ESFOLANDO O NORDESTE

abril 27, 2013

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Já voltei da mini tour de lançamentos do ROCK vs. COMICS no nordeste. Uma semana intensa que começou em Recife durante os dois dias do Festival Abril Pro Rock onde finalmente pude ver um show do Dead Kennedys. Também vi a consagração do hardcore brasiliense nas mãos do DFC, quem estava lá sabe do quê estou falando. Depois parti pra Maceió, onde fiz um lançamento bacana, graças ao apoio firmeza do pessoal da Sirva-se Cultura Alternativa, Carlos Peixoto, Casa Do Yuri e mais um monte de gente legal que apareceu lá. Depois conto tudo como foi! Gracias!
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Hoje começa a mini-tour do ROCK vs. COMICS no nordeste. Nos dias 19 e 20 (sexta e sábado) estarei em Recife onde venderei minhas muambas no Festival Abril Pro Rock, no estande do DFC. No dia 23 (terça-feira), o lançamento é em Maceió.

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(Tetris gigante na Av. Paulista)

Depois do Lollapalooza, fiquei a semana de bobeira em São Paulo. Fiz o velho roteiro das “galerias”: Rock/Nova Barão/Ouro Fino. Fui deixando vários ROCK vs. COMICS por onde passei. Inclusive, se você está em SP, pode achar o livro na Gibiteria (Praça Benedito Calixto), Monkix (Rua Augusta 1492), Comix (Alameda Jaú 1998), na The Records (Nova Barão) e na Estrondo (Galeria do Rock).

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(Gual aprovou!)

Na quinta-feira, fui no lançamento do mini gibi “Cholitas de Mi Corazón” do Eloar  Guazzelli organizado pelo casal mais HQ do Brasil: Daniela e Gualberto Costa. A noite de autógrafos aconteceu no espaço Parlapatões, ao lado da antiga loja HQMIX da Praça Roosevelt.

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(Os “Vieiras”)

Na sexta-feira, dois eventos que eram as maiores razões dessa viagem: o lançamento do ROCK vs. COMICS e da Revista Prego #6 na Gibiteria e o show do Bad Brains. Eu e o Alex Vieira rachamos esse lançamento em São Paulo. Não deu muita gente, mas foi bacana. Apareceram algumas pessoas que eu só conhecia no FB e presenças de quadrinistas ilustres como DW e o Daniel Gisé.

Depois disso, eu e Alex catamos um baú que nos deixou na frente do Via Marquês, local do show. Depois que entramos, não vi mais o cara, mas trombei com uns 10 brasilienses e um monte de amigos de SP. Marcado pra começar às 23h, só começou quase uma hora depois. Sorte que o DJ da casa só mandou pedrada boa, inclusive a “Bad Brain” do Ramones prenunciando o começo do show.

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E foi tudo aquilo que já vinha sendo previsto, banda boa com vocalista doido da cachola. As cortinas abrem e o lendário HR aparece de joelhos no palco, ao seu lado, sua inseparável mochila e bagagem. HR parece com esses mendigos que ficam falando sozinho na rua. Não cantou uma única música, só ficava balbuciando no microfone, no fim das músicas, agradecia com as mãos juntas aos peito. Era trágico e cômico ao mesmo tempo ver aquela figura que foi um dos maiores frontman do hardcore americano naquela situação. Tinha gente que ria e aturava (meu caso) e gente que xingava, dizendo que “lugar de louco é no hospício”. Ouvi até uma mina gritar: “HR, casa comigo!”. Tem doido pra tudo. Por sorte, os mais fãs cantavam em coro, fazendo do show um karaoquê de muitas vozes. E foi isso que salvou a pele do HR nessa noite.

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ESFOLANDO O LOLLAPALOOZA

abril 11, 2013

SP 3Planejar uma viagem com antecedência tem suas vantagens e desvantagens. Antes mesmo do livro ROCK vs. COMICS estar pronto, eu já estava pesquisando as agendas de shows e festivais pra me programar. A ideia era (e sempre será) aproveitar o rolé pra assistir bandas e fazer o “corre” de lançamentos, distribuição e divulgação do novo produto.

