dvd m 2099

O meu primeiro rock do ano foi um evento particular para poucos convidados. O conjunto musical de rock pesado Macakongs 2099 deu o pontapé inicial das gravações de seu DVD comemorativo de 15 anos. As filmagens aconteceram no estúdio/cabaré da “Casa do Pinto” nos dias 9 e 10 de janeiro. Os atuais membros da banda se juntaram a vários ex-integrantes (como eu, Podrinho, Fredvan e Marcel) e os convidados especiais Túlio (DFC), GOG e o anfitrião Rodrigo Pinto para registrar ao vivo, algumas músicas dos quatro discos do “Macaca”. Também ouve captação de depoimentos sobre histórias da banda. Mais filmagens ocorrerão em outras locações e a gravação de um show completo da banda está em negociação.

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(Roqueiros reunidos após os shows no America. Foto: Valéria)

Se você não sabe, o rock já começou em 2012 desde a semana passada com alguns showzinhos no DF. Mas digamos que oficialmente, o rock paulera fez sua estréia nesse ano novo no domingo (08/01), quando rolou a primeira Noite Sabotage no America Rock Club. A alegria começava na porta, você pagava R$10,00 pra ver cinco bandas legais e ganhava um CD fodão (Restless ou Cerrado All Stars).

A abertura da bagaça foi com o N.W.77, o primeiro e possívelmente um dos raríssimos shows desse projeto idealizado por Marcel (Guitar e voz), que contou com a participação de Márcio (Deceivers), PC (Sapatos Bicolores) e o baterista impotado de NY, Rodrigo Pinto (ex- Peter Perfeito). Ver posts anteriores sobre o CD da banda e tal.

Depois foi a vez Do Suicídio Coletivo, com um HC bacana, seguido da sessão de descarrego do Satan’s Pray fazendo o segundo show com nova formação depois de um tempão parado. O show mais divertido da noite foi com o Possuídos pelo Cão, bagunça da melhor. Fechando a programação com o Macakongs 2099. Noite feliz, com muitos amigos, camelô forte e música barulhenta!

E o Rock não para! Tô ouvindo direto o CD novinho do The Squintz e os caras tocam nessa quarta-feira (11/01) na Noite PDR (O’Rilley – 409 sul). No Domingo (15/01) tem Terror Revolucionário, Dependência Pulmonar e mais cinco bandas no Círculo Operário do Cruzeiro.

Então, se você é daqueles que diz que o rock de Brasília morreu, cale sua boca! Você não sabe de nada! 2012 está apenas começando!

(Macakongs 2099 com participação de Marcel. Foto:???)

 

 

 

MACAKONGS 2099 E DFC

março 18, 2011

Nessa sexta-feira rola shows do DFC e Macakongs 2099 no Cult 22 Rock Bar. Vou cantar uma musiquinhas com o Macaca pra relembrar os meus tempos de Cigano Igor.

O conjunto musical Macakongs 2099 também fez parte das comemorações do cinqüentenário da capital. Apesar do show ter rolado um dia após o aniversário, ainda estava valendo. Nesse 22 de abril foram escaladas seis das bandas que melhor representam o HC da cidade. Lógico que faltaram várias merecedoras de figurarem nessa seleção, mas os roqueiros da cidade que compareceram ao 3° dia do Festival “Brasília, Outros 50” puderam pogar ao som de: Terror Revolucionário, Os Cabeloduro, Galinha Preta, DFC, Detrito Federal e o Macaca pra fechar o bloco barulhento. O legal foi a valorização do pessoal das antigas, meio que os pioneiros do punk e HC brasiliense estavam presentes e mostrando que ainda continuam mandando ver. Só posso dizer que a estrutura e o som estavam ótimos e que o Macakongs 2099 ficou muito feliz de ter participado desse grandioso projeto. Aproveito pra lançar o slogan do aniversário do ano que vem: “Brasília 51, uma boa idéia”.

Créditos fotográficos: a do cartaz (1º) é minha do celular, as outras duas são da Dani (mulher do Baleia), o vídeo eu não sei que filmou.

ANIVERSÁRIO DO BALEIA

março 27, 2010

(Baleia tocando uma de suas 21 guitarras – Foto Lilian Kraemer)

Renato Baleia, guitarrista do Macakongs 2099 e de outras bandas está fazendo aniversário em grande estilo. Para comemorar esta data tão feliz, ele está produzindo uma festa/show hoje (sábado 27) no CEDEC 912 sul a partir das 20h. O Macaca será uma das atrações da noite, uma rara oportunidade de ver o Cigano Igor em ação. Não serão vendidos ingressos, somente quem tiver convite poderá entrar. Então, se você estiver afim de ir, me manda uma mensagem de texto pro (61) 92137582, que eu vou tentar colocar o nome (com RG) na lista.

(Além de ser um gato, esse vocalista canta muito bem. Foto: Lilian kraemer)

 

Quando acabou o show do Macaca, desmontamos as coisas e deixamos a “pemba” pro Galinha Preta. Pelo que me disseram, o GP só tocou 8 minutos. Deve ser coisa dos evangélicos achando que a banda fazia macumba. É muito palha fazer uma banda viajar 3 horas pra tocar essa merreca de tempo.

(O galinha Preta sofreu com a falta de sincretismo religioso do evento)

 

Na seqüência, foi a vez do Soul Factor se apresentar. Nessa hora, eu já estava com o camelô montado ao lado do Franchesco, o responsável pelo merchandising do Dead Fish. O bom é que todo mundo ali vendeu legal. Eu fiquei puto comigo mesmo por ter trazido só 4 exemplares do Esfolando Ouvidos. Acabaram rapidão, o último exemplar quase deu briga, mas foi arrematado pelo Rodrigo, vocal do Dead Fish.

 

Mó galera gostou do show do Macaca, foram lá no estande nos cumprimentar, tirar fotos, comprar CDs  até pedir autógrafos. Nessa de atender os clientes e trocar idéia com o pessoal, acabei nem vendo as outras bandas que estavam tocando. Só bem mais tarde, eu lembrei que eu ainda não tinha comido nada e paguei R$4,00 num cachorro quente sem salsicha.

 

Eram quase duas da manhã quando o Dead Fish começou a tocar, foi aí que rolou a maior falha técnica de todo o festival. Enquanto a banda arregaçava, o P.A. estava ligado no outro palco, onde os roadies estavam passando o som pro POD. Já estavam na segunda música quando nego na mesa de som se tocou da merda e ligou o P.A. certo. Os falantes quase estouraram com o volume pipocando no máximo. Foi bem feio o negócio. Outra coisa estranha que aconteceu foi a liberação da grade que dividia o público. Eu particularmente achei massa o povo que estava atrás ter ido pra frente, mas do ponto de vista da produção, eles cometeram um grande equívoco. Ou você cobra um ingresso com preço único pra todo mundo ou respeita o espaço em que pessoas pagaram mais caro para ocupar. O que vai acontecer nos próximos eventos é que todo mundo vai comprar o ingresso mais barato esperando que o acesso seja liberado nas atrações principais. Bom, o que interessa é que o show do Dead Fish foi maneiro apesar de também ter sido encurtado.

 

Os roadies dos gringos ainda fizeram uma checagem de uns 20 minutos e o público de umas 3 mil pessoas estava impaciente com a demora. Uma música instrumental de introdução começa a tocar e o povo se desguela quando o POD sobe ao palco. O vocalista está com a bandeira do Brasil enrolada na cabeça e pescoço. Ele começa a cantar, pula no fosso e sobe na grade junto do gargarejo. Antes da música terminar, já dava pra perceber que tinha rolado alguma bosta. Não dava pra ver, mas alguém tinha se machucado. O vocalista chama um médico e as pessoas se perguntam o que teria acontecido. Enquanto o socorro não chega, o vocalista pede silêncio e começa a orar. Aparece um cara que traduz as palavras do vocalista, dizendo que um membro da equipe da banda tinha caído e quebrado a perna. Mais alguns minutos e show recomeça. Assistimos mais uma músíca e saímos fora. Eu até gosto do som da banda, mas a gente tava cansado e zoado demais pra curti mais uma hora de barulho. Pra fechar a noite, ainda nos perdemos no centro de Goiânia antes de achar o hotel.

(Nosso hotel não tinha vista para o mar)

Meio dia de domingo, saímos do hotel rumo a Brasília. Dessa vez falamos mais de mulheres do que de bicicletas e ouvimos Shelter. Chegando na casa do Phú, ele diz pra mãe que ganhou uma medalha. Ela responde com uma pergunta que foi a melhor frase de toda a viagem: “E medalha enche barriga?”.

Assista os videos!

