REDSON, O LUTO E A LUTA

setembro 30, 2011

 

Muitos ficaram tristes na terça-feira passada ao saberem da morte do cólerico pacifista Redson no dia 27 de setembro. Esse pioneiro do punk no Brasil automaticamente desfalca um time de poucas estrelas (mas de primeira grandeza) do cenário punk/HC nacional. Nossos principais representantes estão fazendo 30 anos de carreira e 50 anos de idade. E eu pergunto: quem serão seus sucessores?

 

Tenho certeza que muitos dos que gostam da banda passaram algum tempo ouvindo seus vinis, CDs e arquivos digitais nessa triste terça em reverência ao herói morto. Também tenho certeza que ao ouvirem as músicas e cantarem juntos as letras, muitos sentiram aquela sensação de revolta positiva de querer mudar as coisas. Isso ficava muito mais evidente ao vivo, dava pra sentir a reação de catarse no público.

 

Fiquei lembrando dos shows do Cólera que ví, das vezes que tive a oportunidade de trocar umas palavras e idéias com ele. Posso até tirar uma ondinha, eu e a Karla vimos o show deles no Abril Pro Rock de 2006 e dias depois, vimos Redson fazer um show tributo ao The Clash num boteco do Recife Antigo, coisa fina.

 

Fiquei pensando em homenagea-lo com um desenho pro Rock vc Comics e saiu essa parada tosca aí. Quase desisti de postar, mas ouvir Cólera sempre nos dá coragem e a intenção é que vale. Ele se foi, mas seu legado permanecerá, pois sua mensagem é atemporal, universal e espero que guie as próximas gerações.

TRÊS ANOS ESFOLANDO

setembro 26, 2011

 

Bota fé que esse bloguezinho fuleiro tá fazendo 3 anos de funcionamento hoje? Tomei um susto quando ontem eu fui olhar uns arquivos antigos e descobri a data da primeira postagem era 26 de setembro de 2008.

 

Essa última semana foi punkcorredoido e nem tive tempo de preparar nada, quem sabe se no ano que vem role de fazer uma festinha e tal. Por enquanto fiquem com mais um epsódio de Rock vc Comics, dessa vez estrelando Judas Priest e Whitesnake.

ESFOLANDO O JUDAS PRIEST

setembro 17, 2011

Eu tinha minhas dúvidas se queria realmente ver esses shows, primeiro que nem curto muito as atrações e segundo o “investimento” no ingresso. Uma coisa eu sabia: as duas bandas são grandes nomes rock internacional e no caso do Judas Priest, a curiosidade em ver, mais que ouvir o espetáculo era um fator a ser considerado. Daí pintou aquela “credencial amiga” (valeu Herman e Wilsinho) e lá fui eu curtir um heavy metal roots.

A demora em colocar as mãos na pulserinha fez com que eu perdesse quase que o show inteiro do Whitesnake. Só ví as duas músicas finais, então é melhor eu não falar nada. Já do Judas…

Logo após o término do show da “Cobrabranca”, um enorme pano desce da estrutura do palco com a logomarca da última grande tour do Judas Priest entitulada “Epitaph”. Dava pra saber que atrás daquele pano, tinha um monte de gente correndo pra arrumar o cenário onde o Padre Judas se apresentaria. Deve ter demorado uns 30 minutos, depois começou uma música mecânica tipo orquestrada fazendo os metaleiros se agitarem. A música acaba e a banda começa a tocar, o pano cai e um monte de mãos fazendo chifrinho e máquinas fotográficas são levantadas. O cenário se revela com tudo o que um pedacinho cafona do inferno deve ter : panos de projeção, correntes, raio laser, fogo, fumaça e lógico, cinco sujeitos tocando rock pesado em bom volume.

Precisa dizer que o sexagenário vocalista Rob Halford é o que chama mais atenção? É, o cara tá nessa há mais de 40 anos não é a toa. A cada música que passa, Rob desfila um figurino diferente, cada modelito no melhor estilo metal-sadô-fashion. Até na bandeira do Brasil ele se enrolou, definitivamente o verde e amarelo não combinam muito com o seu visual, mas um pequeno trecho do hino nacional inserido num solo de guitarra ficou bacana.

Ir a um show do Judas Priest e não ficar pra ver Rob entrar de motoca no palco é um sacrilégio. Quem foi embora antes do fim do show em Brasília tem mais um motivo pra ficar puto consigo mesmo, deixou de ver o vocalista cair no palco com sua pesada Harley Davison. Tá, não foi um tabaco que merecece a manchete: ” acidente motorciclistico envolvendo astro do rock internacional”, mas foi um tombinho bacana, tipo cereja do bolo e que não fez Rob Halford perder a pose. Veja a filmagem que eu fiz dele caindo.

Pra quem gosta de heavy metal clássico, essa quinta-feira foi memorável, já pra quem não é lá muito fã, essa noite foi no mínimo interessante.

 

FDS cheio de showzinhos maneiros por aqui. Nessa sexta-feira, o Esfolando Weblog recomenda mais uma edição do Coletivo Caga-Sangue com as bandas de São Paulo: Test e Leptospirose. Abertura fica a cargo das brasilienses Terror Revolucionário, Murro no Olho e Subterror. A bagaça rola a partir das 21h, no Cult 22 Rock Bar.

 

Já no sábado e domingo, é a vez do duo carioca Chapamamba fazer sua mini tour pelo DF. Primeiro no Balaio Café (201 Norte) às 22h. No domingo eles tocam às 18h no Bar do Kareka (Taguá Norte).

 

 

O Chapamamba é um projeto do meu chapa Stêvz, talentoso quadrinista de Brasília que mora em RJ. Além dos shows, Stêvz aproveita sua passagem pela cidade para divulgar sua mais recente grafic novel “Aparecida Blues”, feita em parceria com o roteirista (e também chapa) Biu. Uma história em quadrinhos inusitada, cheia de música e surdez. Aprovado!

 

Enquanto as próximas atrações gringas não chegam por aqui, vou retrocedendo no tempo e fazendo as resenhas em quadrinhos ROCK VS COMICS de shows que rolaram no ano passado. Não fiquei satisfeito com o desenho do Jello, o cara é muito difícil de fazer. Outra hora eu tento de novo. Depois tem a sessão FESTIVÁRIOS com o Ferrock, festival importantíssimo aqui do DF, que troxe atrações internacionais de peso e soube valorizar a cena local.