Nessa vibe, viagens ao exterior estão na pauta de pesquisa. Um dos festivais que me chamou a atenção foi o Lollapalooza no Chile, que seria realizado em dois dias em Santiago e tinha a banda Bad Brains no line-up. O mesmo festival teria uma edição brasileira na capital paulista, só que malandramente diluída em três dias e ainda por cima, sem o Bad Brains. Eu já estava articulando essa trip pra gringa quando anunciaram uma única apresentação do Bad Brains em São Paulo. Fiquei na dúvida do que fazer, até que pintou uma “promo” de passagens. Fiz uns cálculos e resolvi que valia mais à pena ficar em território nacional. Posso até ter me enganado, mas foi o que fiz.

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Passar uma semana em São Paulo estava nos meus planos, principalmente depois que eu lançasse o livro do ROCK vs. COMICS. Daí comprei as passagens para ir no dia 30 de março (sábado) e voltar no outro sábado dia 06 de abril. Pouco tempo depois, essa minha logística apresentou falhas, como o show do The Cure exatamente no dia da minha volta e o evento de zines Ugra Press que aconteceu no sábado e domingo. O que está feito está feito e vamos ao que interessa.

Das quase 40 bandas anunciadas para o Lollapalooza Brasil, somente três me agradavam. Duas delas estavam no segundo dia: Tomahawk e Queen Of The Stone Age. No último dia tinha o The Hives, que eu já tinha visto em Brasília e achei bem boa a banda ao vivo, mas achei que não valia o investimento e preferi deixar essa pra uma próxima vez.

Eu e a Karla chegamos em SP no dia 30 de março. No saguão do hotel, li nos jornais, notícias nada animadoras sobre o festival, também conversei com algumas pessoas que foram no dia anterior. Os maiores problemas destacados eram as longas filas para retirar os ingressos, mais filas para entrar e novamente filas para comprar comes e bebes. Depois descobri que também haviam filas gigantes para ir aos zoadíssimos banheiros químicos. Algo corriqueiro (mas inaceitável) em grandes eventos.

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Como o Tomahawk tocaria às 15:30, fomos pro Jockey Club com duas horas de antecedência. Foi até tranquilo o esquema de pegar os ingressos e entrar, o procedimento durou menos de uma hora. Com tempo sobrando, demos uma volta pra conhecer o lugar e nos ambientarmos. Logo fui trombando com conhecidos de Brasília, Goiânia e de SP.

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No palco Butantã, poucas pessoas aguardavam um dos muitos projetos do multi-talentoso Mike Patton. Nos posicionamos perto da cerca e no horário marcado a vinheta de abertura convida o público, ainda pequeno a se aproximar. Logo o poderoso quarteto despeja um arsenal sonoro, com ruídos estranhos e vocais absurdos, tudo isso junto numa coesão brilhante. Mike parece ter meia dúzia de bons vocalistas em sua garganta e usa todos eles, além de se comunicar em bom português. Essa uma hora de show passou voando.

O próximo compromisso seria às 18:45. Daí ficamos perambulando de um lado pro outro, desviando da lama e mantendo distância do locais onde o cheiro de esterco dominava. Não parava de chegar gente no Jockey Club e o local foi ficando abarrotado. Conseguimos descansar um pouco numa das duas grandes tendas repletas de pufes. Meia hora antes do show do Queen Of The Stone Age começar, fomos tentar conseguir um local bom pra ver o show, mas a frente e laterais do palco já estavam lotadas. O jeito foi ficar cerca de 300 metros do palco. O show do QOSA foi bacana, o som estava ok, mas ficar em vendo a banda tocar num telão é meio palha, mas tava valendo.

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Depois disso, o que viesse era lucro, mas não achei graça em mais nenhuma das atrações. Bem cansados, deixamos o local um pouco antes do encerramento. Daí realmente enfrentamos o maior problema do festival: pegar um taxi.

Próximo post: lançamento do ROCK vs. COMICS em São Paulo e show do Bad Brains.

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PRÓXIMAS ATRAÇÕES

abril 7, 2013

Opa! Acabei de chegar de uma semana intensa em São Paulo. Começando com um sábado no Festival Lollapalloza, depois vários rolês de distribuição, divulgação e lançamento do ROCK vs. COMICS e fechando com um show do Bad Brains. Vou precisar de um tempinho pra organizar os pensamentos, então vai seguindo o jogo de tabuleiro e aguardem as novidades.

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