Apesar de pequena, a produção de quadrinhos em Brasília mostra que tem grande qualidade artística. Prova disso são as indicações para o 23° Troféu HQMIX, que acontece no dia 15 de setembro em São Paulo. Considerado o oscar dos quadrinhos nacionais, o HQMIX desse ano homenageia o falecido artista Glauco com o troféu do personagem “Geraldão”.

Dentre os indicados está o Livro/CD “Quebraqueixo – A Banda Desenhada”, concorrendo na categoria Publicação Mix. Será muito difícil ganhar, mas só do livro ter sido indicado ao prêmio, já é uma grande vitória e atestado de qualidade.

Quem mandou benzaço foi a Revista Samba que concorre nas categorias Publicação Independente de Grupo e junto com o QQ na Publicação Mix. Já o Calendário Pindura foi indicado na categoria Projeto Editorial e tem grande chance de vencer. Outro que tem se destacado no mercado editorial brasilieiro é Nestablo Ramos, concorrendo ao prêmio de Desenhista Revelação. Lembrando que vários artistas que participaram do projeto Quebraqueixo, também participaram da Revista Samba e do Calendário Pindura. Nestablo é o autor da muito elogiada capa do CD do Quebraqueixo. Brasília Rocks!

MAIS RESENHA EM HQ

maio 1, 2011

 Tenho me divertido fazendo essas resenhas de shows gringos em HQ, então resolvi que, na medida do possível, vou ilustrar eventos já passados. O primeiro é minha viagem à SP, onde fiz o lançamento do CD/HQ do Quebraqueixo e ví o show do Sick Of It All.

ESFOLANDO EM SÃO PAULO

março 16, 2011

De acordo com meu cálculos, eu não pisava em São paulo desde novembro de 2008. Acho que faltava um motivo, como se precisasse um motivo para curtir a capital paulista. Quando fiquei sabendo que ia rolar show do Sick Of It All por lá, a desculpa era perfeita e tratei de armar esse bonde. Já que eu estaria ali, por que não fazer um lançamento do CD/Livro HQ do Quebraqueixo? Liguei pro Gualberto e pra Dani da livraria HQMIX e agendamos a parada.

  

Eu e a Karla chegamos na sexta-feira, depois de nos acomodarmos no hotel, fomos pra galeria do Rock, lugar de peregrinação de todos os rockeiros que visitam SP. Sábado de manhã chovia fino e quase estraga o nosso rolê na Rua Augusta. A descida é uma beleza, mas a subida de volta até a Avenida Paulista é cruel.

Sete e pouco da noite chegamos na HQMIX, situada na Praça Roosevelt, um local de boemia, cercado de bares, teatros e puteiros. Na mesma noite, o gibi “Escorpião de Prata” também estava sendo lançado e acabou trazendo mais gente pro evento. De Brasília apareceram o Didiu, Grilo e Paulo Marchetti. Foi bacana, revi uns amigos, conheci gente nova e fiz aquele business.

Lá pra meia-noite, fomos pra despedida do amigo Beavis, que passará três meses na Holanda e reuniu alguns amigos no apartamento que ele divide com o Leandro Leospa, outro truta do DF. De Brasília também estavam Bição e Salsicha. Conheci lá o super gente fina Spaguetti, antigo baterista do Ratos de Porão, que atualmente toca no Homeleess.

Domingo, batemos perna na Paulista, vasculhamos a feira de antiguidades do MASP e almoçamos num interessante restaurante de comida natural. Depois de uma descaçada, fomos pro Carioca Club. Ouvi muita gente dizer que os shows organizados pela Liberation costumam não atrasar e é verdade, às 19h, a banda local (não sei o nome, mas é meio SXE) já estava fazendo o show de abertura. Tratei de comprar logo uma camiseta oficial do SOIA, que se esgotou pouco tempo depois.

