Alguém aí duvidava que a deputada e atriz de filmes caseiros com grandes orçamentos JahMeLivre HorRoriz (PMN-DF) se safaria da cassação do seu mandato? Nós, do Esfolando Weblog tínhamos a certeza que o resultado não poderia ser outro. Queremos aqui agradecer aos 256 colegas deputados que votaram a favor seu favor e principalmente aos outros deputados que se abstiveram e os que nem se dignaram a aparecer para votar sobre essa absurda acusação quebra de decoro parlamentar. Como alguém tem a ousadia de duvidar da inocência dessa criatura? Só porque ela foi filmada recebendo vários maços de dinheiro, vem a imprensa querendo devorar sua honra. Filha de JoaQueen HorRoriz (pessoa culta com quem ela aprendeu tudo o que sabe sobre honestidade e ética), JahMeLivre HorRoriz é só mais um bom exemplo de como somos bem representados na câmara dos deputados.

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ESFOLANDO O DEATH SLAM

agosto 27, 2011

 

 

Prestes a comemorar 21 anos à frente da banda Grindcore Death Slam, o incansável Felipe CDC, separou alguns minutos de sua atribulada agenda para responder a três perguntas para esse humilde blog. São revelações bombasticas e incriminatórias. Cancele a manicure e as compras no shopping, nesse sábado você tem compromisso com o rock extremo e teimoso no Bar da Toinha.

 

Esfolando Weblog: Depois desses 21 anos a frente do Death Slam, vc deve ter acumulado uma fortuna com cachês e contratos milionários. Numa conta rápida, quanto de grana o Death Slam rendeu e onde vc investiu essa fábula de dinheiro?

Fellipe CDC: eheheheheheh. Torrei tudo com drogas, muitas orgias e porres homéricos. Outra bela fatia foi levada por advogados, pagando fianças e essas coisas que todas as “grandes estrelas” do rock fazem!!! Eheheheh. Muito boa essa sua piada!!! Vale um bom dinheiro. Quanto você quer para me passar o direito de uso e criação? Ainda sobrou muita grana de todos esses cachês!!!

 

Esfolando Weblog: Tocar no Ferrock 2010, abrindo pro Napalm Death deve ter sido um dos pontos altos da carreira do Death Slam (lembro que vc estava quase tendo um troço de tanta emoção). Cite um outro momento glamorouso e um constrangedor do Death Slam!

 

Fellipe CDC: Sim, meu nobre amigo, aquilo foi um sonho realizado. Começamos a Death Slam por causa da Napalm, tentamos fazer músicas na mesma linha (mas somos muito ruins e não conseguimos!), logo, estar no mesmo palco que os caras foi uma experiência sobrenatural! É como se o Quebraqueixo abrisse para o Suicidal Tendencies. Porra, foram vários momentos inesquecíveis, foram 21 anos de muitas conquistas e muitas derrotas, com um saldo final bastante positivo. Tivemos a oportunidade de grandes bandas brasileiras e isso foi também bastante gratificante. Tocamos com Dorsal, ROT, Krisiun, Vulcano, Torture Squad, Korzus, Ação Direta, Sextrash, Scum Noise, Corpse Grinder, Subtera e muitos outros grandes nomes da cena nacional. Constrangedor foi viajar até Uberlândia, chegar atrasado no show (porque eu pensei ter lido 5 horas da tarde, quando o evento era às 15) e não poder tocar porque a última e principal atração do grande festival já estava sob o palco. A volta para o DF foi de um silêncio sepulcral!!!

 

Esfolando Weblog: O quê esperar do Death Slam daqui pra frente? Você pretende tocar mais 14 anos e pedir aposentadoria? Se vc sair, a banda acaba?

 

Fellipe CDC: Nunca tive voz e o pouco que tenho está sumindo, mas enquanto sair uns grunhidos / latidos ainda persisto. Acredito que a Death Slam ainda vá perturbar os ouvidos do povo por mais uns anos. Temos muitas músicas novas e muitas ideias. Ou seja, quem pensou que ia se livrar de nosso barulho, pode voltar a se desesperar! Espero que a banda não acabe quando minha voz desaparecer, afinal, sou o pior músico das bandas em que toco e em todas nas quais já toquei! Logo, o pouco que faço qualquer um pode fazer e bem melhor do que o resultado obtido até o presente momento!

 

 

Esse desenho feito pelo desenhista Daniel é uma visão do futuro sobre como os integrantes do Death Slam seriam daqui a 20 anos. Como não sei quando foi desenhado, acho que esse futuro já está bem perto de acontecer.

