A sensação desse domingo (30/10) é o lançamento do Calendário Pindura 2012 e de outras publicações bacanas no Mercado Cobogô (704/705 N) a partir das 14h. Levarei minhas paradas pra lá, inclusive as poucas revistas Tarja Preta #7 que trouxe do Rio. Vá e leve dinheiro!

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Pela segunda vez, o Esfolando Empreendimentos marca presença na Rio Comicon. Difícil dizer qual das duas foi a mais divertida, pra quem gosta de HQ, esses eventos são tipo (dependendo do grau de nerdice) a Dineilândia ou Las Vegas. Foram quatro dias de trabalho, risadas, reencontro de amigos, novas amizades e principalmente muitos quadrinhos.

No quinta-feira (20/11), fui dormir às 02h, acordei às 06h, cheguei no Rio às 10h e fiquei duas horas no Frescão (antes que pensem maldades, esse é o ônibus que faz o rolê entre os aeroportos e tem o ar condicionado que parece um freezer) vendo feias e belas paisagens de RJ. Desci de frente pra praia carregando 18 kg (balança do aeroporto) de papel na bagagem de mão e mais uma mochila de uns 5kg nas costas. Andei pouco mais de um km num solzão bala até o hotel. Depois do almoço e de um rápido descanço, cato um baú (sem frescura) e chego na belíssima Estação Leopoldina às 15h. O local é uma antiga e inativa estação de trem que abriga eventos de grande porte. Eu não tinha credencial e muito menos queria pagar ingresso (R$10 a meia), então todo dia eu consegui entrar sem pagar de um modo diferente. Nesse primeiro dia, eu liguei pro LTG e ele ia mandar o Goes levar uma credencial de outra pessoa pra eu entrar, mas quando eu estava esperando, ví que o segurança tava dando bobeira e passei por ele fingindo que estava falando no celular em inglês.

Logo encontro os amigos Dependentes da Samba (Goes e LTG), Beleléu (Stêvz, El Cerdo, Lafa e Arruda), Golden Shower (Cynthia B) e Prego (Alex), todos juntos em mesas de papelão. Ao contrário do ano passado, ficamos no lado de fora, na plataforma de embarque do cemitério de trens. Teve o lado bom e o lado ruim. O ruim era que, quem entrava, passava por vários estandes e pela Livraria Travessa e já deixava um bocado de grana por lá e quando chegavam no nosso pico, já estavam descapitalizados. O lado bom é que estavamos ao ar livre (dentro era uma estufa) e tínhamos um vagão inteiro pra usar de depósito, lounge e fumôdromo. Nesse primeiro dia, o movimento foi meio fraco, mas promissor.

Nosso estande estava cheio de novidades, lançamentos da Kowalsky 2, Aparecida Blues, Golden Shower 2, Prego 5, DVD “O Ogro” do Márcio JR, a “1000” do Gerlach, “Não Fui Eu” do André Valente e de mais uma cabeçada que deixava seus gibis por lá. Só eu que estava sem nada de novo, só com o Quebraqueixo que tá fazendo quase um ano de vida.

Encontrei o mestre Jô Oliveira, que me apresentou o genial Edgar Vasques que estava lançando o Cidade Ilustrada sobre Brasília, livro lindo que todo brasiliense deveria ter. Além de autografar, ele fez uma caricatura minha. Em uma outra mesa, Peter Kuper estava sozinho, com seus livros gringos pra vender. Peguei autógrafos nas duas adaptações do Kafka que ele desenhou e ainda comprei um pequeno de capa dura maneiríssimo. Depois fui avisar os camaradas, que correram e compraram quase tudo, inclusive as edições grossas do Spy vs Spy.

Lá pelas 21h, nego encerrou as atividades e enchemos três taxis. Fomos pra festa Jazz na Taverna em Copacabana, onde rolou até um showzinho com um trio de jazz bacana. A casa encheu rápido, ficou difícil de andar e respirar com tantos cigarros acesos. Passava das 02h quando caí fora a pé com o lider El Cerdo, Livia, Goes e André Valente.

Na sexta-feira, o dia estava lindo, fui pra praia perto do hotel (acho que é Arpoador). Entro no mar gelado, com corrente forte, levo uma rasteira na primeira onda, na segunda ralo meus joelhos na areia e tomo um golão de água cheia de coliformes. 20 segundos de mar e já estou satisfeito. Cato o baú pra Leopoldina e chego ás 14h. Antes de ligar pra algúem, verifico a entrada lateral, mó movimento, daí entro pela saída da exposição de Will Eisner. Todos os dependentes estão com aquela cara amassada de ressaca. As vendas vão melhorando.

(foto Livia Jacome)

O argentino Liniers nos faz uma visita, mostro pra ele minhas HQs do Rock vs Comics, especialmente a primeira que eu fiz quando ele esteve em Brasília e eu não fui no show do Iron Maiden pra ver sua palestra. Outras celebridades dos quadrinhos passaram por nosso estabelecimento comercial, como Marcelo Campos (criador do personagem Quebra-Queixo) e Denis Kitchen (quadrinista e editor americano gente finíssima) que ganharam o Livro HQ/CD do Quebraqueixo.

Mais tarde, Gomez, Ilustróide e Sarah aparecem trazendo o Calendário Pindura e acabando com o suspense dos participantes que se encontravam no local. O Pindura 2012 ficou lindão e será lançado em Brasília na tarde do dia 30 de outubro no Mercado Cobogô (704/705 N).

