ESFOLANDO O BLACK SABBATH

outubro 23, 2013

A tour “Reunion” do Black Sabbath talvez seja o mais importante acontecimento musical de 2013 no mundo. Sério! E foi por isso que fui até Belo Horizonte no dia 15/10 para conferir de perto esse acontecimento. Com ¾ da formação original fazendo extensa agenda de shows e lançando o álbum “13” só de inéditas, a banda realizou o sonho de milhares de fãs que queriam vê-los juntos novamente. Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler acompanhados pelo baterista “sub” Tommy Clufetos tocaram por quase duas horas na Esplanada do Mineirão para 20 mil pessoas. A banda está em excelente forma: o Madman Ozzy é um dos maiores frontmen da história do rock, mesmo se fazendo de doidinho e caquético; Iommi demonstra sua técnica sem exibicionismo e faz parecer que tocar guitarra é a coisa mais fácil do mundo; Butler é discreto e preciso, mas é monstro; Clufetos simplesmente calou a boca de todos os que sentiram falta do baterista Bill Ward. A única coisa que realmente importava no palco era a música e a banda não se apoiou em superprodução, utilizou apenas os telões e um literal balde de água fria jogado por Ozzy no povo colado na grade. Por não ser um grande conhecedor do repertório da banda, me surpreendi ao perceber como a maioria dos clássicos estavam no meu subconsciente, com toda aquela carga pesada e obscura que definiu o Heavy Metal como gênero. E as músicas novas pareciam que já nasceram maduras, cheias da velha maldade que o Black Sabbath incorpora. Se eles vão continuar tocando depois dessa tour, isso não interessa no momento, o importante foi tê-los visto nessa reunião, nesse timing histórico. Achei exagero quando me disseram que esse show era imperdível, mas ainda bem que eu não perdi.

Black Sabbath BH WEB

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LOUCURAS QUE FAÇO PELO ROCK: acordar às 05h30min de um sábado; pegar um avião pra São Paulo; chegar às 09h; me hospedar numa espelunca; pegar um ônibus e um metrô; andar 5KM pra chegar no Anhembi; ficar puto em saber que perdeu os shows do Gojira e Hatebreed; aguentar o fraco Killswitch Engage. Depois foi só alegria: shows fodas do Limp Bizikit e Korn. Vi alguns bons shows esse ano e posso afirmar que o do Slipknot está no meu TOP 3, isso porque assisti de longe com uma multidão em volta. Esses caras são o Cirque du Soleil do inferno, escroto de bom! Depois, demorar uma hora pra conseguir um taxi, dormir uma hora a menos na espelunca por causa do horário de verão, pegar o voo de volta às 06h45min com uma criança na cadeira da frente se desgoelando 70% da viagem. Domingo às 09h30min finalmente estava na minha cama.
Dúvidas frequentes:
Quanto custou essa brincadeira? Como foi missão relâmpago e consegui passagens razoavelmente baratas, gastei mais ou menos R$650,00 ( avião + ingresso + hotel + taxi).
Foi o ROCK vs. COMICS que pagou? Não! As despesas correram pela Esfolando Empreendimentos.
Valeu o esforço? Tem hora que você pensa: que merda eu tô fazendo aqui, mas isso passa quando vê uns bons shows. Claro que vale!

ESFOLANDO NEW TRIPS

outubro 15, 2013

A Esfolando Air Lines Turismo anuncia os novos destinos do ROCK vs. COMICS: 15/10 Black Sabbath em Belo Horizonte e 19/10 Monsters of Rock em São Paulo!

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A banda finlandesa Rattus passou pelo DF com sua tour comemorando 35 anos de puro hardcore. Na noite de 21 de setembro, pude rever esse icônico e influente grupo no Stranger’s Snooker. Já tinha visto eles tocarem no Galpãozinho do Gama em 2007. Foram curtos, porém intensos 45 minutos quase ininterruptos de HC extremo. Punks velhos e novos puderam celebrar juntos.

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RASCUNHO DO SLAYER EM CWB

setembro 30, 2013

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Na terça passada (24/09), vi os shows do Iron Maiden, Slayer e Ghost em Curitiba. Como esse rolê vai render três páginas, vou postar os rascunhos, só pra manter atualizado, já que vai demorar pra finalizar. Zero photoshop, só scaneado!

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É humanamente impossível assistir 38 shows em dois dias. Ainda bem que o line up do Festival porão do Rock 2013 era variado e para todos os gostos. Daí selecionei os show imperdíveis (pro meu gosto) e passei o resto do tempo que estive no evento confraternizando com os amigos.
Na sexta-feira (30/08), cheguei no local bem no finzinho do show do Dead Fish, mas a tempo de ver o vocalista Rodrigo pular do palco pra área VIP e depois pular a grade pra cair nos braços de seus fãs na pista. Ele voltou para o palco com a camiseta rasgada.
Passado esse começo esdruxulo, comecei minha exploração pelo novo “Porão”. Sempre fico curioso em ver a configuração do espaço, com está a estrutura. Na hora me lembrei das primeiras edições do festival, antes de usarem o estacionamento e o ginásio do Nilson Nelson. Também foi a primeira vez que cheguei perto do “novo” Mané Garrincha. Acho que vai demorar pra eu colocar meus pés lá dentro, já que não assisto futebol e não gosto das atrações musicais que estão programadas nesse ano.
Ví um pedaço do show d’Os Maltrapilhos, representando bem o punk rock do DF. A expectativa eram as duas últimas bandas do palco “Pesado”. Primeiro a dupla paulista TEST. Já tinha visto os caras tocarem aqui duas vezes, então pra mim não foi surpresa saber que o show seria fudido. João Kombi e Barata destruindo um grind minimalista e sofisticado. Os dois fazem mais barulho do que muitas bandas com quatro ou cinco integrantes.

