ESFOLANDO LEGO!

maio 30, 2013

LEGO amarelo

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Paul McCartney em Goiânia
O ingresso foi caro e ir pra Goiânia foi trabalhoso! Mesmo assim, assistir o show do Sir Paul McCartney valeu o investimento de tempo e dinheiro!
Mesmo antes de chegar perto do Estádio Serra Dourada, percebia-se que Paul já fazia estragos. Trânsito tumultuado, filas quilométricas e ansiedade generalizada marcaram a presença do ex-Beatles na capital goiana.
O show começou com meia hora de atraso, o que para os padrões britânicos é imperdoável, mas a culpa foi da demora em abrir os portões. O cara não iria começar antes que todos os 40 mil fãs estivessem lá dentro.
Aos 70 anos, Paul esbanja vitalidade e bom humor. Em pouco mais de duas horas e meia, ele cantou, dançou, tocou baixo, guitarra, violão, piano de cauda e órgão. No repertório, várias músicas de sua antiga banda e homenagens aos ex-companheiros. Entre uma música e outra, o astro arriscava frases em português, que incluíram a típica expressão goiana ”Trem Bão” e a gíria “vamos vazar”.
Além da banda que o acompanha, ele teve a surpreendente companhia de uma nuvem de gafanhotos que invadiram o palco, mas não o incomodaram. Rolou até uma interação com os insetos, que pareciam fazer parte do espetáculo, junto com a excelente cenografia digital e luzes impecáveis. Ainda teve efeitos pirotécnicos, fogos de artifício e terminou numa chuva de papel picado.
Não sou grande fã dos The Beatles, mas tenho que admitir que o show foi incrível. Com certeza veria de novo, de preferência em Brasília.

… e exatamente um mês após o evento, venho postar a resenha do Festival Abril Pro Rock e o lançamento do ROCK vs. COMICS em Maceió.

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Pouco antes de mandar o ROCK vs. COMICS pra gráfica, bolei uma agenda de lançamentos que incluíam shows e festivais entre fevereiro e abril. Deu quase tudo certo, nesses dois meses, além de três lançamentos em Brasília, eu passei por Curitiba, São Paulo e terminei essa fase com uma mini tour por Recife e Maceió.

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Eu e a Karla partimos na sexta-feira, dia 19 de abril rumo a Recife. Depois de um descanso no hotel, nos fomos para o Chevrolet Hall às 17h. Tínhamos que chegar cedo pra arrumar um lugar para o estande onde venderíamos minhas muambas e o “merchanda” do DFC. Uma chuva sacana nos pegou quando estávamos chegando. Essa mesma chuva pegou parte do público desprevenido. Costuma vir sempre menos gente no primeiro dia do festival, que é dedicado a atrações “leves”. No auge do evento, cerca de 1/3 do local estava ocupado.

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Como eu estava na função, nem fiquei prestando atenção nos shows. O único que eu fui ver mais de perto foi a americana Television. Vi duas músicas e achei muito devagar. As vendas não foram muito boas, o que já era esperado pela quantidade e tipo de público. Voltamos de carona com os amigos Anderson Nakara e Gabbie.

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No sábado Anderson e Gabbie nos levaram pra almoçar e depois passeamos numa espécie de quebra-mar no bairro de Brasília Teimosa cheia de esculturas do ceramista Francisco Brennand. Às 18h, fomos pro hotel onde as bandas do evento ficam hospedadas e pegamos a van junto com o DFC. Já tinha gente esperando pra comprar a mercadoria da banda brasiliense. Em menos de duas horas vendemos tudo o que o Túlio tinha trazido (30 camisetas, 20 bonés e 20 garafas de pinga). O show deles foi considerado por muitos, o melhor do dia, talvez do festival inteiro. Já tinha visto mais de 100 shows deles nesses 20 anos de banda, nem dei bola, mas quando fui espiar um pouco do show, fiquei impressionado pelas grandes rodas de pogo e animação do público.

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Como tinha vendido tudo da banda e feito boas vendas dos meus livros e gibis, resolvi encerrar o expediente e apreciar o festival. Chegando a hora do Dead Kennedys tocar, fomos nos posicionando perto do palco. Eu tinha ressalvas, pois não sabíamos qual seria a reação do público. Senti um arrepio vendo os veteranos East Bay Ray, Klaus Flouride e DH Peligro subirem no palco. Logo depois entra o vocalista Skip, o substituto do insubstituível Jello Biafra. O DK é minha banda preferida, então a expectativa era enorme. Tem gente que diz que DK sem Jello não é DK. Preferi manter minha mente aberta e tirar minhas próprias conclusões. Skip é um cara esforçado, canta bem, tem boa performance e não tenta imitar o antigo vocalista. Logo na primeira música, vejo alguns cuspes acertando o alvo, mas ele nem se abala e mantém uma postura confiante. É foda ser julgado pelos fãs menos flexíveis, mas acho que ele se saiu bem. Percebi que a banda deu umas catadas, talvez falta de ensaio ou um pouco enferrujados. Não importa, gostei pra caralho!

Abaixo, o video de Holiday in Cambodia finalizando o show. No fim do video, vejo Skip saindo pela lateral, vou lá e falo com ele e dou um tapinha em seu ombro.

http://www.youtube.com/watch?v=b69sfxWvhpw&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA&index=1

 

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No dia seguinte, eu e Karla pegamos um ônibus pra Maceió. Parece que trouxemos a chuva conosco. Quase não pegamos praia, mas foi bacana assim mesmo. Na terça-feira, fiz um lançamento do Rock vs. Comics no REX JAZZ BAR com a ajuda dos amigos Carlos PXT (Banda Varial), do Buzugo (Sirva-se) e da Renata Menezes. Apesar da chuva, apareceu uma galera simpática, atenciosa e interessada. Fiz boas vendas e boas amizades. Na quinta-feira, dia 25 voltamos pra Brasília.

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Próxima parada: show do Paul McCartney em Goiânia.

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