ESFOLANDO EM SANTIAGO

dezembro 17, 2014

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Eu estava esperando um bom motivo pra conhecer Santiago, a capital do Chile. Daí, descobri que rolaria o Festival ROCK OUT, com o line up interessante. Nomes como Fantômas, (The) Melvins e DEVO me animaram. Eu e a Karla compramos as passagens e ingressos e viajamos na quarta-feira, dia 03/12 às 17h de Brasília e depois de uma escala em Guarulhos (SP), chegamos depois da meia-noite (horário local) do dia 04/12 (menos uma hora de fuso horário). Então nosso rolê só começa mesmo depois de algumas horas de sono.
Fomos de metrô (bem eficiente) para a La Moneda, onde está o Palácio sede do governo.

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Perto dali, encontramos a movimentada Plaza de Armas. Almoçamos, batemos perna pelo comércio e visitamos o Mercado Central. O local tem muitos restaurantes tradicionais que servem pescados e os famosos caranguejos gigantes Centolla. Passamos por lá bem rápido, pois o cheiro era terrível.

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Tomamos um Mote com Huesillos, bebida artesanal popular que é uma porção de grãos de trigo no fundo do copo, banhado com uma espécie de chá mate frio com pêssegos em calda. Não é tão ruim quanto parece, mas também não é uma delícia, só experimentamos por curiosidade. Outra coisa pitoresca na gastronomia fast food de Santiago é o molho “italiano” colocado em hot dogs e hambúrgueres, que nada mais é do que abacate amassado e não é temperado como o guacamole. Eu gostei dos sanduiches de pollo (frango) com abacate que comi, a Karla não.

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Dali fomos ao Museo Chileno de Arte Precolombino (pré-colombiano). A primeira parte da expo era: “O Chile antes do Chile” com artefatos primitivos dos primeiros habitantes da região. No piso superior estão peças das culturas de outros países das Américas. Todo o acervo é impressionante e a exposição é muito bem montada.

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Na sexta-feira, decidimos ir no Side Show do Fantômas e do (The) Melvins. As duas bandas tocariam no Festival no dia seguinte, mas seria uma boa oportunidade de ver as bandas de perto. Fomos comprar os ingressos na loja SOLDOUT, na galeria Portal Lyon, no bairro Providência. Lá é como uma Galeria do Rock com várias lojas de discos, tattoos, skate e Grow Shops (lojas com suplementos para o cultivo da canabis). O interessante das galerias de Santiago é que são chamadas de “caracolles”, pois não há escadas e sim, rampas circulares em forma de caracóis.

A noite fomos ao Teatro Cariola, onde rolaram os shows. O local era um pouco decadente, mas o som estava lindo. O DEVO também tinha tocado lá na noite anterior. Tinha menos gente do que eu esperava, umas 200 na frente do palco e umas 100 nos mezaninos. Vimos os shows bem de perto e com muito conforto.
Quem abriu foi o Melvins com seu som esquisito. O Guitarrista Buzz Osborne não demostrou nenhuma simpatia com o público, já o batera e o baixista foram bem comunicativos. Destaque pro batera que é muito bom.

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Depois foi a vez do Fantômas, o super grupo liderado por Mike Patton, conta com o Guitarrista e baixista do Melvins e o batera Dave Lombardo. Eles tocaram o disco “Director’s Cut” na integra. O show é quase um musical, com covers de trilha sonora de filmes de terror e suspense. Mike Patton tem as manhas de cativar o público falando em espanhol fluente (acho que ele faz isso em qualquer idioma dos países em que toca). Karla deu a melhor definição sobre o show: FANTÁSTICO!

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No sábado, ficamos por conta do Festival ROCK OUT. Depois do almoço fomos ao local de onde saiam os ônibus gratuitos para o Espaço Brodway, onde o evento se realizaria. A fila de roqueiros era imensa e demoramos mais de uma hora até conseguirmos embarcar no transporte. A viagem durou uns 30 minutos e quando estávamos chegando, o baú quebrou. Tivemos que andar quase um KM até os portões. Lá recebemos amostras grátis de protetor solar, o que foi realmente uma benção com o solão que estava fazendo. Também ganhamos dois latões de 500ml de energético, o que deu um “up” legal. Infelizmente, o Helmet já tinha tocado. Eram três palcos, um era mais afastado só para bandas do Chile e os outros dois eram lado a lado e revezavam as atrações principais. Compramos remeras (camisetas) oficiais do DEVO na “tienda” de merchandising e no final do show deles, comprei uma de um camelô por um 1/3 da oficial.

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O show do Melvins não foi tão bom. Acho que a banda não se encaixa bem em festivais grandes e o som estava um pouco embolado. O público ficou meio apático, não entendendo direito qual era a da banda.
O show do Fantômas também foi prejudicado pelos equipamentos de som, mas se saiu melhor. Ainda bem que vimos os shows na noite anterior, pois foram muito melhores.

O grande momento do festival, com certeza foi a apresentação do DEVO. Cara, que show divertido, dançante do começo ao fim. O telão com imagens sincronizadas com as músicas, as trocas de figurinos e a simpatia dos integrantes foram perfeitas. Até o som estava ótimo. Espetáculo memorável!
Ainda vimos um pedacinho do show do Primus, mas preferimos ir embora. O sol tinha se posto atrás das montanhas e o vento gelado predominava. Pegamos um dos ônibus gratuitos de volta. O festival estava razoavelmente bem organizado e tinha boa estrutura. Faço votos que o ROCK OUT tenha outras edições.

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Domingo, fomos no Pátio Bellavista, um shopping gastronômico chique onde almoçamos. Lá perto, visitamos a “La Chascona”, uma das três casas do poeta Pablo Neruda. De noite fomos no Bairro Lastarria, onde tem vários bares e restaurantes.

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Nos não sabíamos que nas segundas-feiras os locais turísticos e museus ficam fechados por lei. Pra piorar, era feriado nacional. Sem outra opção, compramos um pacote turístico para conhecer as cidades Valparaiso e Viña del Mar, que ficam a 150km da capital (duas horas e meia). A primeira é uma cidade portuária e a segunda, um balneário.

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Fomos de ônibus e em Valparaiso, fizemos os trajetos em uma Van com outros turistas brasileiros, peruanos, colombianos e argentinos. Só vimos a “La Sebastiana”, outra casa de Neruda por fora, já que estava fechada (a terceira casa fica em Isla Negra). Lá perto, tiramos fotos com uma estátua do poeta em tamanho natural.

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As pequenas praias de Vinã del Mar até são bonitas, mas as águas do Oceano Pacífico são gélidas e poucas pessoas se arriscam a entrar. Já no fim do passeio, pudemos ver o único Moai autêntico Rapa Nui da Isla de Pascua em terras do Chile, que fica na frente do Museu de História Natural (os outros são réplicas). O passeio foi um pouco cansativo, mas valeu a pena.

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Terça-feira, dia 09/12 ainda conseguimos dar uma volta rápida pelo centro de Santiago antes de ir pro aeroporto e pegar o avião pra Guarulhos às 15h e chegar em Brasília às 23h.

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