Pego os autógrafos de Ludovic Debeurme, que também me desenhou na folha de rosto de seu belo livro tijolo “Lucille”. Rafael Coutinho assinou seu incrível álbum “O Beijo Adolescente”, essa HQ originalmente feita pra web ganhou versão foda em papel. já lí e aguardo ancioso a 2° temporada.

Os Dependentes descobrem um gibizinho infantil gratuito no quiosque de uma marca de empadas que eram vendidas no evento. Nego esculhambou a inocente revistinha e a transformou numa profana publicação cheias de sexo e maldade. “A turma do Pembadinho” caiu na graça do povo e foi considerada a melhor HQ de toda o Rio Comicon. Apenas 10 exemplares foram xerocados e um deles chegou a alcançar a exorbitante quantia de R$80,00.

Aproveitei um dos momentos de bobeira pra olhar a exposição “DC Comics 75 Anos”. Grandes painéis com as capas de revistas clássicas e cenas de ação com seus principais personagens cobrindo uma parede de mais de cem metros no lado externo.

Quase 22h quando fechamos nosso estabelecimento comercial, dessa vez um pouco mais animados com o volume de vendas. Partimos pra loja La Cucaracha onde estava rolando o lançamento da fumegante revista Tarja Preta #7, da qual faço parte com um HQ de cinco páginas. Também estavam presentes outros colaboradores: Arnaldo Branco (o pai do Capitão Presença), Fábio Lyra, os Danies (Paiva e Juca) e o anfitrião Matias Max. Depois de muitas pizzas, o cansaço bateu em todo mundo e aos poucos fomos nos despedindo. Meu hotel era ali perto e voltei andando às 02h.

ESFOLANDO EM RJ

outubro 19, 2011

Tô indo pra RJ participar da Rio Comicon com meus amigos dos “Quadrinhos Dependentes”! Vai rolar várias arruaças, festas e lançamentos. Quem estiver na área, veja a programação da OFF (desenho foda do Goes) e cai pra lá!  Adios!

Mais uma do Rock vs Comics versão nacional com Marcelo Nova. Desenhando devagar, quase parando…

ESFOLANDO O MARCELO NOVA

outubro 12, 2011

Toda vez que tem um bom show em um certo pub irlandês de Brasíla me dá um desânimo, acho o local desconfortável e com o palco baixo, mas pra ver o show do Marcelo Nova, eu fiz esse sacrifício. E o sexagenário baiano mostrou que ainda é bom de rock. Em quase duas horas de show, ele apresentou músicas de sua antiga banda, o Camisa de Venus e músicas em parceria com Raul Seixas, além de seu repertório solo, incluindo músicas novas.

A banda que o acompanhava parecia um pouco desentrosada, principalmente o baterista, mas não chegou a comprometer. Já o jovem guitarrista que é filho de Marcelo (“saiu de meus testiculos”, disse o pai) tem futuro promissor. Tenho quase certeza que o baixista é o irmão do Kiko Peres, e se for, não sei se ele é da banda mesmo ou estava só quebrando um galho. Marceleza não fez corpo mole e tocou sua guitarra acústica mais da metade do show.

Apesar do aperto, calor e fãs chatos gritando o nome das músicas, o show foi bacana. O melhor mesmo eram as pérolas de sabedoria que o roqueiro proferia entre uma múisca e outra. Destaque também para os novos arranjos para os clássicos do Camisa de Venus, não são melhores que os originais, mas surpriendem e dão um ar renovado ao repertório.

Nos palcos desde 1980, Marcelo Nova ainda tem bastante fôlego e língua afiada pra continuar por mais uns bons anos. Espero que ele volte a tocar em Brasília em breve, mas em um lugar mais apropriado.

 

Nessa onda de fazer resenhas de shows gringos e festivais em formato de HQs, senti a necessidade de também abrir espaço pros shows nacionais, principalmente das bandas clássicas de punk e HC que aportarem por aqui. A inauguração do PUNKLASSICS fica a cargo do Olho Seco, que domingo passado fez uma apresentação memorável em Brasília.

Sem tocar em Brasília desde 2000, a banda paulista Olho Seco quebrou o jejum nesse domingo (02/10/2011) no Mercado Cultural Piloto. A de se dizer que o local é deveras pitoresco e interessante, e que se depender do produtor Grilo, tem tudo pra se transformar numa boa alternativa de espaço pra shows no DF.

Entrei quase no fim do show do Terror Revolucionário e não ví a abertura com o Prisão Civil. Entre uma banda e outra, o convidado especial Ariel (punk seminal do movimento no Brasil e que fez parte do Restos de Nada, Inocentes e está na ativa com o Invasores de Cérebros) recitou poesias e letras de temática punk do zine “Cadernos da Sarjeta”.

O show tinha que terminar cedo, pois o pessoal das bandas de São Paulo tinham que pegar o avião às 22h. O trio Agrotóxico sapecou seu set para um público animado, onde muitos já conheciam a banda. Rolou aquele pogo nervoso e até uma punk girl até pagou peitinho no palco (infelizmente não temos imagens).

O Agrotóxico sai do palco para um breve descanso e 2/3 da banda volta para acompanhar o veterano vocalista Fábio no show do Olho Seco. E o show é aquilo que se esperava: todos os clássicos sendo cantados em coro por novos e velhos punks, muita animação e não faltaram homenagens ao falecido Redson, que fez parte da formação inicial do Olho Seco, gravando os discos “Grito Suburbano” e “Botas, Fuzis, Capacetes”.

PS: todas as fotos por Thiago Barbosa