ESFOLANDO O MOTORHEAD HQ

abril 26, 2011

 No show do Motorhead sexta passada, alguns “frequentadores” do Esfolando Weblog me perguntaram se iria rolar uma resenha HQ do show. Taí! Aproveitem, porque a tsunami de shows gringos já passou e nem sei quando rolará outro evento bacana.

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FERIADO FRENÉTICO

abril 23, 2011

 

Acabei de pendurar uma pele de bateria autografa pelo trio Motorhead na parede e ouço um CD do The Skatalites ao vivo. Esses foram os souvenirs do feriadão frenético.

Na madrugada de quarta pra quinta, assistí (pela terceira vez) ao show dos sempre bons The Skatalites. Fora o lugar estar abarrotado e o show ter começado à 3h, a apresentação contagiou os espectadores. A elegância e bom-humor são marcas dessa banda, que desde 1964 rodam o mundo espalhando a alegria do ska.

 No aniversário de Brasília, a única atração das comemorações que me fez sair de casa foi o Raimundos. Banda certa para som e lugar errados. O som estava uma merda, lixo e cú e local onde o palco foi montado estava com o gramado esburacado e a poeira levanva alto com as rodas de pogo do povão. Aguardo ansioso uma apresentação da banda em lugar apropriado e com o som que eles merecem. A nota triste dos dois dias de eventos na Esplanada é que pessoas se machucaram com brigas, facadas e tiros, lamentável.

E o quê dizer do show do Motorhead no sábado? Bom pra caralho é pouco e se fudeu quem não foi! Uma hora e uns minutos na companhia de Lemmy, Phil e Mikkey valeram cada centavo. Eu já tinha visto a banda no Abril pro Rock de 2009, mas esse show em Brasília foi muito melhor. Que venham mais gringos!

 

Quando o show do D.R.I. em Brasília foi cancelado, fiquei ligado pra saber onde a banda iria tocar em outros picos. Uma das opções era Recife e depois que anunciaram que o Misfists também iria tocar no Abril Pro Rock desse ano, não tive mais dúvidas e comprei as passagens. Primeiro desembarquei em Maceió para três dias de luxo, luxuria e alta gastronomia.

Na véspera do evento, pego um ônibus para Recife às 16h, daí tudo muda drasticamente. Foram 265 km feitos em cinco longas horas, depois mais uma hora de metrô e uma meia hora de táxi debaixo de chuva até achar o mocó que tinha reservado em Olinda. A área é meio sinistrona e único lugar aberto nos arredores era um boteco safadão, sem nenhum cliente além de cães vadios (mal sinal). Desconfiadíssimo, pedi um frango à Parmegiana. Dez minutos depois, me servem uma bacia de macarronada com o frango por cima. Até que não estava ruim, mas achei exagerada a quantidade de macarrão e pensei: eu não vou conseguir comer nem metade desse espaguete, será que eles vão jogar fora? Duvido! Em quantas mesas aquele macarrão já teria passado? Foi aí que eu parei de comer, pedi a conta e rezei contra a salmonela. A chuva volta com força, tirando qualquer possibilidade de dar um rolê pelo Recife antigo. Assisto aos programas “Ídolo” e Amaury Jr. numa cama dura. Nessas horas é que me pergunto se vale a pena fazer essas coisas pelo rock.

Nada como um dia atrás do outro, amanhece um dia de sol e céu limpo. A paisagem também fica bem mais simpática e amistosa. Antes das 11h da sexta-feira, já estou batendo perna pelas ruas e ladeiras do sítio histórico de Olinda. Eu já conhecia a cidade, quando estive no APR de 2006 e apreciei suas peculiares casas, que são coladas umas nas outras e com suas fachadas cheias de cores. Como eu estava com uma caneta boa, resolvi me sentar no meio fio e desenhar na parte de trás dos marcadores de livro do “Grosseria Refinada”. O resultado sem retoques está aí.

Como paguei uma graninha extra, pude ficar descansando até às 18h na pousada. Metade da minha mochila era roupa suja, a outra era do camelô. Trouxe pouca coisa pra bagagem não pesar muito. Fiz besteira, devia ter trazido mais coisas, pois as vendas começaram ainda no lado de fora do “Xevrolê Ral”. O pessoal que veio em duas vans de Maceió comprou quase todos os meus “Esfolando Ouvidos”. Como a produção do festival recusou via email o meu pedido de credenciamento (esse blog é muito desmoralizado mesmo), também me recusei a pagar o ingresso e consegui dar o “Jump” de maneira ardilosa, só não vou contar como foi, porque pretendo usar esse truque outras vezes.