 

 

Toda vez que eu ouço a música “Judas” da Lady Gaga, onde ela canta alguma coisa do tipo “… eu ainda estou amando o Judas baby…”, eu imagino a estrobofética cantora segurando um bebê com a cara do Rob Halford, o vocalista da banda Judas Priest. Agora, por minha causa, você também ficará imaginando essa bizarrice! Falando em Padre Judas, será que devo ir a esse show?

PUNK VS METAL

agosto 18, 2011

Esses dias, eu fiz compras de artigos de primeira necessidade, como livros, DVDs e toys. Só depois eu me dei conta de que houve um certo equilibrio entre o punk rock e o metal nos produtos adquiridos.

DVDs:

 The Big 4: Tudo nesse video é grandioso: o estádio, o público, a produção e as bandas. É tudo tão hiper, que as vezes cansa. O show do Anthrax é foda, o do Slayer é pura maldade, o do Metallica é sempre bom (a troca de guitarras em cada música é muito exibicionismo). Eu até assisti o Megadeht, mas não consigo gostar da banda.

 

 

 

 

 

Sex Pistols – There’ll Always Be An England. Eu gostei muito mais desse DVD do que do The Big 4. Esse show dos velhos punks foi gravado em 2007, na Brixton Academy, celebrando o 30° aniversario do “Never Mind The Bollocks”. O tradicional teatro estava lotado com uns 5 mil punks de todas as idades. Poucos elementos cénicos e muita energia da banda. Destaque pros extras, onde os integrantes passeiam por Londres, mostrando os lugares da infância e onde rolaram as primeiras gigs dos Pistols.

 

 

 

Livros:

Hey Ho Lets Go – A História dos Ramones. Um calhamaço divertidíssimo de quase 500 pgs sobre o Ramones. Não cheguei nem na metade, mas vai por mim, o livro é muito bom.

 

 

 

 

 

 

Eu Sou Ozzy – Ozzy Osbourne: Comecei a ler esse livro em uma livraria, dias antes do autor fazer seu show em Brasília. Confesso que fiquei surpreso com a qualidade literária do cantor. Só consegui parar de ler no fim do primeiro capítulo (que tem umas 70 pgs.), mas só fui comprar bem depois. Só irei recomeçar a ler depois de terminar o livro do Ramones.

 

 

 

 

 

Toys:

 

 

 

 

 

 

 

 

Não tem nem o que falar, o boblehead do Joey e a action figure do Lemmy ficam bem em qualquer estante.

HQ PORÃO DO ROCK 2011

agosto 10, 2011

 

Essas duas últimas semanas foram uma correria punk sinistra. Teve todo o lance de tocar com o Quebraqueixo no Porão do Rock, o que acabou gerando um monte de ensaios e uma boa dose de ansiedade. Aproveito pra agradecer pelo convite dos irmãos Sá! Na sequência veio o Overmeeting, que pelo 3° ano seguido, eu trabalho na curadoria das bandas que tocam durante o campeonato e faço a direção de palco nos dois dias do evento. Eu me amarro em fazer parte dessa grande festa que é o Overmeeting e agradeço aos meus “patrões” Rodrigo, Juninho e Renato e toda a família Over Street por confiarem em mim. No final deu tudo certo e eu me diverti horrores, tanto no Porão como no Overmeeting. Entre um corre e outro, consegui fazer essa página de resenha ilustrada com a primeira noite do Porão do Rock 2011.

Nesse sábado e domingo (6 e 7 de agosto) rola o 9° Overmeeting, tradicional campeonato de skate Downhill na Ermida Dom Bosco (Lago Sul). As competições começam a partir das 9h e os shows com bandas da cidade começam às 12h O Quebraqueixo toca no domingo. Confira a programação abaixo e não esqueçam do protetor solar!

Dia 6/8 (sábado)

12:00 – Banda 6025

13:00 – Passo Largo

14:00 – Rebel Shot Party

15:00 – Bílis Negra

16:00 – Paralelo Blues

17:00 – PREMIAÇÃO DO CAMPEONATO

Dia 7/8 (domingo)

12:00 – Gaya

13:00 – Uma Raiz

14:00 – Valdez

15:00 – Surf Session

16:00 – Quebraqueixo

17:00 – PREMIAÇÃO DO CAMPEONATO

19:00 – show de encerramento com Brasucas

Dizem que o Porão do Rock é o maior festival de música independente do país, talvez seja mesmo. A estrutura é grandiosa, o número de atrações é enorme e a quantidade de público é bastante respeitável.

