ESFOLANDO (3X) O CJ RAMONE

setembro 30, 2012

A sexta-feira, 21 de setembro, marcou a terceira passagem de CJ Ramone em Brasília. Na tarde, ele fez uma pequena coletiva de imprensa e sessão de autógrafos numa consencionária de motos na Asa Norte. Uma das perguntas foi, se ele tocaria novamente com o Marky e ele descatou qualquer hipótese nesse sentido.

Levei o encarte do CD do Bad Choppers e lá comprei o novo disco “Recomquista” que agora estão devidamente assinados. Aliás, esse novo trabalho é bem bom, com algumas músicas que o Ramones poderia facilmente ter gravado. CJ não esconde a fonte de inspiração, que também pode ser encarado como homenagem.

À noite choveu forte, marcando o fim do alerta contra a seca em Brasília e afugentando o público acúcarado. Mesmo assim, mais de 500 roqueiros marcaram presença no Arena, que teve como abertura, a banda Rebel Shot Party e Os Cabeloduro, que fizeram o encerramento do evento.

De 01h às 02h, CJ acompanhado do guitarrista Steve Solo, do baterista Michael Stamberg e mais um guitar que não sei o nome, fizeram uma apresentação “pau dentro”, com várias músicas do Ramones e intercalando canções do “Reconquista”. Muitos fãs reclamaram da rapidez do show, mas tava de bom tamanho. No final, mandaram R.A.M.O.N.E.S. do Motorhead e CJ se despediu com as mágicas palavras: “Ramones Forever!”.

http://www.youtube.com/watch?v=dzg81sl5WqA&feature=youtu.be

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ESFOLANDO O HD

setembro 28, 2012

Desde de sábado passado, estive fora do ar por motivos técnicos. Meu computer bichou e fiquei naquela novela: será que o bagulho tem conserto ou compro um novo? O problema principal era salvar meus arquivos, já que, estupidamente, eu não tinha HD externo (agora tenho). Na quarta-feira, comprei uma máquina nova e na quinta, recuperei meus arquivos.

Já fico devendo a resenha do show do CJ Ramone e do acústico do Autoramas no Rolla Pedra ontem. Ainda estou me recupeando da divertida noite, que só terminou quase 4 da manhã de hoje.

Esses dias parados fuderam meus cronogramas com o livro Rock vs. Comics. Vou fazer um corre pra recuperar esse tempo e na medida do possível, vou atualizando o blog.

ESFOLANDO O FESTIVAL PDR

setembro 12, 2012

O Festival Porão do Rock não é mais o mesmo, ainda bem! Mudanças significativas marcaram a 15° edição do festival que aconteceu nos dias 7 e 8 de setembro. O maior acerto foi o estrutural, com a nova configuração dos palcos externos. Dessa vez os palcos foram armados lado a lado e uma banda tocando de cada vez. O palco dentro do Ginásio Nilson Nelson, continuou abrigando as atrações mais pesadas do evento. Nas duas edições anteriores, os palcos ficavam muito longe um do outro, fazendo o publico se deslocar longas distâncias e três bandas tocando ao mesmo tempo, sempre me pareceu desperdício de atrações. Teve o lance da cobrança de ingressos, mas é aquela coisa: se é de graça, nego reclama e se cobram uma merreca, nego reclama também…

Quando cheguei, Os Cabeloduro já estavam sapecando seu punk rock HC guaraense dentro do ginásio. Recentemente, a banda passou por urucubacas, como uma cirurgia do baterista Daniel, que assistiu o show no palco, vendo o SUB Juninho Biloca em seu lugar. Se recuperando de uma capotagem espetacular que provocou um cancelamento de um show, o baixista Guilhermão mostrou que está firme e forte. Os titulares Gazú e Ralf ainda contaram com a participação do ex-vocal Marcelo Salsicha.

Enquanto a banda saia do palco, ví no telão, a exibição do teaser do aguardado documentário “Geração Baré-Cola – usuários de rock” do diretor Patrick Grosner , que pode ser visto aqui

http://www.youtube.com/watch?v=5hEqTzUKTyo&feature=related

Daí, fui roletar pra conhecer o novo formato do PDR, socializar com o povo amigo e saber das fofocas. Eu também estava ali pelos shows, então vamos a eles!