Me instalei na tenda onde o D.R.I., Misfits e o Facada estavam vendendo as muambas. O movimento era frenético, nego fazia fila pra perguntar e comprar. Reparei que Mike, o roadie do D.R.I. que estava vendendo as coisas da banda não estava muito bem. Numa hora o cara sumiu e tinha uns caras querendo (e talvez conseguindo) roubar as paradas. Daí o pessoal da tenda ficou mais esperto. Algum tempo depois aparece o Kurt, vocal do D.R.I. perguntando onde estava o roadie. Disse que ele tinha sumido e o cara fica puto. Ele coloca os quatro títulos dos CDs da banda na mesinha e eu o ajudo a vender as camisetas. Toda hora aparecia nego querendo tirar foto com ele, só que ele não estava muito afim de conversa, só queria vender as paradas. Numa dessas, ele foi tirar uma foto e roubaram um CD, ele ficou mais puto ainda. Sem falar nada, peguei um rolo de fita adesiva transparente e fui colando os CDs na mesa, ele gostou da idéia. Mike resolve aparecer segurando um algodão no pulso e com a camiseta suja de sangue. Ele se explica pro Kurt, que sai fora em seguida. Mike nos conta que procurou atendimento médico e pelo que entendi, tomou três bolsas de soro, pois estava desidratado. Em pouco tempo, consegui vender todo o meu bagulho e fico com raiva de mim mesmo por ter trazido pouca mercadoria. O Livrão de HQs do Quebraqueixo fez mó sucesso. Quem vendeu muito também foi o Violator, mostrando que tem muitos fãs no nordeste. Chegaram ao ponto de travar o merchandise, pra ter o que vender no show do dia seguinte em BH. “Viola” com moral!

Quando anunciaram o show do D.R.I., guardei minhas coisas e fui ver. Rodas gigantes de pogo se formavam a cada música, mostrando que esse talvez fosse o show mais aguardado da noite. Na última música, o baixista desceu do palco e deu uma volta grandona em torno da platéia tocando seu instrumento.

O show do Misfits foi muito melhor do que eu esperava, principalmente porque muito do público foi embora e eu pude vê-los mais de perto. Mas o trio formado por Jerry Only (único da formação original) e os ex-Black Flag Dez Cadena e Robo ainda tinham muitos fãs no local, que cantavam as músicas em coro. Apesar de muita gente torcer a cara para os vocais do Jerry Only, acho que ele canta pra caralho (ele é meio Elvis) e faz isso mascando chiclete. Uma coisa que admiro em Jerry Only é que ele é o rei do merchandise e faz da “marca” Misfits, uma das mais rentáveis no mundo do rock. Esse show foi bom pra desentalar a raiva que eu tinha por ter chegado atrasado no Festival Maquinaria (2008) e ter perdido a apresentação deles. No fim da última música, Jerry arranca as cordas de seu baixo exclusivo, dando a entender de que o espetáculo terminaria ali.

Volto pro estande de vendas e reencontro Kurt. Compro o CD “Live at CBGB’S 1984”, que custava R$40,00 , mas que ele deixou por R$20,00 e ainda autografou. Também ganhei um adesivo grandão, que o Mike jogou na minha sem o Kurt ver. Pra fechar as compras, adquiri um pôster do Misfits já autografados pelos três. Mala que sou, pego carona na van do pessoal de Maceió, fiz o longo caminho até o aeroporto em pé, já que a van estava lotada. Foram uns 25 minutos fazendo “windsurf”, isso porque o motora pisou fundo e não tinha trânsito, eu provavelmente pagaria uns R$40,00 de táxi. Seis e pouco da manhã, embarco de volta pra Brasília todo zoado, mas com o sorriso de orelha a orelha.

 E mais uma vez, o Esfolando se arrisca numa pitoresca aventura pela selva do rock. Dessa vez estive em Recife acompanhando o Festival Abril Pro Rock, onde além de fazer aquele camelô, ainda assistí aos shows do D.R.I. e do Misfits. Aqui vai só um aperitivo em comics, em breve posto uma cobertura completa, com fotos, vídeos e fofocas exclusivas que só o Esfolando Empreendimentos pode oferecer.

No próximo sábado, 16 de abril, o Quebraqueixo faz show com os amigos da banda Zamaster no Cult 22 Rock Bar. Apareçam!

ESFOLANDO O OZZY

abril 7, 2011

Quem foi ao show do Ozzy não tem muito do que reclamar, a não ser do preço do ingresso, é lógico. O tiozinho é bem loco mesmo, dispensando efeitos pirotécnicos e cenários mirabolantes, só baldes de água, jatos de espuma e uma iluminação eficiente. Com uma banda boa e uma horda de fãs, ele não precisa de mais nada. Ozzy brilha por si só!

Abaixo vai uma tentativa de fazer resenhas em HQs. Tô tentando!

Nos dias 29 e 30 de março, o quadrinista argentino Ricardo Liniers esteve em Brasília ministrando um curso de “roteiro e ilustração de histórias em quadrinhos”. Na verdade foram palestras, onde o autor das tiras “Macanudo” falou um pouco sobre o ínício de carreira e do seu processo de criação. Com seu jeito engraçado, sempre arrancava risadas dos participantes.

Eu já o conhecia pessoalmente, quando rolou o FIQ 2009 em Belo Horizonte. Ele até tinha ido no show do Quebraqueixo no “A Obra” e se amarrou no kit CD/ Livro do QQ que lhe presenteei. No outro dia foi a vez dele retribuir a gentileza, me presenteando com um livro importado feito em parceria com o músico Kevin Johansen, chamdo OOPS!.

Com o encerramento do curso, eu e alguns “alunos” levamos Liniers para beber num bar da cidade e assim finalizar sua rápida passagem por Brasília.

Acredito que alguns leitores do Esfolando Weblog esperavam uma resenha do show do Iron Maiden, lamento informar que não fui. Um dos motivos foi esse curso, os outros motivos estão na HQ abaixo.

Versão P&B com EDDIE

Versão Méquidonaudis com final alternativo