A alegria contagiou muitos corações no domingo passado, com a revoada do Little Quail and the Mad Birds em Brasília. Coube à produção do Rolla Pedra, aninhar os passáros malucos em seu 15° Drops e dar o pontapé inicial nesse 1° encontro anual da banda.

Cheguei cedo pra ver a passagem de som do LQMB e poder trocar umas idéias com os caras e ver como estavaa estrutura do evento. Como sempre, a produção do Rolla Pedra mandando super bem.

O evento começou com o Nomes Feios, doidos da Cidade Ocidental que estava desativados há um tempão, mas não pareciam enferrujados. De Uberaba (MG) veio o quarteto D.C.V., banda de pessoas bacanas tocando rock bacana. Sem falsa modéstia, o show do Quebraqueixo foi bom, com muitas rodas de pogo e caneladas. Aproveitei um intervalo entre as músicas para contar ao público, que Berma (is a monster), batera do QQ, foi da primeira formação do Little Quail. Também contei que, antes disso, Zé Ovo foi baixista do Sans Cullotes, banda formada por mim, Berma e Rodolfo (ex-Raimundos) e que depois mudou de nome para Royal Street Flesh.

Foto: Mariana Létti

Não ví, só ouvi os shows do Galinha Preta e do DFC, porque eu tava fazendo camelô na lateral do palco, mas a reação do público pras duas bandas foi ótimo e todo mundo sabe que não tem show ruim com esses caras.

Quando o Little Quail começou a tocar, guardei as muambas e fui prestigiar os clássicos da banda. Zé ovo estava atacado, soltando farpas de seu modo engraçado contra seus (ex) companheiros. A melhor foi a da descoberta de seu primeiro pentelho branco e reflexões sobre a velhice. Codorna stand up total. O show terminou com amigos no palco, fazendo coro no 1,2,3,4 (assista o video) e meet and greet no backstage. Com o fim da festa, fica a promessa de ano que vem, os caras voltarem. Aguardemos!

http://www.youtube.com/watch?v=Jl52RjUV0CQ&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA&index=2&feature=plcp

Na segunda-feira, assisti uma sessão para convidados do documentário “Geração Baré-Cola – Usuários de Rock”, na casa do diretor Patrick Grosner. Também estavam lá: Bacalhau, Alf, Berma, Cleon e seu filho e umas meninas. O filme ainda não está totalmente finalizado, mas posso adiantar que está muito bom e vai surpreender muita gente. Aguardemos 2!

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Já tá todo mundo sabendo, né?

Exatamente um mês após o show do Bob Dylan em Brasília é que eu apareço com esse ROCK (FOLK) VS COMICS. Eu não preciso dar satisfações do meu atraso, mas além das viagens pro Metal Open Air e Virada Cultural (os próximos ROCK VS COMICS), fiz umas ilustras pro encarte do novo CD de uma banda mó legal de Brazza City, mas isso ainda é segredo.

A última vez que o Suicidal Tendencies veio ao Brasil foi em 2008 e na ocasião eu aproveitei para vê-los nos festivais Maquinaria (SP) e Porão do Rock (DF). Quando anunciaram as datas pra essa mini-tour por aqui, fiz pesquisas e cálculos para decidir onde irir assisti-los. Na minha bizarra logística (essa palavra já tá enchendo!) decidi que iria na Virada Cultural de São Paulo, que tinha o problema de ser gratuito (sim, isso pode ser um problema!), mas tinha outras atrações interessantes para ver.

Cheguei às 15h do dia 5 de maio. Herman tinha chegado mais cedo e ficou me esperando no Aeroporto de Congonhas. De lá pegamos um baú e o metrô até a estação República e fomos à pé até o hotel. O centro da cidade estava movimentado e as ruas começavam a ser bloqueadas, impedindo a passagem de carros. Vários postos policiais estavam montados, o que era um bom sinal. Praticamente em cada esquina, haviam mapas com a programação do evento estampados em grandes totens e mapas de papel eram distribuidos ao público, dando indícios que a produção era de alto nível e que muito dinheiro estava sendo gasto.

