Nessa sexta e sábado (29 e 30 de julho) rola em Brasília o 14° Festival Porão do Rock. Serão 43 bandas (38 nacionais e 5 gringas) divididas em três palcos simultâneos. O Quebraqueixo toca hoje! Abaixo vai a programação completa. Os shows começam a partir das 19h, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. A entrada é franca.

Dia 29/7 – Palco Extremo – Gnomos da Jamaika, Quebraqueixo, Bruto, Ratos de Porão (SP), Angra (SP), Silent Raze e Hibria (ES). Palco Chilli Beans- Cultura & Mano, Garotas Suecas (RS), Copacabana Club (PR), Hamilton de Holanda, Cidadão Instigado (CE), Valdez e Helmet (EUA). Palco Uniceub – Marmitex S.A., The Tormentos (Argentina), Vespas Mandarinas (SP), Brown-Há, The DT´s (EUA), Raimundos e Dead Fish (ES).

Dia 30/7 – Palco Extremo – Pleiades (MG), Selenita, Red Old Snake, Eminence (MG), MoreTools, Krisiun (RS), Totem e Symfonia (Alemanha/Brasil). Palco Chilli Beans – Mary Stuart, Brollies & Apples (SP), Érika Martins (RJ), The Neves, The Dead Rocks (SP), Lucy & the Popsonics e DeFalla (RS). Palco Uniceub- Distintos Filhos, Bang Bang Babies (GO), Etno, Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Wander Wildner (RS), Bílis Negra e Jon Spencer Blues Explosion (EUA).

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Como eu ia dizendo, cheguei às 10h no Memorial para assistir o debate “Publicando na Europa”. Apesar do horário cruel, boa parte do auditório estava ocupado. Antes de chamarem os convidados, um dos apresentadores disse que haveria uma surpresa para quem ficasse até o final. Daí José Aguiar foi chamando os convidados: o francês Hervé Bourhis, o alemão Jens Harder, o brasileiro Ricardo Manhães e os italianos Fábio Civitelli Lucio Filippucci, todos acompanhados de tradutores.

Achei que muito do que os italianos falaram foi repetição do debate do dia anterior e o tempo ficou curto para os outros convidados. Ricardo Manhães é um brasileiro que publica há mais de 10 anos no mercado franco-belga e acabou que ele nem teve muito tempo pra falar. Eu já tinha visto o alemão Jens Harder no FIQ de 2009 e acho os trabalhos dele muito bons, apesar de não ter nada dele publicado por aqui. Já o francês Hervé Bourhis é conhecido no Brasil pelos livros “O Pequeno Livro do Rock” e o “O Pequeno Livro dos Beatles”. Sou muito fã desse cara, infelizmente a sua tradutora era sofrível e comprometeu seus depoimentos. Veja o video onde essa mina começa a tradução sempre com: “e na verdade…”.

Já perto do final, o cara que estava sentado a duas cadeira do meu lado saiu fora. E depois dos aplausos de despedida para os convidados, anunciaram no microfone que tinham dois vale-presentes grudados embaixo dos bancos. Corri olhar o meu, depois o do lado e justamente na que o cara que saiu estava sentado, estava o papel. Era um presente do Hervé, que tinha uma sacola exclusiva da FNAC com desenhos dele sobre músicos brasileiros (tem até do Ronnie Von), mais um livro “O Pequeno Livro do Rock” já autografado e com um desenho do David Bowie e mais uns postais e um botton do evento. Maravilha!

Depois dessa cagada, fui almoçar. No caminho, me deparo com uma passeata da “Marcha das Vadia”. Umas 300 mulheres e GLS gritavam slogans tipo:”a buceta é da mulher e ela dá pra quem ela quiser!”. Sapequei um PF e voltei pro Memorial. Fiz um rápido lançamento do Quebraqueixo junto com uns quadrinistas de São Paulo e encarei uma fila grande pra conseguir autógrafos dos italianos.

Já a fila pros autógrafos do Hervé estava tranquila. A meu pedido, ele desenhou um Joey Ramone no livro do rock e um Ringo no dos Beatles. Dei um Kit do Quebraqueixo pra ele e pedi que ele olhasse meu portifólio (eu imprimi as páginas do “Rock vs Comics” e outras HQs pra mostrar pro povo do evento) e expliquei no meu “bad english” que eram resenhas dos shows gringos que eu tinha visto e ele pareceu achar legal.