Pra fechar essa primeira noite, a banda americana Soulfly, que tem como líder, o brasileiro Max Cavallera. Ele lembrou que a última vez que tocou em Brasília foi em 1994 com o Sepultura e não deixou de tocar alguns clássicos de sua ex – banda. Comunicativo com a plátéia, Max não se ateve somente ao passado e apresentou músicas de todas as fazes do Soufly, inclusive algumas que estarão no próximo disco, que sai ainda esse ano. Gostei mais desse show, do que o de Goiânia que assisti no ano passado.
No sábado (31/08), cheguei na metade do show do Krisium. Não sei se foi impressão minha, mas achei que o som dos caras estava mais limpo. Não que estivesse menos brutal, só que mais audível. Tive essa mesma impressão no show do Galinha Preta que tocou na sequencia. Suspeito que o som estava tão bom, que faltou aquela sujeira boa dos amplificadores e equipamentos ruins que favorecem o som da banda. Acho que eles foram os únicos a usarem elementos de cenário, com seus dois bonecos de ar, estilo posto de gasolina, só que com esqueletos desenhados. O show foi bem curto, segundo o Frango, foi por causa do show de um gringo em outro palco.
O trio de Bragança Paulista Leptospirose também não foi surpresa, já sabia que era bom. Tinha visto um show deles com o TEST no finado Cult 22 Rock Bar e se não me engano, foi o Frango que tocou baixo pra eles nesse show. O som dos caras e´rapidaço e engraçado, com certeza agradou a massa que aguardava a última atração da noite.
O que falar do Suicidal Tendencies? Em minha reles opinião, a melhor banda em atividade. Sou muito fã a mais de 20 anos, então cada vez que vejo o show deles (esse foi o meu quinto) eu piro mesmo. Mike Muir, o original ST está em boa forma, percorrendo o grande palco de um lado a outro pelo menos, sem exagero, uma centena de vezes. Na hora de “Possessed to skate” chamou os skatistas que estavam na plateia pra subir no palco e uns 20 doidos subiraram também. Tiveram que descer quando a música acabou, mas isso era só uma prévia do que normalmente acontece na música final, onde a banda chama todo mundo pra subir no palco ao som de “Pledge your allegiance”. Final apoteótico pra fechar o festival.
Minha resenha do festival acaba aqui, mas se você quiser saber como foi a minha missão pra entregar um ROCK vs. COMICS na mão do Mike Muir, continue lendo!
Ainda tinha muita gente em cima do palco quando o show acabou, daí entreguei um gibi pro Paulão (que é da crew do Porão) pra ele entregar pra banda, caso eu não conseguisse. Eu já estava achando que não ia rolar, quando vejo o Raul Sá (um dos organizadores do PDR) indo pra entrada do back stage. Eu já tinha falado com ele sobre a possibilidade de fazer essa missão. Entramos bem na hora que fecham a porta da vam com os caras dentro. Pensei: “QUE MERDA!”. Enfiei um gibi pela janela e disse: “A comics for you, Mike!”. Só vi uma mão no escuro pegando e ouvi: “thanks!”. O Raul, pergunta pro motora se eles iam pro camarim. Afirmativo! Ainda havia esperança, então fomos pra lá. No caminho, a Karla pegou o bonde e foi junto. Entramos e esperamos uns minutos. O Gustavo Sá, explicou a situação pro empresário da banda e eu mostrei o gibi e a página que fiz sobre o show do ST ano passado na virada Cultural de São Paulo. O cara falou; “very good! You can wait?” Respondi : “Sure!”, claro que posso, né? Passaram mais uns minutos e vimos o batera e o baixista saírem do camarim e entrarem na van. Achei que ia ser tipo, quando ele também saísse do camarim eu ia entregar outro gibi, apertar a mão dele e pedir pra tirar uma foto. O que pra mim já estava de bom tamanho, mas o empresário deixou a gente entrar. O Marcelo Costa (Nomes Feios) foi junto. O primeiro que ví foi O Guitar Dean Pleasants, apertei a mão dele dizendo “Good Night!” depois cumprimentei Mike. O Gustavo foi explicando que eu queria entregar o gibi e tal. Entendi Mike dizendo que tinha recebido, mas não tinha olhado ainda, aí eu mostrei a página do ST e ele exclamou: “OH! It’s me!” e ficou olhando e me perguntou: “You did it? Nice!” Eu respodi algo do tipo: “Foi, é eu desenho todo mundo feio mesmo!” e ele riu alto. Pedi pra tirarmos umas fotos e a Karla e o Marcelo começaram a fotografar. O outro guitarrista, Nico Santora substituiu o Mike Clark chegou lá também. No final, ele ficou foleando o gibi e se amarrando, tentei explicar pra ele sobre o projeto, mas me enrolei todo. Acabei desistindo e falei: “Sorry for my bad english!” e ele emendou: “Sorry for my bad portuguese!” e rimos. Então, achei que estava na hora de partir e deixar os caras em paz. Agradeci mais uma vez e nos despedimos. Eles foram super gente fina, good vibe total. Nem precisa dizer que voltei pra casa felizão!

ESFOLANDO O BAR DA TOINHA

agosto 18, 2013

toinhaQuebraqueixo hoje no Bar da Toinha, que comemora quatro anos de bons serviços prestados aos rock do DF!

PGGalinha preta WEBReciclando uma resenha e desenhos do encarte que fiz pro Galinha Preta.