Quando eu reservei o hotel, sabia que o Palco São João era perto, mas não tão perto. O hotel ficava literalmente ao lado palco e da janela do quarto, dava pra ver toda a estrutura e backstage. A menos de 500 metros dali, ficava o palco da Barão de Limeira, local onde rolariam shows importantes.

(Foto tirada da janela do quarto, o quadrado azul é o teto do Palco São João.)

Ainda conseguimos dar um rolé na lotada Galeria do Rock antes que ela fechasse. A medida que escurecia, mais pessoas tomavam as ruas. Em dias normais, essa região é desaconselhável de se frequentar à noite, mas a Virada Cultural é uma ocasião especial e durante 24 horas, pessoas de todas as idades e classes sociais recomquistam o espaço que lhes foi tirado pelo medo, pela violência e pelo crack.

O 1° show bacana foi o rock chicano da banda americana Tito y Tarantula. O bandleader mexicano Tito Larriva é conhecido por suas músicas em trilhas sonoras de filmes dos diretores Robert Rodriguez e Quentin Tarantino.

Dei mole e perdi o começo do show do Man Or Astro Man? e acabei tendo que ver o show meio de longe. A rua estava lotada e ó público demonstrava sinais de hipnose com o surf rock punk sci-fi da banda. Acompanei detalhes do palco pelo eficiente telão, mas não resisti e fui avançando aos poucos em direção ao palco. Show bom e de graça é assim, tem que driblar uma cabeçada pra ver melhor. Por incrível que pareça, eu já tinha visto a banda em Brasília em 2000 ou 2001 tocando no Teatro Garagem do SESC, mas não lembro de ter me impressionado tanto.

Meu objetivo nessa viagem era ver o Suicidal Tendencies que tocaria às 09h30, então fui dormir ao som do Os Mutantes que entrava pela janela do quarto no 20° andar (o último) até as quatro da matina. Às 09h, uma multidão já aguardava o ST na frente do palco e eu comecei a me arrepender de não ter ido ver a banda tocar em BH ou Santos. Esse barato poderia ter saido caro, mas é agora que a emoção acontece. Ví que a área de imprensa estava bem vazia e falei pro Herman que tentaria achar alguém conhecido ou da produção. Eu tinha solicitado credenciamento, mas como sempre acontece, foi negado. Não custava tentar uma abordagem mais física, daí cheguei pro segurança que tomava conta do primeira entrada e joguei o seguinte caô: “Bom dia! Eu sou de Brasília (acredite, isso pode causar reações adversas) e solicitei credenciamento de imprensa, mas não consegui falar com ninguém da produção!”. O segurança me apontou um outro segurança que ficava na segunda e última entrada e disse: “Fala lá com aquele cara pra ver se ele chama alguém pra conversar com você!” e deixou a gente entrar. Segui firme e forte já pensando em que é que eu ia dizer, mas o segurança nem tava me vendo chegar. Só quando eu tava bem perto é que o sujeito olhou pra mim e eu só disse”Bom Dia!” e entrei sem dar satisfações, o Herman veio na sequência e fez a mesma coisa. Parei na frente do palco, meio que não acreditando, dava vontade ir rir alto, mas me contive.