Macakongs 2099 tocando Droga-Cola

POD começando o show

Dead Fish tocando “Queda Livre”

Um pouco da nossa bagagem

Sábado passado fiz o primeiro show com o Macakongs 2099 depois de cinco anos afastado da banda. E o esquema foi razoavelmente chique, já que o show era Goiânia e as principais atrações eram o Dead Fish e a banda americana POD. Antes que você se pergunte se eu voltei pra banda, já respondo que “não”! Só estou de “sub” (substituto) enquanto eles não arrumam um novo vocalista. Outro que está na mesma situação é o baterista Cabelinho, que ainda não sabe se vai continuar na banda.

(O paraíso do consumo goianiense, um dia eu chego lá!)

Como cada showzinho do Macaca, mesmo sendo no vizinho do Goiás acaba virando uma saga, resolvi dividir esse post em dois. Primeiro que tem muita historinha pra contar (umas impublicáveis), segundo que tem muitas fotos e vídeos, terceiro que outros shows desse festival merecem resenhas e o quarto motivo é que eu fiquei mais de 48 de abstinência digital e resolvi escrever pra caralho e se você não quiser ler essa merda grande, foda-se!

( A amiga Nara mostrando seu suvaco lisinho, ela filmou e tirou várias fotos do evento)

Pra começar, acho que fizemos só uma meia dúzia de ensaios antes desse show. Pra não passar tanta vergonha, eu tive que ouvir os CDs e digitar minhas próprias letras e imprimir uma cola, já que tinha altas coisas que eu não lembrava. O Cabelinho também estava meio enferrujado, mas se garantiu legal. Já o Baleia, Fabrícios e Djalma Phú estavam sem ensaiar desde que a banda sofreu uma ruptura no Festival Rola Pedra do ano passado.

(Cabelinho e sua gata curtindo a noite goiana)

O grande dia chega. Sábado de manhã, o Baleia passa em minha casa já dizendo que o Phú iria atrasar. Nossa, que estranho! O Djalma não é do tipo que costuma deixar as pessoas esperando! Só iria nós três na caranga, pois o Cabelinho tinha ido pra Goiânia na noite anterior e o Fabrícius estava em São Paulo tentando chegar em Brasília, mas perdeu o avião e se lascou. Pra fazer hora, eu o Baleia passamos na oficina do Achiles para ver os instrumentos que ele anda produzindo. O cara é um luthier muito talentoso e o Baleia parecia uma criança em uma loja de brinquedos.

(Achiles e Baleia falando de guitarras e baixos)

Depois passamos na casa do Phú para pegar os instrumentos e sua madita bicicleta. Sim! Djalma queria porque queria pedalar numa corrida fuleira que estava rolando em Goiânia. Eu nunca gostei ou desgostei de corrida de bicicleta e não tinha nada contra esse esporte, mas a partir desse sábado comecei a nutrir ódio profundo por ciclismo. Explico! Primeiro eu teria dormido pelo menos 2 horas a mais e teria almoçado em minha casa se não fosse essa bosta de competição. Depois o Phú e o Baleia (que também é adepto do esporte) vieram a viagem da ida inteira falando sobre o assunto. Até aí tudo bem, fui agüentando e deve vez em quando nego falava de bucetas e ouvia umas músicas do No Mercy.

(Djalma recebendo o incrível prêmio, nunca esquecerei esse momento)

Passava das 14h quando adentramos a capital goiana e nos perdemos tentando achar o local da corrida. Tava um calor escroto e a fome só crescia. Chegando lá, Phú vestiu sua roupinha ridícula e foi competir. Eu e o Baleia ficamos torrando no sol e acabamos comendo uns sandubas vagabundos, ainda na esperança de conseguir almoçar em algum lugar descente. Eu já estava zonzo com aquelas bicicletinhas passando de um lado pro outro e aqueles marmanjos vestido lycra roxa e laranja me causando náuseas. E não é que o desgraçado ficou em quinto lugar e ia ganhar uma medalha. É um absurdo! Como é que um esporte sério premia o quarto e quinto lugar? E o pior é que ele queria receber a porra da medalinha feita de garrafa pet e mais uma vez tivemos que esperar a criatura. Por conta disso, quando chegamos no hotel, só deu tempo de tomar um banho tcheco e trocar a camiseta. Eu queria muito ter tomado um banho de verdade e ter deitado por uns 30 minutos, mas não, tínhamos que correr pro local do show, pois já eram 17h e iríamos tocar às 18h.

