ESFOLANDO O LOLLAPALOOZA

abril 11, 2013

SP 3Planejar uma viagem com antecedência tem suas vantagens e desvantagens. Antes mesmo do livro ROCK vs. COMICS estar pronto, eu já estava pesquisando as agendas de shows e festivais pra me programar. A ideia era (e sempre será) aproveitar o rolé pra assistir bandas e fazer o “corre” de lançamentos, distribuição e divulgação do novo produto.

Nessa vibe, viagens ao exterior estão na pauta de pesquisa. Um dos festivais que me chamou a atenção foi o Lollapalooza no Chile, que seria realizado em dois dias em Santiago e tinha a banda Bad Brains no line-up. O mesmo festival teria uma edição brasileira na capital paulista, só que malandramente diluída em três dias e ainda por cima, sem o Bad Brains. Eu já estava articulando essa trip pra gringa quando anunciaram uma única apresentação do Bad Brains em São Paulo. Fiquei na dúvida do que fazer, até que pintou uma “promo” de passagens. Fiz uns cálculos e resolvi que valia mais à pena ficar em território nacional. Posso até ter me enganado, mas foi o que fiz.

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Passar uma semana em São Paulo estava nos meus planos, principalmente depois que eu lançasse o livro do ROCK vs. COMICS. Daí comprei as passagens para ir no dia 30 de março (sábado) e voltar no outro sábado dia 06 de abril. Pouco tempo depois, essa minha logística apresentou falhas, como o show do The Cure exatamente no dia da minha volta e o evento de zines Ugra Press que aconteceu no sábado e domingo. O que está feito está feito e vamos ao que interessa.

Das quase 40 bandas anunciadas para o Lollapalooza Brasil, somente três me agradavam. Duas delas estavam no segundo dia: Tomahawk e Queen Of The Stone Age. No último dia tinha o The Hives, que eu já tinha visto em Brasília e achei bem boa a banda ao vivo, mas achei que não valia o investimento e preferi deixar essa pra uma próxima vez.

Eu e a Karla chegamos em SP no dia 30 de março. No saguão do hotel, li nos jornais, notícias nada animadoras sobre o festival, também conversei com algumas pessoas que foram no dia anterior. Os maiores problemas destacados eram as longas filas para retirar os ingressos, mais filas para entrar e novamente filas para comprar comes e bebes. Depois descobri que também haviam filas gigantes para ir aos zoadíssimos banheiros químicos. Algo corriqueiro (mas inaceitável) em grandes eventos.

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Como o Tomahawk tocaria às 15:30, fomos pro Jockey Club com duas horas de antecedência. Foi até tranquilo o esquema de pegar os ingressos e entrar, o procedimento durou menos de uma hora. Com tempo sobrando, demos uma volta pra conhecer o lugar e nos ambientarmos. Logo fui trombando com conhecidos de Brasília, Goiânia e de SP.

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No palco Butantã, poucas pessoas aguardavam um dos muitos projetos do multi-talentoso Mike Patton. Nos posicionamos perto da cerca e no horário marcado a vinheta de abertura convida o público, ainda pequeno a se aproximar. Logo o poderoso quarteto despeja um arsenal sonoro, com ruídos estranhos e vocais absurdos, tudo isso junto numa coesão brilhante. Mike parece ter meia dúzia de bons vocalistas em sua garganta e usa todos eles, além de se comunicar em bom português. Essa uma hora de show passou voando.

O próximo compromisso seria às 18:45. Daí ficamos perambulando de um lado pro outro, desviando da lama e mantendo distância do locais onde o cheiro de esterco dominava. Não parava de chegar gente no Jockey Club e o local foi ficando abarrotado. Conseguimos descansar um pouco numa das duas grandes tendas repletas de pufes. Meia hora antes do show do Queen Of The Stone Age começar, fomos tentar conseguir um local bom pra ver o show, mas a frente e laterais do palco já estavam lotadas. O jeito foi ficar cerca de 300 metros do palco. O show do QOSA foi bacana, o som estava ok, mas ficar em vendo a banda tocar num telão é meio palha, mas tava valendo.

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Depois disso, o que viesse era lucro, mas não achei graça em mais nenhuma das atrações. Bem cansados, deixamos o local um pouco antes do encerramento. Daí realmente enfrentamos o maior problema do festival: pegar um taxi.

Próximo post: lançamento do ROCK vs. COMICS em São Paulo e show do Bad Brains.

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