O show que mais me provocou curiosidade em todo o line-up de 40 atrações do PDR foi o combo carioca Autoramas + BNegão. Nunca me canso de ver o Autoramas ao vivo, mas tinha dúvida se essa parceria com BNegão funcionaria. E funciona bem demais, até porque o vocalista foi companheiro do batera Bacalhau na formação original do Planet Hemp e a interação entre os quatro já está merecendo um registro em DVD. A escolha do repertório foi o que mais surpreendeu quem achou que eles fariam um show baseado em seus trabalhos autorais. Lógico que teve músicas do Autoramas e do Seletores de Frequência, mas não foi abusivo e também tocaram sucessos (em novas versões) das ex-bandas, afinal tinham montes de fãs do Planet e do Little Quail na platéia. O restante do set list foram escolhas acertadas de covers que vão da discoteca ao trash metal e que previlegiam as caracteristicas vocalicas dos integrantes. Isso pode ser constatado principalmente quando os graves de BNegão duelaram com a voz doce e afinada da Flavinha em “Private Idaho” do B-52’s. Gabriel teve alguns problemas com as guitarras (cordas quebradas e ampli sem falar), mas teve o auxílio de um segundo guitarrista, quando BNegão empunhava o instrumento em algumas músicas. Destaque pra “Seek and Destroy” do Metallica, que encerra o show e pode ser vista no video abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=DqxfVVjZBFc&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA&index=2&feature=plcp

Ví um pouco do show do Motosierra (Uruguay), que foi ok e duas músicas do Trivium (EUA), que é bem técnico e bem executado, agradadou os metaleiros, mas não faz muito meu tipo.

Se no ano passado, o público do Raimundos deu de goleada no público do Helmet (EUA), que tocava no mesmo horário, a dose se repetiu esse ano. Tocando de cabo a rabo o disco “lavô tá novo” (1995), a banda fez a alegria dos fãs que puderam conferir músicas que há tempos não eram ouvidas ao vivo. De “Tora Tora” a “Herbocinética”, todas as faixas foram executada em ordem. Depois sobrou tempo pra “Rebelde sem causa” que está no disco Raimundos VS. Ultraje a Rigor e sucessos de outros discos. Como convidados “especiais”, pessoas ligadas à história da banda , como o ex-técnico de som Guiminha (que também tocava guitarras e fazia backvocals nos bastidores) e os ex-integrantes Fred (bateria) e Luiz Eduardo Alf (baixo). O show terminou em um grande abraço coletivo. Espero que tretas antigas tenham sido definitivamente enterradas.

http://www.youtube.com/watch?v=PQgdQ6luvwo&list=UU9XPW-BnSioRD8h8913tNlA&index=1&feature=plcp

Se tocar antes do Raimundos é complicado, imagine tocar depois! O headline gringo Red Fang viu o público debandar do evento assim que os brasiliense encerraram sua apresentação. Mas ainda sobraram uns 1000 entusiastas do stoner rock praticado pelos caras, que ficaram até o fim. Muitos amigos disseram que a banda era maneira e tudo mais, assisti o show esperando que algo fantástico, o que pra mim não aconteceu. Definitivamente, não sou adepto desse tipo de som. Pelo menos o vocal/guitar desejou “feliz dia da independência”, coisa que não sei se foi lembrado por outras bandas brasileiras…

Nem todo mundo tem preparo físico pra aguentar dois dias de Porão, deve ser por isso que menos da metade do público que veio na sexta-feira, compareceu no sábado. Algumas das atrações desse 2° dia também devem ter desanimado muita gente. Cheguei na metade do show do DFC, que perde um pouco do carisma tocando em palco alto e distante do público. Suas melhores performances são em lugares menores com a platéia colada e dando stage dives. Mesmo assim, é sempre bom vê-los em posição de destaque em um grande festival que soube valorizar o que há de melhor na cena HC da cidade.

A área de “VIP” do ginásio ficou pequena na hora que o Sepultura começou a tocar. Fui lá pra trás, no povão, ver e ouvir a banda de metal brasileira de maior renome internacional. O repertório era baseado em músicas dos discos da era de ouro dos irmãos Cavalera e que consolidou sua imensa massa de fãs. Depois que a banda tocou “Roots Bloody Roots” e saiu do palco, declarei que o PDR 2012 também tinha acabado pra mim.

Ainda tinha muitas bandas pra tocar, mas nenhuma que eu quisesse realmente ver. O evento finalizaria com o Kyuss Live, outro stoner americano. Novamente, vários amigos disseram que a banda era demais e imperdível. Eu tinha certeza que não iria gostar, mesmo assim fiquei até o final pra constatar minhas suspeitas. Pra muitos, esse show foi o melhor da vida deles, pra mim, foi mais chato que fila do INSS. Sério, nunca ví uma banda demonstrar tanto desprezo pelo público, que aplaudia a antipatia e mau humor dos caras. O vocalista praticamente não se mexia e fazia cara de cuzeta o tempo todo, isso quando não ficava de costas pra sua audiência. Fazia gestos tipo reclamando do som e dava tapas no microfone, quando deveria estar dando tapas na própria cara. Vai ver estava putinho porque tinha pouca gente para vê-lo. Na última música, teve a pachorra de arremessar o microfone no público, mostrando que também não tem respeito pelo patrimônio alheio e nem pela produção que o contratou. Ainda teve quem pedisse bis e com enorme esforço eles voltaram pra mais duas musiquinhas fracas como todas as outras de seu enfadonho repertório.

Fazer um evento gigante como o PDR e agradar a todos é tarefa impossível. Fica os parabéns pra produça e os votos de que ano que vem, a 16° edição se supere!