(Suicidal maniacs minutos antes da invasão) 

A área de imprensa encheu mais um pouco, mas ainda tinha bastante espaço. Acredito que pelo horário e pelo estilo da banda, muitos jornalistas nem se deram ao trabalho de comparecer, o que foi um grande vacilo profissional. Se queriam notícia, a notícia estava ali. Quando o Suicidal entrou no palco, cerca de 20 mil “cycos manos” começaram a se agitar e no início da primeira música (You Can’t Bring Me Down), as grades de proteção foram abaixo. Uma horda de suicidal maniacs invadiu a área de imprensa, daí ficamos realmente imprensados. Você acha que a banda se importou? Os caras estavam se amarrando em ver o que o som deles era capaz de fazer. Pra quem ainda não viu, esse é a filmagem que fiz no começo so show e tem quase 900 visualizações (atualizando: + de 1800).

http://www.youtube.com/watch?v=hABaVqU1Pzk&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA&index=1&feature=plcp

Por pouco não aconteceu algo mais grave, mas com certeza algumas pessoas se machucaram. Os seguranças ficaram abobalhados sem saber o que fazer. Tive que me reposicionar mais à esquerda do palco e perdi um bom campo de visão, mas ainda estava bem perto do palco. Depois da invasão, o próximo obstáculo dos “pisicos” era chegar em cima do palco, foi aí que a qualidade do show piorou significantemente. Uma barreira de seguranças ficaram na beira do palco tentado impedir que os mais afoitos conseguissem subir e acabava atrapalhando o público de ver a banda tocar. Sem saber lidar com a situação, alguns seguranças utilizavam violência e em troca recebiam cusparadas certeiras. Percebi que o pessoal da organização cogitava cancelar a apresentação, o que poderia resultar em tragédia com todo aquele povo revoltado. Do meio pro final do show, público e seguranças deram uma tregua e foi tolerado stage dives nos PAs que estavam no chão. O show durou pouco mais de uma hora, terminando com a clássica “Pledge Your Allegiance” com o coro gigantesco gritando “ST” pela Avenida São João. Se esse não foi o melhor show do Suicidal que ví (o do Gran Cicular em 1997 foi o “the best” até agora), pelo menos foi o mais tenso e perigoso, portanto especial.

A minha “virada” por São Paulo estava chegando ao fim. Eu e Herman pegamos nossas bagagens minimalistas no hotel e ainda vimos um pedaço do show do Defalla, com o sempre insano Edu K. Fomos de metro até a estação São judas e  pegamos um taxi pro aeroporto. Lá trombei com os caras do Galinha Preta, que tocaram na Virada às 01h no Palco MTV e me disseram que foi bacana.

O avião decolou às 16h, o que no total deram 25 horas em solo paulista. No geral, o saldo foi bem positivo. Ví shows legais, reencontrei amigos e passei fortes emoções. Eu só presenciei uma pequena parcela desse gigantesco evento que se estendeu por muitos pontos da cidade, mas do que eu ví, posso dizer que a organização foi bem feita e de alta qualidade. Se eu volto nas próximas Viradas? Acho que sim, vai depender da programação e da disposição de encarar um evento grátis grande como esse!

Assistir a um show do Suicidal Tendencies às 10h é o verdadeiro café da manhã dos campeões. Tô enrolado de tempo, mas em breve posto a resenha completa da Virada Cultural de São Paulo. Fiquem aê com início tumultuado do show do ST, com os suicidal maniacs invadindo a área de imprensa.

http://www.youtube.com/watch?v=hABaVqU1Pzk&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA&index=1&feature=plcp

Desde de que voltei do Maranhão, sentia os efeitos da abstinência de um show bem barrulhento pra desentalar aquela zica. Meu tratamento começou no sábado (28/04) com o show do Hillbilly Rawhide, banda curitibana de country rock que se apresentou no Drops Rolla Pedra, realizado no Museu Nacional.

Mais tarde, naquela mesma noite, fui parar no Cult 22 Rock Bar, onde a temática da noite eram bandas femininas ou feministas. Ví alguns pedaços dos shows da brasiliense Rebel Shot Party, das goianas do Girlie Hell e das paulistas do Dominatrix. A tensão hormonal pairava no ar.

Essas foram apenas medidas paliativas, a cura mesmo, só fui encontrar na Ceilândia, durarnte o show que o Ratos de Porão fez ontem no Ferrock.

assista o video

http://www.youtube.com/watch?v=bpj-GYtY724&feature=bf_prev&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA