do que o Cameback Kid). O salão do Carioca Club ficava mais cheio cada minuto e no final da apresentação dos canadenses, o bagulho tava atochado.

Era grande a expectativa de todos para o show dos novaiorquinos do Sick Of It All e eles não decepcionaram. Com sorriso no rosto, a banda mostrou porque é tão amada pelos apreciadores do hardcore true. Nem parece que os irmãos Pete e Lou Koller estão nessa há 25 anos, tamanha a jovialidade que eles demonstram no palco. Redemoinhos de gente suada fizeram o expetáculo ficar mais bonito. Pena que o show foi curto, só uma horinha, mais que horinha feliz!

Esse FDS em SP foi intenso e espero não demorar muito pra voltar.

 

Estarei em São Paulo neste sábado (12/03) para o lançamento do CD/Livro HQ do Quebraqueixo. O envento será na Livraria HQMIX às 19:30. Domingo vejo o show do Sick Of It All. Segunda-feira eu tô de volta e conto como foi!

   Flyer: Didiu

Matando dois coelhos com um só caixa d’água, Muerteen presta “homenagem” ao Dia Internacional da Mulher e ao carnaval. Pela primeira vez, usei o fotoxópi nesses personagens e já que é quarta-feira de cinzas, coloquei uma corzinha pra variar.

 

ESFOLANDO O CARNAVAL

março 3, 2011

E o ano está quase começando! Carnaval em março é de lascar e pra comemorar, nada melhor que rock pra aguentar a folia. Vários eventos do gênero estarão acontecendo no DF, recomendo a programação do Cult 22 Rock Bar, com show do Quebraqueixo na segunda-feira, dia 07/03 com o Podrera. Falando no Quebraqueixo, abaixo vão links da resenha do PunkNet e do programa de TV “Banca de Quadrinhos”, que fala do QQ no bloco 2. Também tem a resenha scaneada da revista “Mundo dos Super-Heróis” N° 25(duas estrelas é “bom”, três estrelas é “Muito Bom”, duas e meia é …).

 

http://www.punknet.com.br/resenhas/mostra_resenhas.php?id_resenhas=1914

http://programabancadequadrinhos.com/