Uma das filas de autógrafos mais concorridas (só perdendo pros italianos) foi a do lourenço Mutarelli e nessa eu nem entrei porque tenho quase tudo dele autografado. Quem foi esperto e comprou os livros gringos de Jens Harder se deu bem, ele capricha nos desenhos, utilizando vários lápis de cor e demorando cerca de cinco minutos em cada livro.

 No fim da tarde, eu, o quadrinista Pedro Franz e o amigo Carlos (que vieram de Florianpólis) fomos ver o debate “Novos Quadrinistas, Novos Quadrinhos” com o Raffa, Galera, DW e Rômulo no Paço da Liberdade.

 

De lá, vazei pro hotel e descansei até meia noite. Daí fui pra festa do evento no Jokers Pub, lugar maneiro com tema de decoração de circo, principalmente de palhaços. Eram fotos antigas, roupas originas molduradas na parede e cartas de baralhos grudadas no teto.

No domingo, cheguei no Memorias às 14h. Uma tradicional feira de artesanato ocupava o Largo da Ordem de cima a baixo. Fiquei um tempo cuidando do camelô do Rafael e troquei idéia com o argentino Salvador Sans sobre Faith No More. Aproveitei pra pegar autógrafo dele no álbum “Noturno” lançado recentemente pela Zarabatana e é altamente recomendável. Também pedi para Hervé desenhar outro Joey, só que dessa vez em uma folha A4 pra eu moldurar e pendurar na parede.

Às 18h, o evento já estava de final, então trocamos a mesa do cameLô por uma mesa de um bar prôximo, onde eu, Olga, Raffa, Pedro e Carlos vimos o Brasil perder vergonhosamente para o Paraguay nos pênaltis. O frio curitibano finalmente resolveu aparecer e terminamos a noite em um bar de temática teatral perto do Teatro Guaíra. Mais tarde, Pedro e Carlos pegaram um ônibus pra Floripa, Olga foi dormir e eu, o Raffa e Daniel Werneck ficamos até 01h conversando sobre séries televisivas, rock, paternidade e lógico, sobre quadrinhos.

Na segunda-feira volto pra Brasília com a certeza de que Curitiba estará nas minhas próximas rotas de viagens. Talvez antes mesmo da Gibicon N°1.

 

Por coincidência, ontem eu fui em duas mega-livrarias da cidade à procura de um livro e não por coincidência, as duas lojas tocavam Amy Winehouse sem parar. Uma delas tinha até um pequeno “altar” com os produtos da recém falecida cantora. Hora do óbito, tempo de faturar!

 

Confesso que conheço muito pouco da obra musical de Amy, mas do pouco que ví e ouvi, me impressionaram. Sua voz poderosa, os arranjos elegantes e sua simpatia pelo Ska me fizeram gostar de sua figura icônica. Mas talvez eu (como muitos outros) gostasse mais da Amy barraqueira e escandalosa do que da Amy artista. E o que pra mim (e pra muitos outros) era diversão, pra ela talvez fosse sofrimento em praça pública.

 

Acho que pra ela, ficava impossível separar a Amy talentosa da Amy problemática, uma completava a outra. E agora, as duas se foram!

E lá foi o Esfolando em mais uma missão diplomática em nome dos quadrinhos brasilienses, se embrenhando em território paranaense para participar da Gibicon.

Desembarquei em Curitiba na quinta-feira, dia 14 de julho. Era véspera da primeira Gibicon, que na verdade é a edição n°0, pois a n°1 será ano que vem e fará parte das comemorações dos 30 anos da gibiteca cidade.

Depois de encher o bucho num fantástico restaurante natural, comecei a bater perna pela cidade. Por duas vezes, fui tocar com o Macakongs 2099 em Curitiba, mas não conheci nada pois era aquele esquema: chegar, tocar, dormir e vazar da cidade.