Nos dias 29 e 30 de julho, o PDR apresentou 43 atrações (cinco internacionais) para um público de 35 mil na sexta-feira e 15 mil no sábado. A discrepância de público podem ser justivicadas por dois fatores: as atrações de maior apelo na sexta e a canseira provocada pela distância entre os três palcos talvez tenha afastado o público no sábado. Vou te dar o papo: é preciso preparo físico para aguentar a maratona dos dois dias!

Foto: Amaranta Reis

O Quebraqueixo foi a segunda banda a tocar no Palco Extremo no primeiro dia. Os portões do festival foram abertos havia pouco tempo. Mesmo assim, devia ter uns 300 muleques cheios de energia que agitaram muito dentro do Ginásio Nilson Nelson. E no fim das contas, o que vale não é quantidade e sim, a qualidade do público. E se eu achava que tinha tocado pra pouca gente, fiquei supresso ao ver que tínhamos tocado pra muito mais gente que a grande maioria das bandas do sábado.

A banda à seguir foi o Bruto, que não ví pois estava usufrindo da meia hora de camarim a que tínhamos direito. Depois foi a vez do Ratos de Porão lotar o Ginásio. Já ví um monte de shows do RDP e sempre foram exelentes e esse não podia ser diferente. João Gordo contou sobre o primeiro show do Ratos em Brasília em 1986 onde levaram uma chuva de catarradas. Lembrei do show deles no Porão de 2001, onde João Gordo estava enorme e usando uma bengala. Ele fez o show sentado em uma cadeira e poucos meses depois, teve o piripaqui que quase o matou.

O grande duelo da noite foi Raimundos contra Helmet, que tocaram em palcos diferentes no mesmo horário. Pela quantidade e animação do público, o Raimundos fez a banda americana comer poeira. Ví os primeiros 15 minutos dos brasilienses sentindo uma forte tentação em ficar até o final, mas como já tinha visto uns 200 shows deles (e espero ainda ver outros 200), fui ver o Helmet. Tive a mesma impressão, quando os ví tocar no Goiânia Noise de 2008, um som arrastadão e com guitarras bem zoadas do comunicativo Page Hamilton. As últimas músicas do set eram as mais conhecidas e fez a platéia se agitar mais. Com o fim da apresentação, voltei pro palco do Raimundos e ainda peguei duas músicas finais. Com certeza, eles tiveram o maior público de todo o festival.

Quase 04h quando o Dead Fish subiu ao palco pro encerramento da primeira noite do Porão e ainda tinha bastante gente para ve-los tocar. João Gordo até tentou ver o show dos caras, mas a todo momento era importunado por marmanjos querendo tirar fotos com ele e acabou saindo fora com aquele jeitão de irritado. Eu mesmo gostaria de ter ficado até o final, mas só assisti uns 20 minutos antes de cair fora.

Depois de ficar bodado o dia inteiro e de passar gelol no pescoço e panturrilhas, cheguei quase às 22h no segundo dia do PRD. A visão era desoladora, poucas pessoas circulavam no espaço enorme e só um muvuquinha em frente aos palcos externos. O que tinha mais gente era o Extremo, mesmo assim, cerca de metade (pista e arquibancada) do Ginásio estava ocupado. Ele só ficou com uns 80% cheio no show do Krisiun.

Eu realmente não sei se gosto desse esquema do Porão ter três palcos tão distantes um do outro. E é aquele lance de você estar vendo um show e estar perdendo outros dois. Como nesse dia eu não tinha grandes favoritos, fui pingando de palco em palco.

Ví o final da apresentação da sempre charmosa Érica Martins; as três primeiras músicas do ébrio Wander Wildner; um pedaço do show desgracento (isso é um elogio) do Moretools; um pouco do “surf billy” do Dead Rocks; um pedação do som malíguino do Krisium (dava pra sentir a maldade no ar); duas músicas da “dupla trio” Lucy and the Popsonics (a Fernanda jogando um CD pro público foi hilário). Nesse rolê, devo ter andado uns 5KM.

Um show que eu nem tava botando muita fé, mas que me surpreendeu foi a da formação original do Defalla. Edu K é certamente um melhores frontmen do rock brasileiro, utilizando todos os espaços possíveis e impossíveis do palco. O seu jeito punkpopglam acaba ofuscando o restante da banda, mas acho que eles nem ligam.

Quem fechou a conta do festival foram os americanos do The Jon Spencer Blues Explosion com um gran finale apoteótico. Agora é esperar pelas surpresas que o PDR 2012 nos reserva.