(Cada palco dava pra abrigar 50 famílias do MST)

O Loading Music Festival aconteceu no estacionamento da Faculdade Fasam. Tinha dois palcos gigantes e boa estrutura, mas já começamos a notar as falhas da produção logo que chegamos. Os shows já tinham começado, mas não tinha público. Por ser um evento “meio” evangélico, não era permitida a venda de bebidas alcoólicas, então o povo goiano (que bebe pouco, né?) ficou do lado de fora enchendo a lata. Me disseram que isso era uma exigência do POD e no camarim das bandas “oreia seca” só tinha água e cadeiras. Eu que nem bebo, fico puto com essas coisas.  Eu até disse no microfone depois de tocar “Droga – Cola”, que lá não vendia cerveja, mas vendia coca – cola, que é a verdadeira bebida satânica. Os bebuns aplaudiram.

(Problemas no palco? Nunca vi isso antes!)

Pra variar, a programação de 20 bandas estava atrasada. A logística não era o forte da produção. Como eu falei, tinham dois palcos gigantes e bem equipados, mas um dos palcos era apenas para os shows do POD e da banda metal cristão Skin Culture que tocariam no final. As outras 18 bandas se espremeriam no outro palco. Dava pra ver a agonia e falta de preparo da equipe na troca das bandas. E o povo foi chegando, infelizmente, a maioria do público estava na parte de trás da cerca que dividia a pista (ingressos mais baratos) do front stage (mais caro). Daí quando o Macaca foi tocar, começou mó bagunça, o ampli de guitarra não funcionava, não tinha monitor pra bateria e o tempo correndo. Fizemos uma checagem, vimos que tava tudo embolado e que não ia melhorar nada. Tocamos o foda-se e começamos o show com um corte de 10 minutos. A nossa sorte é que o técnico de som do Dead Fish era amigo do Phú e fez o P.A. pra gente. Então, por mais horrível que o som estivesse no palco, para as 500 cabeças que estavam nos vendo, o som estava lindo. Foram 20 minutos andando na corda bamba com o som complicado, mas foi divertido e valeu a pena. O rock pauleira é isso aí!

(Macaca e Dead Fish confraternizando)

Não perca o emocionante desfecho desse épico! Em breve no “Esfolando Weblog”!

PS: Estou esperando a boa vontade do Cabelinho em me mandar fotos do nosso show. Os vídeos vão demorar ainda mais tempo. Guenta aí! 

CLIPE DO MACAKONGS 2099

dezembro 2, 2009

Mês passado eu falei sobre as filmagens do clipe do Macakongs 2099. Achei que fosse demorar pra ficar pronto, mas Luiz Derek e sua equipe finalizaram a parada rapidinho. O clipe “Brazza City” foi feito com orçamento zero, sem ganhar nenhum panetone. O resultado você confere aqui!

CIGANO IGOR VOLTOU!

novembro 5, 2009

Macakongs 2099 em formação de play-back. Eu, Baleia, Natinho, Cabelinho, Phú e Fabrício.

Você conhece o Cigano Igor? Não estou falando de um pífio ator de uma novela cujo personagem se chamava Cigano Igor! Pra quem não sabe, eu fui vocalista da banda Macakongs 2099 da primeira formação em 1998 até 2002 e adotei esse simpático codinome. Depois da minha saída, fiz participações esporádicas em shows enquanto a banda amargava mais uma das inúmeras mudanças de integrantes. No período que estive na banda, gravei os três primeiros CDs e fiz quase duas centenas de shows.

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Durante as gravações do disco Tropicanália (2007), banda estava sem vocalista e chamou um monte de gente pra cantar as músicas. Pra esse disco, eu e o Natinho gravamos a música “Brazza City” em parceria. Há alguns meses, o Macaca sofreu baixas significativas em sua formação, sobrando apenas o incansável Phú e o guitarrista Fabrício. Mesmo capenga, a banda continua na pista e está gravando um split em vinil para ser lançado em Portugal. Semana passada, Djalma me ligou dizendo que ia fazer um clipe de “Brazza City” e era pra eu o Natinho participarmos. Lógico que aceitamos, uma boiada dessas não acontece todo dia.

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 Pra completar o time de dubles estavam o baterista Cabelinho e o guitarrista Baleia. O sabadão passado foi punk com as filmagens de Luis Derek e mais uma equipe bacana. Foram quase 6 horas de filmagem e vou te dar o papo, ficar fazendo play-back é cansativo pra caralho. Fica o meu agradecimento de todo mundo que participou e colaborou com o projeto e com as risadas. Como esse videoclipe vai demorar um pouco pra ser visto, assista ao clássico clipe de “Evil Elvis”, que foi filmado nos EUA e que tem cenas do filme trash “Cannibal Maniac” do mesmo diretor!