Lá trombei com outros camaradas de Brazza City: Barbosa, Gregório, Marcio, Gustavo Rosa, Ricardo, Caneca e sua mina. A segunda banda da noite foi o Cameback Kid do Canadá. A banda já havia tocado na cidade e era conhecida do público paulista. Achei legalzinha e tal. Foi o Barbosa quem cantou a pedra de que o vocalista e o guitarrista eram do Figure Four, banda fodona que tocou em Brasília e o Macakongs 2099 abriu o show em 2002 (acabei de colocar o CD do Figure Four pra rodar e eles são muito, mas muito melhores do que o Cameback Kid). O salão do Carioca Club ficava mais cheio cada minuto e no final da apresentação dos canadenses, o bagulho tava atochado.

Era grande a expectativa de todos para o show dos novaiorquinos do Sick Of It All e eles não decepcionaram. Com sorriso no rosto, a banda mostrou porque é tão amada pelos apreciadores do hardcore true. Nem parece que os irmãos Pete e Lou Koller estão nessa há 25 anos, tamanha a jovialidade que eles demonstram no palco. Redemoinhos de gente suada fizeram o expetáculo ficar mais bonito. Pena que o show foi curto, só uma horinha, mais que horinha feliz!

Esse FDS em SP foi intenso e espero não demorar muito pra voltar.

 

Estarei em São Paulo neste sábado (12/03) para o lançamento do CD/Livro HQ do Quebraqueixo. O envento será na Livraria HQMIX às 19:30. Domingo vejo o show do Sick Of It All. Segunda-feira eu tô de volta e conto como foi!

   Flyer: Didiu

Terra da Garoa

novembro 17, 2008

Viajei para São Paulo pela quinta vez esse ano. Acho que agora dei uma empapuçada da terra da garoa. Fui lá pra comparecer ao lançamento do Biu e do Stêvz na HQMIX. Choveu na noite, mas apareceram alguns amigos de Brasília que estavam na região. No mais foi aquele velho esquema de passar na Galeria do Rock e na Rua Augusta.

Lançamento dos zines na HQMIX - São Paulo 2008

Lançamento dos zines na HQMIX - São Paulo 2008

 Domingão foi maneiro, encontrei com o Biu e o Stêvz na Liberdade e fomos pra casa do Ilsom, vocalista e guitarrista do Zeferina Bomba. O cara é gente finíssima. De noite fomos pro show da banda dele e da Detroit. Entre as duas bandas, Jerônimo Johnson e sua banda-de-um-homem-só, que na verdade é o Stêvz tocando sozinho, também fez um pocket show. O evento rolou na Livraria da Esquina, na Barra Funda, um lugar bem legal e com gente animada. No mais, conseguir vender e divulgar meus livros e dar boas risadas.

Jerônimo Johnson pela primeira vez em São Paulo

Jerônimo Johnson pela primeira vez em São Paulo

No sábado, 16 de novembro rolou o lançamento oficial dos zines em Brasília durante a festa de 12 anos da Kingdom Comics no Balaio Café. Também choveu, mesmo assim várias meninas bonitas e artistas gráficos da cidade prestigiaram o evento. Jerônimo Johnson aproveitou a ocasião e mandou ver seu set list em mais uma excêntrica apresentação.

20º Trofeu HQMIX 2008 - SP

20º Trofeu HQMIX 2008 - SP

 

        Nada como passar uns dias em São Paulo me entupindo de HQs nacionais. Na tarde do dia 23 de Julho eu e minha namorada Karla fomos pro SESC Pompéia, local da entrega do 20° edição do Troféu HQMIX de 2008. Chegamos com uma hora de antecedência para retiramos os convites. Aproveitamos para visitar a exposição HQ Férias, onde 20 painéis ilustrados contavam de forma resumida, mas bastante didática, a trajetória das histórias em quadrinhos no Brasil.

        Entramos no teatro às 19 horas e num telão instalado em cima do palco, vimos alguns curtas-metragens e o trailer da animação do “Los 3 Amigos”, baseado na HQ homônima criada por Angeli, Laete e Glauco.