Como o hotel era bem no centro, caminhei por vários pontos turísticos, como a Boca Maldita, Rua das Flores, Catedral e o belíssimo Sesc Paço da Liberdade (onde algumas atividades do evento seriam realizadas). Fez sol a tarde toda e à noite não estava tão frio como os meteorologistas previram. As ruas e praças bem cuidadas e uma quantidade absurda de mulheres bonitas me fizeram pensar que Curitiba é um bom lugar pra se viver.

Na sexta-feira, acordei cedo e saí pra roletar, sem querer cheguei ao Largo da Ordem, uma rua de pedras com prédios antigos, bares e restaurantes bacanas. Um prêdio moderno, com paredes e teto de vidro me chamou a atenção. Só quando me aproximei, percebi se tratar do Memorial de Curitibal, o principal espaço da Gibicon. O lugar é simplesmente fabuloso, de cair o queixo.

Já na entrada, trombo com o Paulo Rocha, truta que conheci no FIQ de 2009. Já na sequência ele me apresentou aos organizadores do evento: Fabrizio (sócio dele na Znort!) e o quadrinista curitibano e boa praça José Aguiar (Quadrinhofilia).

Nem me demorei, voltei pro hotel pra pegar os bagulhos do Quebraqueixo. Como não rolou de fazer camelô, coloquei os livros, CDs e camisetas no estande da Itiban, que é uma tradicional loja de quadrinhos da cidade. A simpatica Mitie, dona da loja foi minha melhor compradora. Quem conseguiu uma mesinha pra colocar os produtos da Narval Comix foi o Rafael Coutinho e sua sócia Olga. Daniel Galera, roteirista do Cachalote, também ficava por ali. De vez em quando eu tomava conta do buteco.

Consegui assistir a um bom pedaço do debate TEX – CAUBÓI ITALIANO, com Fábio Civitelli e Lucio Filippucci, dois dos principais desenhistas de Tex, falando sobre o mercado de fumetti na Itália e a paixão dos brasileiros pelo personagem.

E foram aparecendo outros forasteiros. Porto Alegre foi representada pelo trio Rafael, Corrêa, Rogê e Azeitona (faltou o Mau Mau!). Azeitona trouxe o Zine Supreme, que eu não pude comprar, porque vendeu tudo. De BH, conheci o Leandro, um empreendedor de HQ digitais para IPhones e IPads e Daniel Werneck, que trabalha na curadoria do FIQ e faz o zine Pandemônio.

Às 20h, consegui dar aquela penetrada básica no concorrido coquetel de abertura da exposição A LENDA DE TEX, onde artistas de várias nacionalidades fizeram uma releitura do personagem. Todos muito bons, destaco o brasileiro Sama e o italiano Milo Manara.

Cheguei umas 23h no hotel. Tava rolando uma festa, mas o cansaço me impediu de sair. E se Deus ajuda quem cedo madruga, aguarde pra saber o que aconteceu na manhã de sábado!

ESFOLANDO EM CURITIBA

julho 14, 2011

 

Já que não tem nada rolando na cidade, o jeito é eu ir esfolar em outro lugar. Estarei de quinta à segunda em Curitiba, é que nesse fim-de-semana rola a convenção internacional de quadrinhos “Gibi Con”. Vai ter até um rápido lançamento do Livro/CD do Quebraqueixo no dia 15 (sexta) às 14h30 no Memorial de Curitiba. Dá uma olhada na interessante programação do evento no http://gibicon.com.br/!

E pro Dia Mundial do Rock não passar batido, aí vai mais um “Rock vs Comics”.

LAERTE NA UNB

julho 1, 2011

 

Quem esteve rapidamente em Brasília foi o quadrinista Laerte. Ele participaria de uma paletra na UNB e fez um bate-papo com o “Trio Samba” e Caio Gomez para o Correio Braziliense. Não deu pra ouvir direito o que eles diziam, mas as perguntas eram mais sobre suas técnicas e produção de HQs. O interessado Gomez perguntou se Laerte consulta revistas de moda, tipo Cláudia e Marie Claire pra compor o visual. Segundo as garotas Carol e Jessica, Laerte estava super fashion com uma mini-saia jeans, blusa branca e sandália baixa. No final, lhe entreguei um kit do Quebraqueixo, que ele achou, em suas próprias palavras de “lindo”. E claro, peguei um autógrafo no livro “Muchacha”.