ESFOLANDO O 8° FIQ – BH

novembro 16, 2013

outdoor fiq

Eu quase não fui pro FIQ desse ano. Gastei uma pequena fortuna viajando pra ver shows e fazer lançamentos do ROCK vs. COMICS em outras cidades, inclusive recentemente fui à Belo Horizonte ver o Black Sabbath.E quanto mais eu enrolava na minha decisão, mais caro ficavam as passagens. Daí, comecei a fazer cálculos e na minha logística tosca, consegui chegar a um resultado satisfatório: meu FIQ seria pela metade. E metade será sempre melhor que nada!

lelis

Cheguei em BH na quarta-feira 13/11, primeiro dia do 8º Festival Internacional de Quadrinhos. Quando entrei na Serraria Souza Pinto, local do evento, a primeira pessoa que eu cumprimento é o Marcatti. Ele nem me conhecia, mas apertou minha mão com um sorriso e um ponto de interrogação na testa: quem é esse cara? Nós nunca nos vimos pessoalmente, mas sou fã do trabalho dele ha muitos anos. Mais tarde, dei um ROCK vs. COMICS pra ele e conversamos sobre muitas coisas, inclusive sobre o Ratos de Porão. Gente fina demais.

marcatti

Quando cheguei no stand dos Dependente, reencontro os Sambas LTG, Goes e Mesquita; os Beleléus El Cerdo e Stevz e o Prego Alex. Essa é nossa terceira participação consecutiva no FIQ. O stand estava cheio de novidades, inclusive o ROCK vs. COMICS estava ali, agregando valor ao camelote.

dependentes

Logo começo a trombar com os amigos quadrinistas de outras cidades e países. E a todo o momento você conhece gente nova e quadrinhos novos. Aquele monte de informação vai acumulando e é que aí você percebe a importância do FIQ para o seu crescimento pessoal como artista e apreciador de HQs.

icones

Fico sempre curioso para conferir as exposições. Tinham três: uma com trabalhos originais do Lelis e outra intitulada “Ícones do Quadrinhos”, onde vários artistas desenharam personagens clássicos das HQs. Brasília foi representada pelo Gabriel Goes com o Brucutu.

brucutu goes

A expo principal foi sobre a obra de Laerte, o homenageado dessa edição e que foi montada por seu filho, Rafael Coutinho. Ficou muito interessante, pois fugiu da mostra de originais e retrospectiva da vida do artista. A exposição é muito interativa e colorida. Um dos pontos altos era a animação do navio dos Piratas do Tietê que era projetada à noite na fachada da Serraria (assista o vídeo).

piratas2

piratas1

piratas3

rafael coutinho

Ás 22h fechamos o stand e fomos comer e beber com outros quadrinistas num boteco do Edifício Maleta. O Cruzeiro tinha se sagrado campeão e a algazarra dos torcedores era enorme. Muito barulho, gritos, buzinaço e gente bêbada madrugada adentro. No outro dia continuou a comemoração, que parou o trânsito com a passagem dos jogadores desfilando em carro de bombeiro pela Av. Afonso Pena. Por causa disso, tive que ir à pé pro evento. No caminho, passei pela expo do Escher no Parque Municipal, mas não entrei porque estava cheio e eu tinha pressa.

escher

O segundo dia não foi muito diferente do primeiro, só que o movimento e o calor estavam maior. Peguei um autógrafo e um sketch do Peter Kuper e lhe dei um ROCK vs. COMICS, onde mostrei o desenho que fiz do Spy vs. Spy. A noite também terminou no Maleta.

kuper e eu

Apesar de ter dormido pouco, acordei cedo na sexta-feira pra aproveitar meu último dia em BH. Fiz as últimas compras, inclusive o toy do Capitão dos Piratas do Tietê, que agora enfeita minha prateleira. Fiz várias trocas de gibis e contatos. Perto das 16h, peguei minhas coisas e fui me despedindo dos amigos. Dei sorte de no finalzinho, encontrar com o Laerte, que finalmente apareceu no evento e pude dar um pra ele ROCK vs. COMICS. Missão comprida.

laerte rvsc

Pra finalizar, eu estou parado na calçada, fora da Serraria, esperando um taxi pra ir embora e pára uma van na minha gente. A porta abre, sai uma moça da produção do FIQ e quando eu olho, dentro do veículo está Maurício de Sousa. A moça volta, entra na van e fecha a porta e eles partem.
Até rolou um arrependimento de não ter ficado mais um pouco, mas eu já estava conformado quando cheguei em casa. Provavelmente teria me arrependido mais se não tivesse ido. E como escrevi no começo, um FIQ pela metade é melhor que FIQ nenhum!

prateleira

2 Respostas to “ESFOLANDO O 8° FIQ – BH”

  1. pm said

    Falaí! Passaram pra mim e eu chutei pro gol hahaha. Foi inevitável a citação do Esfolando. Tá na última pergunta. abç
    http://www.vitrolaverde.com.br/2013/11/entrevista-com-paulo-marchetti-sobre-o.html

    P. Marchetti

  2. esfolando said

    Massa Marchetti! Parabéns pelo relançamento. Aguardando sessão de autógrafos em BSB!

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