       Na seqüência entra Serginho Groismann, o apresentador da entrega do Troféu desde a sua primeira edição em 1988. Numa mesa no canto do palco estavam os troféus dourados do Samurai, inspirados no personagem do veterano quadrinista Cláudio Seto. Aliás, o evento pegou carona no centenário de imigração japonesa e homenageou mestres de origem nipônica que foram os pioneiros do mangá no Brasil. Teve também a cerimônia da quebra do barril de saquê e show com tambores japoneses.

       Depois de discursos emocionados da dupla Jal e Gualberto Costa, os criadores do HQMIX, começaram a entrega dos prêmios aos vencedores. Uns faziam discursos rápidos, outros longos. Lamentei que a revista Bongolê-Bongorô nº 2 não tenha levado o prêmio este ano, assim teríamos uns doidos de Brasília pra perturbar o evento. Vi de longe, mas vi o lendário Maurício de Souza. Um dos homenageados foi o desenhista Ivan Reis, ele foi meu professor dias antes no curso de férias da Academia Quanta de Artes. O cara é fera, atualmente desenha o Lanterna Verde pra DC Comics.

       Ainda foi exibido no telão, o premiado curta metragem em stop motion “Dossiê Rê Bordosa”. O filme é todo animado com bonecos dos personagens criados pelo cartunista Angeli. Ele próprio participa do filme dando depoimentos hilários que tentam desvendar os motivas pela qual ele teria assassinado a cachaceira Rê Bordosa.

       Perto da onde eu estava sentado, localizei os desenhistas Spacca e Fernando Gonsales, ambos premiados na noite. Na cara de pau, fui lá e pedi e ganhei autógrafos. Nos intervalos, rolaram esquetes do grupo teatral Parlapatões e a apresentação da banda Jumbo Eletro.

       Algum tempo depois, eu e a Karla fomos dar uma volta e descobrimos o fumôdromo onde grandes estrelas dos quadrinhos nacionais estavam bronzeando seus pulmões com nicotina. Como eu sabia que iria encontrar com meus ídolos Angeli e Laerte, trouxe de Brasília 4 pocket books (2 pra mim, 2 pra Karla) para eles autografarem. Na primeira oportunidade, abordei o Angeli, me apresentei, pedi que autografassem os 2 livros de bolso da Rê Bordosa, dei meu livro Grosseria Refinada pra ele e ainda tiramos fotos. Ele foi muito sipático e atencioso.

Angeli com o "Grosseria Refinada"

Angeli com o "Grosseria Refinada"

       Já era quase meia-noite e pra não perdermos o metrô, fomos embora com o pessoal amigo da revista coletiva Subversos. Dentro do SESC Pompéia, os últimos Samurais eram entregues e com certeza ia rolar um rega-bofe pras estrelas da noite.

       No dia seguinte, eu e Karla fomos pra livraria HQMIX, onde Allan Sieber, André Dahmer e Joss estavam fazendo uma noite de autógrafos. Os três foram premiados na noite anterior. Antes passamos num teatro que fica ao lado da loja. Lá estava sendo ecenado a peça “A Noite dos Palhaços Mudos” baseada na HQ do Laerte. A sessão normal estava esgotada e a sessão extra também. Pegamos senhas e torcemos para assistir a peça nem que fosse de pé.

       Voltamos pra livraria HQMIX, na vitrine da loja estavam expostos os troféus das edições anteriores. No meio de um monte gente, encontrei o Laerte de bobeira. Peguei os pockets books que eu havia levado já prevendo esse encontro e pedi que ele autografasse.

       Eu e karla esperamos o fim da primeira sessão do teatro e conseguimos ingressos para a segunda sessão. Pra completar nossa sorte, sentamos juntos nas duas últimas cadeiras disponíveis da platéia. Umas quinze pessoas se contentaram em sentar na dura e suja escada. Os atores da Cia. La Mínima são excelentes e peça foi ótima, com destaque para a luz e música que deram todo o clima pro espetáculo.

       Na Sexta-feira, voltamos pra Brasília, empanturrados de tantas histórias em quadrinhos.